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Onisciência

por Círculo do Graal, em 22.08.15

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h, TMG - Lisboa)

 

Com a minha Palavra vos conduzo de volta a Deus, do Qual vos deixastes desviar pouco a pouco, por intermédio de todos aqueles que colocaram o seu querer saber humano acima da sabedoria de Deus.

E aqueles que ainda estão compenetrados da certeza da Onisciência de Deus, que querem inclinar-se humildemente perante aquela grande e carinhosa condução, que jaz através dos efeitos das leis inamovíveis desta Criação, imaginam essa Onisciência de Deus de modo diferente do que é!

Imaginam a sabedoria de Deus demasiadamente humana e, por isso, diminuta demais, comprimida em limites demasiado estreitos! Com a melhor boa vontade fazem da Onisciência somente uma obrigatoriedade de saber tudo terrenamente.

 

Mas todo o seu bom pensar é a tal respeito excessivamente humano, cometem sempre de novo aquele grande erro, procurando imaginar Deus e o Divino como um ponto culminante do humano!

Não saem da espécie humana, absolutamente; pelo contrário, deduzem subindo apenas de sua própria constituição, partindo do solo humano, aperfeiçoado até o ponto mais alto e mais ideal de uma mesma espécie. Em sua imaginação sobre Deus, não abandonam, apesar de tudo, o seu próprio solo.

Mesmo quando procuram aumentar a expetativa até o que lhes é completamente inapreensível, mesmo assim tudo permanece sempre no mesmo canal de pensamentos e não pode, por essa razão, jamais pressentir e encontrar uma sombra sequer do conceito da verdadeira grandeza de Deus.

 

Não é diferente quanto ao conceito da Onisciência Divina! No vosso pensar mais arrojado, fazeis disso apenas um mesquinho saber genérico terrenal!

Supondes que a Onisciência Divina deve “conhecer” o vosso pensar e sentir humano. Esse conceito exige ou espera, portanto, da Sabedoria Divina, um ilimitado interessar-se pelo personalíssimo e íntimo pensar de cada um, individualmente, sintonizando-se nele, aqui na Terra e em todos os mundos! Um cuidar e uma compreensão de cada pequeno espírito humano, e mais ainda: um preocupar-se com isso!

Tal obrigatoriedade de saber não é sabedoria! Sabedoria é muito maior, muito superior.

Na sabedoria não reside providência!

 

Contudo, a providência não equivale a prever a condução, conforme entendem, isto é, conforme pensam tantas vezes os seres humanos com relação à sábia “providência”. Também nisso erram, porque em seu raciocinar humano partem outra vez de baixo, e imaginam para cada grandeza uma intensificação de tudo aquilo que eles próprios, como criaturas humanas, trazem em si!

Também na melhor sintonização não se desviam desse hábito, e não pensam que Deus e o que é Divino são para eles de espécie completamente estranha, e que todo o raciocinar a esse respeito só tem de ocasionar enganos, sempre que tomarem por base a espécie humana!

E nisso reside todo o falso de até agora, cada erro dos conceitos. Pode-se dizer calmamente que até agora nenhum dos conceitos quanto ao pensar, cismar e pesquisar foram realmente certos a esse respeito; devido a sua pequenez humana, nunca puderam aproximar-se da verdade efetiva!

 

Providência é atividade Divina, jaz ancorada na sabedoria Divina, na Onisciência. E a Onisciência tornou-se ação através das leis Divinas desta Criação! Reside nelas, e nelas também reside a providência que se efetiva às criaturas humanas.

Portanto, não penseis que a Onisciência de Deus deve conhecer os vossos pensamentos e saber como passais terrenamente. O atuar de Deus é muito diferente, maior e mais abrangente. Deus abrange com a Sua Vontade tudo, mantém tudo, beneficia tudo através da lei viva que proporciona a cada um aquilo que merece, isto é, aquilo que cada um teceu para si.

 

Ninguém pode escapar aí das consequências de seu proceder, seja bom ou mau! Nisso se mostra a Onisciência de Deus, que está ligada à Justiça e ao Amor! No atuar desta Criação tudo está sabiamente previsto para o ser humano! Inclusive que ele tem de se julgar!

O que virá no Juízo de Deus é o resgate das sentenças que os seres humanos tiveram de pronunciar para si próprios, segundo a lei de Deus em sábia providência!

Já há anos a humanidade fala de modo estranho da transformação universal que deverá vir, e nisso tem excecionalmente razão. A transformação, porém, já está aí! A humanidade encontra-se em pleno acontecimento de alcance universal, que ela ainda espera, não o percebendo porque não quer.

 

Como sempre, ela imagina a transformação de modo diferente e não quer reconhecer como realmente é. Por causa disso, porém, perde, para si, o tempo certo de sua própria possibilidade de amadurecimento, e falha. Falha como sempre, pois a humanidade nunca cumpriu aquilo que Deus pode esperar dela, tem de esperar, se Ele quiser deixá-la por mais tempo nesta Criação.

Na atuação dos seres humanos reside uma tão obstinada restrição, que se repete sempre da mesma maneira em cada acontecimento da Luz; reside uma tal obstinação pueril e presunção ridícula, que não restam muitas esperanças para possibilidades de salvação.

Por esse motivo a Criação será agora purificada, de todo esse tipo de mal. A Vontade sacrossanta traz a purificação no fechar do ciclo de todos os acontecimentos, de todo o atuar!

O fechar do ciclo é provocado pela força da Luz; tudo tem de se julgar nele, tem de se purificar ou sucumbir, afundando na terrível desintegração.

 

Está condicionado naturalmente pelas leis da Criação, que agora, no fim, todas as más qualidades produzam a máxima florescência, tendo de proporcionar seus repugnantes frutos, para assim, mútua e intrinsecamente, exaurirem-se!

Tudo tem de chegar ao ponto de ebulição, na força da Luz! Mas do borbulhar pode subir desta vez apenas a humanidade amadurecida, capaz e disposta a aceitar, com agradecimento e júbilo, as novas revelações provenientes de Deus, e viver segundo elas, a fim de que peregrine através da Criação, atuando de modo certo.

Por ocasião de cada transformação o Criador ofereceu, aos espíritos humanos em amadurecimento, novas revelações, até então desconhecidas por eles, que deviam servir para a ampliação do saber, a fim de que seus espíritos, com o conhecimento ampliado, se tornassem capazes de se soerguer às alturas luminosas, de onde saíram outrora inconscientemente, como germes espirituais.

Contudo, sempre foram somente poucos aqueles que se mostraram dispostos a receber com gratidão as descrições vindas do Divino e que, por meio disso, puderam ganhar valor e força espiritual, tanto quanto era necessário para os seres humanos. A maioria de todos os seres humanos recusou essas altas dádivas de Deus em sua limitação sempre crescente de compreensão espiritual.

 

As épocas de tais transformações universais sempre estiveram ligadas ao grau dos respetivos amadurecimentos da Criação. O amadurecimento da Criação, no desenvolvimento segundo a sagrada lei de Deus, foi cumprido sempre com toda a exatidão, porém os seres humanos, na Criação, colocaram-se tantas vezes, devido à sua inércia espiritual, de maneira obstruidora no caminho desses desenvolvimentos!

Durante a semeadura do progressivo reconhecimento de todo o atuar de Deus na Criação, distribuída em épocas de todo o atuar de Deus na Criação, distribuída em épocas universais para os seres humanos, estes quase sempre se mantiveram fechados.

Uma vez que os seres humanos se arrogaram como ponto de partida de toda a existência, não queriam acreditar que houvesse algo que eles não pudessem compreender com os sentidos terrenos. Limitavam o seu saber somente a isso, e por essa razão não queriam concordar com outras coisas, eles, as mesmas ramificações da Criação, que, distanciados ao máximo do verdadeiro existir e da vida real, malbaratam pecaminosamente o seu tempo de graça, de poderem amadurecer no progressivo reconhecimento.

 

Agora chega uma nova e grande transformação, que também traz consigo novo saber! Dessa transformação eles próprios já falam, mas tornam a imaginá-la somente como realização de vaidosos desejos humanos, de uma forma concebida por eles próprios. Não acaso que eles tenham deveres com isso, não, apenas esperam novamente que da Luz lhes seja lançado ao regaço melhoria das qualidades terrenas! Assim deve ser a transformação, pois o seu pensar não vai mais adiante.

A nova obrigatoriedade de saber, que se acha ligada estreitamente a essa transformação, a fim de poder ascender espiritualmente, e com isso finalmente transformar também o ambiente nos planos materiais, não os interessa. O que não existia até agora recusam simplesmente, devido à indolência de seu espírito.

 

Mas os seres humanos serão obrigados agora por Deus a aceitarem isso, já que do contrário não poderão mais ascender espiritualmente, pois têm de saber disso!

Está no atuar da Onisciência que, em determinados amadurecimentos da Criação, sejam dadas aos espíritos humanos, sempre de novo, novas revelações do atuar de Deus.

Assim, também foram, enviados a esta Terra, outrora, nos primórdios, espíritos criados, depois que os germes espirituais, em seu lento evoluir, já haviam desenvolvido os corpos animais, para isso escolhidos, até às formas do corpo humano, o que ocorreu simultaneamente com a conscientização espiritual no corpo terreno. Isso foi numa época indizivelmente remota, antes do conhecido período glaciar desta Terra!

 

Uma vez que já dei conhecimento dos primordialmente criados, tem de haver, também, os posteriormente criados, ou criados, porque também falei dos desenvolvidos, aos quais, só então, a humanidade terrena pertence.

Esses criados, dos quais até agora não havia falado, povoam planos da Criação, entre os primordialmente criados, da Criação primordial, e os desenvolvidos, da Criação posterior.

Nas tribos em amadurecimento, daqueles que se desenvolveram dos germes espirituais, encarnou-se nos tempos iniciais, aqui e acolá, uma vez ou outra, também um criado, a fim de, liderando, proporcionar as ligações com o próximo degrau no necessário esforço ascensional de todo o espiritual. Essas foram então as grandes transformações na época inicial.

 

Mais tarde surgiram os profetas, como agraciados. Assim trabalhou o Amor universal proveniente da Luz, a fim de, auxiliando, assistir os espíritos humanos nas épocas dos respetivos amadurecimentos da Criação, mediante sempre novas revelações, até que afinal veio também a sagrada notícia sobre o que é Divino e o seu atuar.

Desse modo, na atual efetivação da grande transformação universal, também sobrevém a absoluta necessidade da ampliação do saber.

Ou o espírito humano se esforça para alcançar o saber, ou permanece parado, o que equivale para ele ao começo da desintegração, devido à imprestabilidade por superamadurecimento inerte de um espírito humano parado, que não sabe mais usar direito a força da Luz que nele se acumula. Assim, aquilo que pode ajudar, e que ajudaria, torna-se para ele destruição, como qualquer energia erradamente aplicada.

 

Deus é o Senhor, tão-somente Ele, e quem não quiser reconhecê-Lo com humildade, assim como Ele realmente é, e não conforme vós O imaginais, esse não poderá ressurgir para a nova existência.

Permitido me foi desenrolar o quadro do tecer na Criação a que pertenceis, a fim de ficardes esclarecidos e, de modo consciente, poderdes usufruir as bênçãos e utilizá-las para o vosso bem, as quais se encontram na Criação para vós! A fim de que, no futuro, só vos ajudem para cima e não tenham de castigar dolorosamente ou até condenar. Agradecei ao Senhor que se lembra de vós com tanto Amor, permitindo-me dizer-vos com a Mensagem aquilo que vos ajuda e também aquilo que vos é perigoso.

Mostrei-vos aqueles caminhos que conduzem aos páramos luminosos. Agora, segui por eles!

 

 

Abdruschin

 

Dissertação, “Onisciência”, da obra “Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal”, volume III.

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