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Está consumado!

por Círculo do Graal, em 21.02.15

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

 

Está consumado! Estas graves palavras do Filho de Deus foram acolhidas pela humanidade e apresentadas como conclusão da obra de salvação, como coroação de um sacrifício de expiação, que Deus ofereceu para toda culpa dos seres humanos terrenos.

Por isso os fiéis cristãos deixam atuar sobre si com um estremecimento de gratidão o eco dessas palavras, desencadeando-se então, com um profundo suspiro, a confortável sensação de estarem abrigados.

Todavia essa sensação não tem aqui nenhum fundamento legítimo, mas sim decorre exclusivamente de uma imaginação vazia. Mais ou menos oculta jaz nisso sempre em cada alma humana uma temerosa pergunta: como foi possível tamanho sacrifício da parte de Deus? A humanidade vale tanto para Ele?

E essa temerosa pergunta é justificada, pois provém da intuição e deve ser uma advertência!

O espírito revolta-se contra isso e quer se pronunciar através da intuição. Por isso essa advertência jamais se deixa aplacar por palavras vazias que jazem na afirmação de que Deus é Amor e que o Amor Divino permanece incompreensível ao ser humano.

Com tais palavras pretende-se preencher lacunas, onde falta um saber.

                

Contudo, o tempo para frases vazias passou. O espírito agora tem de despertar! É obrigado, pois não lhe resta outra escolha.

Quem se satisfaz com evasivas em coisas que contém a bem-aventurança dos seres humanos, apresenta-se espiritualmente indolente ante as questões mais importantes desta Criação e, com isso, indiferente e preguiçoso em face das leis de Deus, que residem nesta Criação.

Está consumado! Este foi o derradeiro suspiro de Jesus ao encerrar sua existência terrena e com isso seu sofrimento provocado pelos seres humanos!

Não para os seres humanos, como estes em sua presunção irresponsável procuram se iludir, mas sim pelos seres humanos! Foi a expressão de alívio por ter o sofrimento chegado ao fim e com isso a confirmação especial da gravidade daquilo que já tinha sofrido.

Com isso não quis acusar, porque ele, como corporificação do Amor, jamais acusaria, contudo as leis de Deus, apesar disso, atuam imutáveis e inevitáveis por toda a parte, portanto também aqui. E justamente aqui de modo duplamente grave, pois esse grande sofrimento sem ódio recai, segundo a lei, dez vezes sobre os autores desse sofrimento!

O ser humano não deve esquecer que Deus também é a própria Justiça em intangível perfeição! Quem duvidar disso peca contra Deus e blasfema contra a perfeição!

Deus é lei viva e imutável de eternidade em eternidade! Como pode atrever-se uma criatura humana a duvidar disso, mediante o desejo de que uma expiação possa ser aceita por Deus, por intermédio de alguém que não pôs a culpa na Criação, que não é o causador!

 

Algo assim nem mesmo terrenamente é possível, tanto menos ainda no Divino! Quem entre vós, criaturas humanas, julgaria provável que um juiz terreno fosse capaz, conscientemente, de mandar executar uma pessoa absolutamente inocente da ação, em lugar de um assassino, deixando assim passar sem castigo o verdadeiro assassino! Nenhum entre vós consideraria certo tal absurdo! Com relação a Deus, porém, permitis que as pessoas vos contem tal coisa, sem vos opordes a isso, mesmo que seja apenas interiormente!

Aceitais isso até agradecidos e procurais sempre abafar a voz como algo injusto, que se manifesta dentro de vós, para vos estimular a refletir a respeito!

Digo-vos que a atuação da lei viva de Deus não atenta para as falsas conceções, às quais procurais entregar-vos contra a vossa própria convicção, pelo contrário, ela recai agora pesadamente sobre vós, trazendo simultaneamente seus efeitos também devido ao delito de tal pensar errado! Despertai, a fim de que não seja tarde demais para vós! Libertai-vos de conceções entorpecedoras, as quais jamais se deixarão harmonizar com a Justiça Divina, do contrário poderá acontecer que dessa sonolência preguiçosa, resulte o sono da morte para vós, devendo advir como consequência a morte espiritual!

 

Tendes pensado até agora que o Divino deve se deixar escarnecer e perseguir impunemente, ao passo que vós, seres humanos terrenos, quereis reclamar para vós próprios a verdadeira justiça! A grandeza de Deus deve consistir, segundo vós, no facto de que Ele pode sofrer por vós e oferecer a vós ainda algo de bom em troca do mal que Lhe fazeis! Chamais a isso Divino, porque segundo as vossas conceções, apenas um Deus poderia realizar isso.

Definis o ser humano, portanto, como muito mais justo do que Deus! Em Deus quereis reconhecer apenas tudo quanto é inverosímil, mas somente lá onde isso vos sirva da melhor forma! Nunca diferentemente! Pois do contrário logo gritais pelo justo Deus, quando algo ameace se voltar contra vós!

Vós próprios deveis, pois, reconhecer como é pueril tal conceção unilateral! Devíeis corar de vergonha, se fizésseis apenas uma vez a tentativa de refletir direito sobre isso!

Segundo vossa opinião, pois, Deus, então, por intermédio de Sua indulgência, cultivaria e fortaleceria o que é vil e baixo! Vós, ó tolos, assimilai esta verdade:

Deus age com relação às criaturas humanas, portanto também convosco, nesta Criação, exclusivamente através das leis férreas que nela estão firmemente ancoradas desde o início! São inflexíveis, intangíveis e sua atuação ocorre sempre com infalível segurança. É também irresistível e esmaga o que procurar se antepor no seu caminho, em vez de se inserir sabiamente em seu vibrar.

 

Saber, no entanto, é humildade! Pois quem possui o verdadeiro saber nunca pode excluir a humildade. São como uma só coisa. Com o verdadeiro saber urge, concomitantemente, a humildade como algo natural. Onde não existe humildade, jamais existe, igualmente, verdadeiro saber! Humildade, porém, é liberdade! Só na humildade reside a legítima liberdade de cada espírito humano!

Tomai isso como guia! E jamais esqueçais que o Amor de Deus não se deixa separar da justiça!

Assim como Deus é o Amor, também Ele é também a justiça viva! Ele é, sim, a lei! Assimilai, finalmente, esse facto e colocai-o agora como base para sempre em todo o vosso pensar. Então jamais perdereis o caminho certo para a convicção da grandeza de Deus, e a reconhecereis em vosso redor, bem como na observação da vida quotidiana! Por isso estejais espiritualmente alertas!

 

Abdruschin

 

Dissertação, “Está consumado!”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume III.

 

Leia a dissertação (20) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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