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O beijo da amizade

por Círculo do Graal, em 15.11.14

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

 

 

Muito se tem falado disso no mundo todo. Em poesias o beijo de amizade foi embelezado e erguido bem alto nos mundos de pensamentos. Tudo isso, porém, apenas é uma configuração da fantasia, que se distancia muito do solo da naturalidade.

É um mantozinho bonito que o próprio ser humano terreno, como em tantas coisas, confecionou, para nele admirar a si ou a outrem. Entretanto, admiração é absolutamente inadequado, pois na realidade é hipocrisia, nada mais. Uma tentativa vergonhosa de alterar as leis da Criação, desviá-las, privá-las de sua maravilhosa e simples naturalidade de modo deformador!

Certamente diversa é muitas vezes a intenção de um beijo; isso, porém, não modifica em nada o facto de cada beijo ser sempre um beijo, portanto um contato de teor corporal que, naturalmente, provoca um sentimento que jamais poderá ser diferente do que apenas corporal! Quem conhece a minha Mensagem já sabe disso. O ser humano não deve encobrir-se sempre de covardia, querer negar o que realmente faz, mas deve sempre estar consciente disso de modo bem claro! Um hipócrita é ainda pior do que um malfeitor!

A expressão “beijo da amizade” já pressupõe, bem determinantemente, a idade madura.

 

O beijo entre dois sexos, na idade madura, mesmo com intencionada pureza, está sujeito às vibrantes leis primordiais da Criação! Ridículas são nisso as evasivas. A criatura humana sabe muito bem que as leis da natureza não indagam a sua opinião. O beijo do amigo, do irmão, do pai a uma jovem ou a uma mulher, continua sempre, apesar da mais forte autoilusão, um beijo entre dois sexos, não diferentemente o beijo da mãe para o filho, tão logo este tenha idade madura. As leis da natureza não conhecem nem concedem nisso qualquer diferença. Por isso, cada pessoa deve conservar muito maior reserva!

Só a mania do ser humano querer adaptar as leis da natureza, aos seus desejos, estabelece ideias tão contrárias às leis naturais, como os beijos da amizade, bem como as carícias entre parentes e os inúmeros excessos que há nisso. Sob o manto da maior hipocrisia o ser humano muitas vezes procura pecar até intencionalmente!

Nada se altera no facto de tais contrariedades às leis da natureza, só porque muitas pessoas se consideram realmente inocentes nessas transgressões, imaginando-se estar aí completamente puras! É e continua sendo uma desfiguração das mais puras leis da natureza, quando estas devam ser despidas de sua bela simplicidade por interpretações erróneas! E aí só se origina, sempre, algo doentio, porque cada abuso e cada desvio só desvaloriza, conspurca e rebaixa o originalmente sadio que se encontra na lei!

 

Fora, portanto, com essa hipocrisia! Honrai finalmente as leis da natureza em sua grandiosidade simples e por isso mesmo sublime, conforme realmente são! Sintonizai-vos nelas e vivei de acordo com as mesmas, orientai também vosso pensar dessa forma, vosso atuar, vossos costumes, dentro e fora de vossas famílias; tornai-vos, portanto, naturais no mais puro sentido, então sereis também felizes! A vida doentia fugirá então de vós. Estabelecer-se-á recíproca sinceridade entre vós, e muitas inúteis lutas de alma vos serão poupadas, uma vez que só resultam de erróneas ilusões para, frequentemente, vos atormentar e molestar durante toda a vida terrena!

O doentio dessas brincadeiras nocivas, dessas carícias falsas, que apresentam, sem exceção, bases puramente de matéria grosseira, vede vós próprios, de modo mais nítido, em crianças imaturas e ingénuas de tenra idade. Crianças que são excessivamente cobertas de carícias pelos parentes, digamos simplesmente, “importunadas”, têm sempre aspeto doentio. Outrossim, quase toda a criança manifesta, intuitivamente, uma aversão contra tais carinhos importunos, jamais vontade, porque a criança é na realidade “naturalmente ingénua”! De início precisa sempre ser ensinada para suportar e corresponder aos carinhos!

O ensinamento para tal, no entanto, é apenas desejo de adultos que, devido à maturidade de seu corpo de matéria grosseira, sentem de modo instintivo a necessidade para tal! A criança não! Tudo isso fala bastante claro da perigosa violação a que uma criança é criminosamente submetida! Contudo, pouco a pouco, finalmente, ela se habitua a isso e, por hábito, sente necessidade disso depois, até que no próprio corpo, em amadurecimento, desperte o instinto!

 

É vergonhoso que a humanidade procure acobertar repetidamente suas cobiças e próprias fraquezas com hipocrisias! Ou comete aí atos impensados.

O ser humano deve saber que o legítimo amor só vem da alma! E tudo o mais é apenas instinto! O amor da alma, porém, não tem nada a ver com o corpo de matéria grosseira, e nem pede por isso, uma vez que a separação de todas as espécies da Criação permanece sempre perfeita. Espiritual é espiritual, anímico é anímico e corporal é e permanece sempre exclusivamente corporal!

Com a morte do corpo, não morrerá uma só partícula da alma. Isso mostra com toda a simplicidade que cada um existe por si só, não ocorrendo qualquer mistura.

Um beijo cheio de alma, por exemplo, existe apenas na imaginação, porque qualquer beijo é e permanece, exclusivamente, um ato de matéria grosseira. O que a pessoa animicamente sente aí, de modo intuitivo, é coisa inteiramente à parte. O amor da alma caminha ao lado do instinto corporal, e não com ele nem dentro dele.

Qualquer outra apresentação é uma grosseira autoilusão, por não corresponder às leis da natureza. Apenas o raciocínio inventou aí diversidades para desculpa própria a fim de visar uma nova caricatura para mutilação da verdade, que em forma pura devia levar as criaturas humanas ao despertar, ao reconhecimento, e com isso à pureza e à veracidade de seus conceitos e, por fim, à ascensão em direção à Luz.

 

Ó ser humano, tem finalmente coragem de ser verdadeiro em tudo quanto fazes! Também no beijo. Rompe as configurações enganadoras que a tua vaidade e a sensualidade te criaram! Desperta!

 

Abdruschin

 

Dissertação, “O beijo da amizade”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume III.

 

Leia a dissertação (Pág. 28) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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