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Peregrina uma alma

por Círculo do Graal, em 11.04.15

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

 

Expliquei nas duas últimas dissertações os processos ligados diretamente à estada terrestre do ser humano, que ocorrem nos planos da matéria grosseira mediana, denominada até agora plano astral pelos que disso têm conhecimento.

Além dos processos ali mencionados, existem ainda muitos outros, que também pertencem ao campo de atividade dos enteais. Mas como essas espécies de trabalho só se põem indiretamente em contato com as almas humanas, por hoje ainda silenciaremos a esse respeito, passando antes a tratar do que está mais próximo: a própria alma humana em ligação com o que já foi explicado.

Acompanhai-me, portanto, num breve trecho do caminho que uma alma tem de perfazer após se desprender do seu corpo terreno. Observemos os primeiros passos.

 

Encontramo-nos na matéria grosseira mediana. Diante de nós vemos fios do destino com espessuras e cores diversas, dos quais falamos nas últimas dissertações, quando examinamos a atuação dos pequenos enteais. Desliguemos tudo o mais, pois na verdade, bem junto e entrelaçando-se, existe muito mais no trajeto, do que apenas esses fios. Tudo na mais severa ordem, vibrando de acordo com as leis da Criação. Não olhemos, porém, nem para a direita nem para a esquerda, e sim apenas para esses fios.

Aparentemente, esses fios se movem apenas de leve, sem atividade especial, pois se tratam de fios que já há tempo foram urdidos. De súbito, um deles principia a estremecer. Estremece e se movimenta cada vez mais, incha, toma cor mais intensa e começa a se tornar mais vivo em tudo… Uma alma desprendeu-se do corpo terreno, a qual está ligada a esse fio. E aproxima-se do lugar onde estamos aguardando.

 

A cena parece-se com uma mangueira de bombeiro, por onde de repente principia a irromper água. Pode-se observar exatamente o caminho da água que se aproxima, à medida que ela vai avançando na mangueira. Assim é o processo com os fios do destino que chegam ao resgate, quando a alma tem de peregrinar pelo caminho traçado. As irradiações do espírito na alma adiantam-se a ela e vivificam o fio do seu caminho, mesmo que tal fio até então tenha sido fraco em sua atuação. Nesse vivificar se reforça a tensão, puxando a alma mais energicamente para o ponto onde se encontra a ancoragem mais próxima desse fio.

Nesse lugar de ancoragem há um formigar de espécies congéneres desses fios, ligados a almas que ainda se encontram na Terra, em corpos terrenos de matéria grosseira. Outras almas, por sua vez, já se encontram no lugar, caso já tenham partido da Terra e agora tenham de colher ali, nesse lugar, os frutos que amadurecem pela atuação e pelos cuidados dos pequenos enteais, segundo as espécies dos fios, que agem como cordões espermáticos.

As formas desses frutos são, nesse lugar, de uma espécie bem determinada e uniforme. Suponhamos que seja um lugar de inveja, que na Terra é área tão difundida, tendo entre os seres humanos terrenos um solo excelente.

 

Por isso o lugar de ancoragem desses fios é imenso e variado. Paisagens ao lado de paisagens, cidades e aldeias com as correspondentes atividades de toda sorte. 

Em toda a parte, porém, espreita a repugnante inveja. Tudo está impregnado disso. Ela tomou formas grotescas que se movem e atuam nessas regiões. Atuam em todas as almas que foram atraídas para esse lugar, de modo mais acentuado e forte, para que vivenciem em si mais fortemente de que modo importunaram os seus semelhantes aqui na Terra.

Não vamos nos ocupar com descrições pormenorizadas desse lugar, pois é constituído de espécies tão múltiplas e variadas, que uma imagem fixa disso não é suficiente para proporcionar sequer a sombra de uma noção. Mas a expressão repugnante é uma denominação suave e muito atenuada para tudo isso.

[…]

O que nisso acabei de vos escrever vale tão-somente para os espíritos humanos, pois está inserido na atuação da vontade livre. Com os enteais, por sua vez, é diferente!

Deixai surgir esses processos vivificados diante de vossos olhos. Esforçai-vos nisso, pois vale a pena e vos trará, como efeito recíproco, rica recompensa. Tornar-vos-eis com isso, por sua vez, cientes quanto a um trecho da Criação.

Assim foi o processo de até agora, que eu vos esbocei. E eis que irrompe agora como que um raio vindo da Luz! Força Divina cai súbita e inesperadamente nos fios do destino de todos os seres humanos terrenos, bem como de todas as almas que se encontram nas planícies da Criação posterior.

Devido a isso vai agora tudo direta e inesperadamente para o remate final! Os enteais serão reforçados para que disponham de inaudito poder. Em sua atuação se voltam contra todos os seres humanos que mediante seus atos e comportamento forçaram-nos até agora a formar coisas feias, obedecendo às leis da Criação. Mas agora a força de Deus paira acima de toda a vontade humana na Criação inteira, a Vontade de Deus, que só deixa formar o puro, o bom e o belo, e que aniquila tudo o mais!

 

A força de Deus também já penetrou na Criação posterior, para agir aqui mesmo, e todos os enteais, apoiados por essa força suprema, pegam depressa com alegria e orgulho nas malhas inumeráveis do tecido de todos os fios do destino dos seres humanos, a fim de dirigi-los prazerosamente para o seu fim!

Obedecendo ao mandamento da Luz, eles rompem os fios ancorados apenas fracamente ancorados no espiritual, para que as almas fiquem completamente desligadas da Luz, quando os cordões escuros retornarem pesadamente sobre seus autores, com tudo quanto neles pende!

Mas também o romper desses fios se processa de maneira bem consentânea com a lei, para o que concorre decisivamente a espécie dos seres humanos, visto que os enteais não agem de modo arbitrário.

 

A força da Luz Divina cai agora como relâmpago em todos os fios! Os fios que trazem em si semelhança com a espécie que aspira pela Luz e através de verdadeira e forte vontade daqueles, que estão ligados a esses fios, também se tornaram bastante fortes para suportar a repentina penetração dessa inusitada força da Luz, alcançam com isso firmeza e vigor, de modo que as almas humanas aí ligadas são arrancadas em forte atração dos perigos das trevas, e com isso também do perigo de serem arrastadas conjuntamente na decomposição.

Fracos fios de Luz, porém, gerados apenas por uma vontade fraca, não suportam a repentina pressão colossal da força Divina, mas sim são queimados e com isso desligados pelos enteais auxiliadores, com o que os que assim estavam ligados ficam abandonados às trevas. A causa desse processo natural é a sua própria indiferença, a qual foi incapaz de gerar fios suficientemente firmes e fortes.

 

Vedes assim que em todo e qualquer acontecimento reina sempre justiça. Por isso está prometido que os indiferentes serão cuspidos fora, conforme acontece literalmente por parte da Luz.

Todos os auxiliares enteais, grandes e pequenos, serão agora libertados de, em cumprimento da lei, terem de produzir formas trevosas, forçados pelo querer malévolo ou errado dos seres humanos. E das trevas, que foram separadas, será retirado ao mesmo tempo tudo o que é enteal, pela força da Luz, à qual eles, em jubilosa alegria, se associam estreitamente, a fim de agora formarem e conservarem aquilo que é desejado pela Luz. Nisso eles se revigoram em nova força, a fim de vibrarem no bramante acorde juntamente com toda a Criação, no meio da flutuante Luz de Deus!

Honra seja feita a Deus, que somente semeia o Amor! Amor que também se manifesta na lei da destruição das trevas!

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação, “Peregrina uma alma”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume III.

 

Leia a dissertação [27] em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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