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Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Jesus, vindo do Divinal, usou com direito essas palavras, porque podia abranger tudo com a vista e era o único que podia esclarecer realmente. A sua Mensagem, que se não deixa separar dele próprio, mostra, em meio à confusão das falsas conceções, o caminho claro para cima, para a Luz. Isso significa, para todos os espíritos humanos, a possibilidade de se soerguerem, ou a ressurreição da matéria em que eles estão mergulhados para o próprio desenvolvimento progressivo. Tal ressurreição é, para cada um, vida!

Escutai atentamente: toda a baixeza e todo o mal, portanto tudo quanto se chama trevas, encontra-se apenas na matéria, tanto na grosseira como na fina! Quem compreende isso acertadamente já lucrou muito.

Logo que o ser humano pensa de modo mau ou baixo, ele se prejudica a si próprio de modo descomunal. A energia principal de sua vontade flui então em direção do que é baixo como uma irradiação magnética emitida, e atrai, em virtude do próprio peso, a matéria fina mais densa, por sua vez também mais escura devido à densidade, pelo que o espírito humano, de quem se originou a vontade, ficará envolto por essa espécie densa da matéria.

Também quando o sentido humano é preponderantemente dirigido para as coisas terrenas, como que tomado por alguma paixão que não seja apenas imoralidade, jogatina ou bebedeira, mas também pode ser uma acentuada predileção por qualquer coisa terrenal, um invólucro de matéria fina mais ou menos denso então se fechará em torno de seu espírito, pelo fenómeno que já mencionei.

Esse invólucro denso, e por isso também escuro, retém o espírito de qualquer possibilidade de escalada e assim permanece, enquanto esse espírito não alterar o modo de seu querer.

Só o querer sincero e um sério esforço pelo espiritual elevado podem afrouxar semelhante invólucro e por fim dissolvê-lo totalmente, porque, não recebendo mais suprimento de forças da espécie igual, irá aos poucos perdendo o apoio, acabando por cair dissolvido, libertando assim o espírito para a escalada.

Por matéria fina não se tem em mente acaso um refinamento dessa matéria grosseira visível, mas é uma espécie totalmente estranha a essa matéria grosseira, de outra estruturação, mas que não obstante pode ser chamada de matéria. É uma transição para a entealidade, da qual se origina a alma do animal.

Permanecendo na matéria, os seres humanos, um dia, de acordo com a natureza da coisa, terão de ser arrastados à decomposição de tudo quanto é material, que a ela está sujeito, porque eles, devido ao seu invólucro, não poderão mais se desligar em tempo da matéria.

Eles que, para seu desenvolvimento, mergulharam conforme o próprio desejo na matéria, nela permanecerão atados, se não se mantiverem no caminho certo! Não conseguirão emergir dela, o que significaria uma ressurreição ao encontro da Luz.

Sirva de explicação mais detalhada, que todo o desenvolvimento de um germe espiritual que anseia pela autoconsciência pessoal, condiciona um mergulhar na matéria. Só pelo vivenciar na matéria poderá desenvolver-se nesse sentido. Nenhum outro caminho lhe fica aberto para tanto. Mas não será acaso forçado a isso; pelo contrário, acontecerá apenas quando nele despertar o anseio próprio para isso. Seu desejar impulsiona-o então ao encontro do indispensável processo evolutivo. Para fora do assim chamado Paraíso do inconsciente, e com isso também para fora do irresponsável.

 

Se as criaturas humanas na matéria, por causa de desejos erróneos, perderem o caminho certo que conduz novamente para cima, de volta para a Luz, permanecerão vagando na matéria.

Tentai, pois, olhar para os fenómenos na matéria grosseira. O formar e o decompor em vosso ambiente mais próximo e visível.

Observai no germinar, crescer, amadurecer e decompor, o formar-se, portanto, o conglomerar-se dos elementos básicos, o amadurecer e o retornar novamente para os elementos básicos mediante o desfazer-se, isto é, pela desintegração das formas na decomposição. Vedes isso nitidamente na água, igualmente nas pedras pela assim chamada desintegração, nas plantas e nos corpos, tanto animais como humanos. Contudo, como aqui nas coisas pequenas, assim também ocorre exatamente nas coisas grandes e, por fim, de modo igual, em todos os fenómenos universais. Não somente na matéria grosseira, que é visível aos seres humanos terrenos, mas também na matéria fina, no assim chamado Além, que todavia ainda nada tem a ver com o Paraíso.

 

Toda a matéria pende qual enorme grinalda, como a parte mais baixa da Criação e move-se num círculo gigantesco, cujo percurso abrange milhões de anos. Portanto, no fenómeno da grande Criação, tudo gira não só em redor de si mesmo, mas o todo se move irresistivelmente além disso ainda numa órbita descomunal. Assim como esse grande percurso resultou do primeiro conglomerar-se até à perfeição atual, da mesma forma prossegue sem interrupção, até começar a se efetuar a decomposição, retornando à matéria original. Ainda assim o círculo prossegue tranquilamente com essa matéria original para, na nova conglomeração que então se segue, formar outra vez novas partes do Universo, contendo em si energias virginais ainda intatas.

Assim é o grande processo que se repete eternamente, tanto nas coisas mínimas como nas máximas. E acima desse circular está, firme, a primeira Criação puramente espiritual, o assim chamado Paraíso. Este, ao contrário da matéria formada, não está sujeito à decomposição.

 

Nesse espiritual eterno, que se acha resplandecente acima do circular, encontra-se o ponto de partida do germe espiritual inconsciente do ser humano. O espiritual é também o que constitui novamente a meta final para o espirito humano, que na matéria se tornou consciente de si e com isso também pessoal.

Sai como germe inconsciente e irresponsável. Volta como personalidade própria e consciente, e com isso responsável, se… não se perder no seu caminho indispensável através da matéria, ficando devido a isso preso nela, mas sim festejar a ressurreição, saindo dela como espírito humano tornado plenamente consciente. É o alegre emergir da matéria, ao encontro dessa parte luminosa e eterna da Criação.

Enquanto o espirito humano se encontra na matéria, participa com ela duma parte do eterno grande circular, sem que, evidentemente, disso se aperceba. E assim ele também chega finalmente um dia àquele limite em que a parte do Universo, onde ele se encontra, vai lentamente ao encontro da decomposição.

[…]

Cristo, por meio de cada uma de suas frases, através de imagens, sempre esclarece algum fenómeno na Criação.

Se, pois, disse: “Ninguém chega ao Pai a não ser através da minha Mensagem, ou através da minha Palavra, ou através de mim”, é o mesmo. Quer dizer tanto, como: “Ninguém acha o caminho, a não ser através daquilo que digo”. Um significa o mesmo que o outro. Da mesma forma quando diz: “Trago-vos em minha Mensagem a possibilidade de ressurreição da matéria, e, com isso, também a vida”; ou “Eu, com a minha Palavra, sou para vós a ressurreição e a vida”.

Os seres humanos devem compreender o sentido, mas não se confundirem sempre de novo com palavreados.

Os fenómenos aqui apontados em largos traços na órbita da matéria podem apresentar algumas exceções, cujas causas, no entanto, não são devidas a modificações ou desvios das leis atuantes da Criação, mas nisso se encontra igualmente uma realização perfeita e inalterável.

 

A fim de não deixar que surjam equívocos, quero já aqui, antecipando dissertações futuras, dar algumas breves indicações:

A mencionada temporária desintegração de todas as matérias, em determinado lugar de sua órbita, é uma consequência do facto de as sementes do espírito humano, que trazem em si a faculdade de livre decisão, poderem se desenvolver nas matérias.

Como essa faculdade de livre decisão nem sempre escolhe o caminho em direção à Luz, forma-se uma condensação das matérias, não desejada pela Luz, que as deixa se tornarem mais pesadas, impelindo-as para baixo, para um curso que conduz ao superamadurecimento e ao funil que age sobre tudo como um filtro purificador, no qual, concomitantemente, se processa a desintegração.

Uma parte do Universo ou corpo sideral material, onde espíritos humanos em desenvolvimento estão sintonizados com todos os seus desejos e sua vontade pura somente para a Luz, permanece mais luminosa e desse modo mais leve, em uma altitude que sem interrupção está capacitada a receber de modo pleno as forças vivas das irradiações prevenientes da Luz, podendo com isso permanecer sempre vigorosa e sadia, vibrando nas leis da Criação, nem chegando por isso ao curso que deve conduzir ao superamadurecimento e à desintegração.

 

Tais partes passam, naturalmente, portanto segundo a Vontade da Luz, bem alto por cima disso.

Mas a isso, infelizmente, pertencem apenas mui poucas partes. A culpa disso cabe ao espiritual humano autorizado a se desenvolver, porque escolheu caminhos errados, neles persistindo apesar de todas as exortações.

Onde porém, um ato de graça de Deus, na maior aflição, isto é, pouco antes da entrada na força de sucção do sorvedouro da desintegração, ainda quer oferecer auxílio, lá o processo muda.

Com a ancoragem da Luz mediante a chegada dum emissário de Deus, a força da Luz, sem participação dos espíritos humanos, será reforçada de tal modo que se processará uma purificação, erguendo assim aquela parte agraciada da matéria ainda no último momento para as alturas mais luminosas, de maneira a passar por cima do funil de desintegração, podendo continuar a existir.

 

A purificação, naturalmente, varre tudo quanto é treva, bem como os produtos e os asseclas das trevas juntamente com suas obras, enquanto os espíritos humanos ainda remanescentes têm de se empenhar com todas as suas forças, gratamente, ao encontro da Luz.

Esse extraordinário fenómeno vibra também inteiramente nas leis da Criação, sem se desviar sequer pela espessura de um fio de cabelo em seus efeitos. A purificação violenta, ligada à ancoragem da Luz, corresponde a um total renascimento.

 

Abdruschin

           

Excerto da Dissertação, “Eu sou a ressurreição e a vida; ninguém chega ao Pai, a não ser por mim!”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II.

Leia a dissertação (Pág. 306) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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