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Efusão do Espírito Santo

por Círculo do Graal, em 09.08.14

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

O acontecimento descrito na Bíblia, da efusão do Espírito Santo sobre os discípulos do Filho de Deus, é para muitas pessoas um fenómeno ainda inexplicável, considerado frequentemente como extraordinário, como só tendo ocorrido aquela única vez e, consequentemente, como sucedido de modo arbitrário.

Reside, outrossim, exatamente nessa consideração errónea, a causa do aparente “inexplicável”.

Esse acontecimento não foi único, não foi levado a efeito especialmente para os discípulos, mas foi já desde o existir da Criação um fenómeno que se repete com regularidade! Com esse reconhecimento também o inexplicável perder-se-á logo, tornando-se compreensível aos leitores da Mensagem do Graal que perscrutam seriamente, sem que aí se perca em grandeza, pelo contrário, se torne antes de tudo muito mais poderoso ainda.

Quem houver estudado cuidadosamente a minha Mensagem do Graal, já pôde também ter achado nela a solução para isso, pois leu também o esclarecimento “O Santo Graal”. Aí mencionei a renovação da força, que se repete regularmente cada ano para a Criação inteira. É o momento em que nova força Divina se derrama no Santo Graal para a conservação da Criação!

 

Com isso surge por momentos sobre o Graal a “Pomba Sagrada”, que é a forma espiritual visível da presença do Espírito Santo, que pertence diretamente à “forma” do Espírito Santo, constituindo portanto uma parte de sua “forma”.

Como a Cruz é a forma espiritual visível da Verdade Divina, assim a “Pomba” é a forma visível do Espírito Santo. É a forma, realmente, não é imaginada apenas como forma!

Essa renovação de forças através do Espírito Santo, isto é, a Vontade viva de Deus, que é a força, ocorre cada ano num bem determinado tempo no santuário do supremo ápice ou Templo, que abriga o Santo Graal, no único ponto de ligação da Criação com o Criador, e por isso também chamado o Supremo Templo do Graal.

A renovação pode ser designada também de efusão de forças, isto é, efusão do Espírito Santo ou, mais nitidamente ainda, efusão de forças através do Espírito Santo, pois o Espírito Santo não é acaso derramado; pelo contrário, ele derrama força!

Uma vez que os discípulos naquele dia se encontravam reunidos, pensando no seu Senhor que havia ascendido e que lhes prometera enviar o Espírito, isto é, a força viva, nesse recordar fora então dada uma base de ancoragem a esse facto, para que se efetivasse em determinado e correspondente grau, diretamente sobre os discípulos reunidos na Terra em devoção, e assim sintonizados com o acontecimento que se realizava ao mesmo tempo no espiritual primordial! Principalmente porque o caminho para esses discípulos fora possibilitado e aplainado pela existência terrena do Filho de Deus.

 

E por esse motivo aconteceu o milagroso, que aliás não havia sido possível na Terra, cujo vivenciar é transmitido na Bíblia. O vivenciar puderam os evangelistas descrever, mas não o processo em si, que eles próprios ignoravam.

O Pentecostes vale, pois, aos cristãos como recordação desse acontecimento, sem que tenham um pressentimento de que efetivamente nesse tempo, mais ou menos, é que ocorre o Dia da Pomba Sagrada, no Supremo Templo do Graal, isto é, o dia da renovação de força para a Criação através do Espírito Santo! Evidentemente, nem sempre no dia exato de Pentecostes calculado na Terra, mas sim na aproximada época deste.

Naquela ocasião a reunião dos discípulos coincidiu exatamente com o facto real! Mais tarde será também aqui na Terra comemorado regularmente e no tempo certo, como a suprema e mais sagrada solenidade da humanidade, em que o Criador outorga, repetidamente, Sua força conservadora à Criação, como o “dia da Pomba Sagrada”, isto é, o dia do Espírito Santo, como grande oração de gratidão a Deus Pai!

 

Será comemorado por aquelas pessoas que finalmente estiverem conscientemente nesta Criação, que chegaram então a conhecê-la de modo certo em todos os seus efeitos. Devido a sua sintonização devocional no tempo exato, será também possível que ao se abrir, chegue, reciprocamente, de novo a bênção viva até embaixo, na Terra, e se derrame nas almas sedentas, como outrora nos discípulos.

Paz e júbilo trará então esse tempo, que já não mais está tão distante, se as criaturas humanas não falharem nem quiserem ficar perdidas por toda a eternidade.

 

Abdruschin

                        

Dissertação, “Efusão do Espírito Santo”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II.

Leia a dissertação (Pág. 370) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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