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Eu sou o Senhor teu Deus!

por Círculo do Graal, em 22.03.14

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Onde estão os seres humanos que realmente ponham em prática este mais alto de todos os mandamentos? Onde está o sacerdote que o ensina de modo puro e verdadeiro?

“Eu sou o Senhor, teu Deus, não terás outros deuses a Meu lado!” Essas palavras são dadas de modo tão claro, tão perentório, que não deveria ser possível absolutamente um desvio! Cristo também apontou isso reiteradamente, com grande nitidez e severidade.

Tanto mais lastimável é, pois, que milhões de pessoas passem por isso desatentamente, devotando-se a cultos que se acham em direta oposição a esse mais alto de todos os mandamentos. O pior de tudo é que desprezam esse mandamento de seu Deus e Senhor com crédulo fervor, na ilusão de honrar a Deus e de Lhe ser agradável nessa manifesta violação de Seu mandamento!

Esse grande erro só pode persistir dentro duma crença cega, onde são excluídas quaisquer ponderações, pois crença cega não é mais do que falta de reflexão e preguiça espiritual dessas pessoas, que, tal como preguiçosos e dorminhocos, procuram evitar o mais possível acordar e levantar, pois acarreta obrigações cujo cumprimento temem. Cada esforço lhes parece um horror. É, pois, muito mais cómodo deixar que outros trabalhem e pensem por eles.

 

Todavia, quem deixa que os outros pensem em seu lugar, dá-lhes poderes sobre si, rebaixa-se a servo, tornando-se assim preso. Deus, no entanto, deu ao ser humano uma força de livre resolução, deu-lhe a faculdade de raciocinar, de sentir intuitivamente e, para tanto, terá que receber, evidentemente, uma prestação de contas de tudo aquilo que essa faculdade de livre resolução acarreta! Com isso Ele queria criaturas humanas livres, não servos!

É triste quando um ser humano, por preguiça, se torna terrenalmente escravo, mas terríveis são as consequências quando ele se desvaloriza de tal maneira espiritualmente, que se torna um adepto bronco de doutrinas que contrariam os mandamentos explícitos de Deus. Nada adianta aos seres humanos procurarem abafar os escrúpulos que aqui e acolá despertam, com a desculpa de que por fim aquelas pessoas que introduziram desvios nas doutrinas terão de arcar com a maior responsabilidade. Isso em si já está certo, mas, além disso, cada um por si ainda é especialmente responsável por tudo aquilo que pensa e faz.

Integralmente, nada disso lhe pode ser perdoado.

 

Aquele que não põe em prática, em toda a extensão possível, as faculdades do sentimento intuitivo e do raciocinar a ele outorgadas, torna-se culpado!

Não é pecado, mas dever, que cada um, ao despertar da maturidade, também comece a refletir sobre aquilo que até aí lhe foi ensinado, mediante o que assume plena responsabilidade de si mesmo. Não podendo colocar seus sentimentos intuitivos de acordo com alguma coisa disso, então também não deve aceita-lo cegamente como certo. Apenas se prejudica a si próprio, como em uma compra ml feita. O que não lhe é possível manter por convicção, deve deixar, pois do contrário seu pensar e seu atuar tornam-se hipocrisia.

Aquele que omite isto ou aquilo de realmente bom, porque não o pode compreender, de longe ainda não é tão abjeto como aqueles que sem convicção se agregam a um culto que não compreendem de modo total. Todas as ações e pensamentos provenientes de tal incompreensão são vazios, e de tal vacuidade não pode resultar, automaticamente, qualquer efeito recíproco bom, porque na vacuidade não se encontra qualquer base viva para algo de bom. Assim tornar-se-á uma hipocrisia, que equivale à blasfémia, porque com isso se procura enganar a Deus com algo que não existe. Faltam sentimentos intuitivos vivos! Isso torna aquele que age dessa maneira um desprezível, um expulso!

 

Os milhões de seres humanos, pois, que impensadamente veneram coisas que contrariam manifestamente os mandamentos Divinos, encontram-se, não obstante qualquer eventual fervor, incondicionalmente manietados e totalmente excluídos de todo de uma escalada espiritual.

Somente a convicção livre é viva, e só ela pode, por conseguinte, criar algo vivo! Uma tal convicção, porém, só pode despertar mediante análises rigorosas e profundos sentimentos intuitivos. Onde ainda houver a menor incompreensão, sem se falar em dúvidas, nunca pode surgir convicção.

Somente o compreender pleno e sem lacunas equivale à convicção, a qual unicamente possui valor espiritual!

[…]

Bênçãos só poderá auferir quem se colocar por completo dentro da Vontade de Deus, que mantém a Criação em Suas leis da natureza. Mas isso só consegue quem as conhece deveras.

Devem ser condenadas como mortas, e portanto prejudiciais, as doutrinas que exigem crença cega; somente aquelas que, como através de Cristo, conclamam para o tornar-se vivo, isto é, para o raciocinar e analisar, a fim de que possa surgir convicção resultante de verdadeira compreensão, proporcionam libertação e salvação.

Somente a mais condenável irreflexão pode supor que a finalidade da existência do ser humano consista, principalmente, na correria com vistas à obtenção das necessidades e dos prazeres corpóreos, para, finalmente, se deixar libertar com toda a calma, mediante algum gesto externo e bonitas palavras, de toda a culpa e das consequências de suas negligências indolentes na vida terrena. O percurso pela vida terrena e o passo para o Além por ocasião da morte não são como uma viagem quotidiana, para a qual se compra a passagem apenas no último momento.

 

Com tal crença o ser humano duplica sua culpa! Pois qualquer dúvida na Justiça incorruptível de Deus perfeito, é blasfémia! A crença no arbitrário e fácil perdão dos pecados, no entanto, é um testemunho cabal da dúvida na Justiça incorruptível de Deus e de Suas leis; mais ainda, confirma diretamente a crença na arbitrariedade de Deus, o que equivale à imperfeição e insuficiência.

Pobres crédulos, dignos de lástima!

Ser-lhes-ia melhor permanecer ainda pagãos, pois aí poderiam encontrar sem impedimentos e mais facilmente o caminho que já pensam haver encontrado.

Salvação reside apenas em não reprimir medrosamente os pensamentos que nascem e a dúvida que com isso desperta em tantas coisas, pois aí se manifesta o sadio impulso pela Verdade!

Lutar com a dúvida, porém, é o analisar, ao qual terá que se seguir, indiscutivelmente, a condenação do lastro dogmático. Só mesmo um espirito inteiramente liberto de toda a incompreensão consegue se elevar, radiosamente convicto, às alturas resplandecentes, ao Paraíso!

 

Abdruschin

                        

Excerto da Dissertação, “Eu sou o Senhor, teu Deus!”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II.

Leia a dissertação (Pág. 238) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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