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Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Seria errado responder essa pergunta, que se apresenta frequentemente, com uma bem determinada regra, dizendo: faça isso e faça aquilo! Com isso não se indicou nenhum caminho! Não haveria nisso nada de vivo e, por esse motivo, também nada que tenha vida poderia originar-se daí, o que é absolutamente indispensável para um impulso ascendente, pois unicamente vida contém a necessária chave para a ascensão.

Se eu, porém, disser: “Faça isso e aquilo, deixe esse”, estarei dando assim apenas fracas muletas, exteriores, com as quais ninguém pode se locomover direito e sozinho, porque essas muletas não lhe servem concomitantemente para “ver”. E no entanto precisa ver diante de si, nitidamente, o “caminho”, do contrário nada lhe adianta as muletas. Tal pessoa coxeia errante como um cego num caminho desconhecido. Não, isso não é o certo; mais uma vez conduziria apenas a um novo dogma que, obstando, impede qualquer escalada.

Reflita o ser humano: se quiser entrar no reino do espírito, terá evidentemente que ir até lá. Ele terá que ir, o reino não vem a ele. No entanto, este se encontra no ápice da Criação, é o próprio ápice.

 

O espírito humano, porém, encontra-se ainda nos baixios da matéria grosseira. Por isso certamente será compreensível a cada um que antes terá de percorrer o caminho desses baixios até às alturas almejadas, a fim de alcançar o alvo.

Para que não se perca, também é indispensável que conheça exatamente todo o trajeto que terá de percorrer. E não apenas esse trajeto em si, mas também tudo quanto durante o mesmo lhe possa vir ao encontro, quais os perigos que com isso o ameaçam e quais os auxílios que lá encontra. Uma vez que todo esse trajeto se encontra na Criação, é a Criação, torna-se indispensável que um peregrinador, que se dirige ao reino do espírito, conheça antes, portanto de modo absolutamente exato, a Criação que o conduz até lá. Pois quer atravessá-la, do contrário não chegará ao alvo.

Até agora não houve, pois, ser humano algum que pudesse descrever de tal forma a Criação, conforme é necessário conhecê-la para a escalada. Dito de outro modo, não houve ninguém que pudesse indicar de modo visível e nítido o caminho para o Supremo Templo do Graal, para o ponto mais alto da Criação. O caminho para aquele Templo que se encontra no reino do espírito como o Templo do Altíssimo, onde só existe o puro culto a Deus. Não imaginado apenas figuradamente, mas existindo em toda a realidade.

 

A Mensagem do Filho de Deus já apontou uma vez esse caminho. No entanto, pelo querer ser inteligente dos seres humanos, ela foi interpretada de modo erróneo múltiplas vezes e com isso os indicadores do caminho foram colocados erradamente, pelo que, conduzindo a esmo, não deixam ascender espírito humano algum.

Todavia, chegada é a hora em que cada espírito humano terá que se decidir, pelo Sim ou pelo Não, pelo dia ou pela noite, se deva haver uma ascensão às alturas luminosas ou um escorregar para baixo, de modo categórico e irrevogável, sem possibilidade mais tarde de uma nova alteração para ele. Por isso vem agora outra vez uma Mensagem do luminoso Supremo Templo. A Mensagem, pois, corrige os indicadores de caminho erradamente colocados, a fim de que o caminho certo se torne reconhecível aos que procuram sinceramente.

Felizes todos aqueles que se orientarem por ela, com os sentidos lúcidos e o coração aberto! Nela aprenderão, pois, a conhecer tudo isso na Criação, verão os degraus que seu espírito tem de se utilizar para a escalada, a fim de ingressar no reino do espírito, no Paraíso.

Cada um individualmente encontrará nela o que ele necessita, a fim de escalar para a Luz com as faculdades que ele possui.

 

Só isso dá vida, liberdade para a escalada, desenvolvimento das faculdades individuais, indispensáveis para isso, e não apenas um jugo uniforme em dogma fixo, que o torna um escravo sem vontade própria, oprimindo o desenvolvimento autónomo e, com isso, não somente embaraçando a ascensão, mas, para muitos, destruindo-a totalmente.

O ser humano que conhece a Criação em sua atuação de acordo com as leis, compreende logo nela a grande Vontade de Deus. Sintonizando-se direito com isso, a Criação então lhe serve, portanto também o caminho, somente para uma alegre ascensão, pois desse modo está também de maneira certa na Vontade de Deus. Seu caminho e vida devem por isso estar certos!

Não é um beato levantar de olhos, não é contorcer-se por remorsos, ajoelhar-se, rezar, mas é a oração realizada, executada vivamente com atividade sadia, alegre e pura. Não é suplicar choramingando por um caminho, mas vê-lo com grato soerguer dos olhos e segui-lo alegremente.

 

Completamente diferente do que até agora foi pensado, apresenta-se, portanto, toda a vida que pode ser chamada de agradável a Deus. Muito mais bela, mais livre! É o estar certo na Criação, conforme quer o vosso Criador através da Criação! Na qual, falando figuradamente, segura-se a mão de Deus, que Ele assim oferece à Humanidade.

Conclamo, por isso, ainda uma vez: tomai, finalmente, tudo de modo objetivo, real, não mais figuradamente, e sereis vós mesmos de facto, em lugar das atuais sombras mortas! Aprendei a conhecer direito a Criação, em suas leis!

Nisso se encontra o caminho para o alto, em direção à Luz!

 

Abdruschin

                        

Dissertação, “O que tem o ser humano de fazer para poder entrar no Reino de Deus?”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II.

Leia a dissertação (Pág. 358) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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