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E mil anos são como um dia

por Círculo do Graal, em 20.09.14

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Quem das criaturas humanas já compreendeu o sentido dessas palavras; em que igreja é interpretado direito? Em muitos casos é considerado apenas como um conceito de vida sem tempo. Todavia, na Criação nada existe sem tempo e nada ausente de espaço. Já o conceito da palavra Criação há-de contradizer isso, pois o que é criado, é uma obra, e cada obra tem uma limitação. Mas o que tem limitação não é sem espaço. E aquilo que não é sem espaço, também não pode ser sem tempo.

Há diversos mundos que formam a morada de espíritos humanos, segundo sua maturidade espiritual. Esses mundos são de densidade maior ou menor, mais próximos ou mais afastados do Paraíso. Quanto mais afastados, tanto mais densos e com isso mais pesados.

O conceito de tempo e de espaço restringe-se com a crescente densidade, com a mais firme compactação da matéria, com a maior distância do reino espiritual.

 

A diversidade do conceito de tempo e de espaço origina-se da maior ou menor capacidade de assimilação do vivenciar pelo cérebro humano, que por sua vez está ajustado ao grau de densidade do respetivo ambiente, portanto, à espécie daquela parte do Universo em que o corpo se encontra. Sucede assim que devemos falar da diferença dos conceitos referentes a espaço e tempo nas diversas partes do Universo.

Existem, pois, partes do Universo que se acham muito mais próximas do Paraíso, do que aquela a que pertence a Terra. Essas mais próximas são de outra espécie de matéria, mais leve e menos compacta. Consequência disso é a possibilidade de um vivenciar mais amplo com plena consciência. Aqui denominamos isso vivenciar consciente.

As matérias de outra espécie pertencem à matéria grosseira de consistência mais fina, bem como à parte de consistência grosseira da matéria fina e, ainda, a matéria fina absoluta, ao passo que nos encontramos, atualmente, no mundo da matéria grosseira absoluta. Quanto mais refinada for a matéria, tanto mais permeável também é. Contudo, quanto mais permeável for uma matéria, tanto mais amplo e mais extenso para o espírito humano que se encontra no corpo, será o campo da possibilidade de vivenciar conscientemente, ou digamos da possibilidade de impressão.

 

O espírito humano que habita num corpo mais grosseiro e mais denso, dispondo de um cérebro correspondentemente mais denso como estação intermediária dos fenómenos exteriores, se encontra de modo natural mais firmemente isolado ou circumurado, do que em uma espécie matéria mais penetrável, menos densificada. Por conseguinte, na mais densa ele somente pode perceber em si acontecimentos ou deixar-se impressionar por eles até um limite mais restrito.

Quanto menos densa, porém, for uma espécie de matéria, tanto mais leve ela será naturalmente; com isso terá de se encontrar tanto mais alta e será, igualmente, também mais translúcida e por conseguinte também mais clara. Quanto mais perto se encontrar do Paraíso, em decorrência de sua leveza, tanto mais luminosa e radiante será também por esse motivo, por deixar passar as irradiações provenientes do Paraíso.

 

Quanto mais, pois, um espírito humano recebe, por meio de seu corpo, a possibilidade de um sentir vivo, devido a um ambiente mais leve, menos denso, tanto mais capaz será de vivenciar em si, de modo que no decorrer de um dia terreno poderá assimilar muito mais vivências em seu ambiente, do que uma criatura humana terrena com seu cérebro mais denso, em seu ambiente mais pesado e assim mais firmemente compactado. Conforme a espécie da permeabilidade, portanto, conforme a espécie mais leve e mais luminosa do ambiente, um espírito humano consegue no decorrer de um dia terreno vivenciar tanto como num ano terreno, devido à assimilação mais fácil, e no próprio reino espiritual, no decorrer de um dia terreno tanto como em mil anos terrenos!

Por isso está dito: “Acolá mil anos são como um dia”. Portanto, na riqueza do vivenciar, cuja intensificação se orienta segundo o amadurecimento crescente do espírito humano.

 

O ser humano pode imaginar isso melhor, pensando em seus sonhos! Aí consegue frequentemente sentir de modo intuitivo, vivenciar realmente no espírito uma vida humana inteira num único minuto de tempo terreno! Vivencia aí coisas as mais alegres, bem como as mais dolorosas, ri e chora, vivencia seu envelhecer e, no entretanto, gastou aí apenas o espaço de um único minuto. Na própria vida terrena necessitaria, para esse mesmo vivenciar, de muitos decénios, porque o tempo e o espaço do vivenciar terreno são demasiadamente limitados, prosseguindo assim cada degrau mui lentamente.

E como o ser humano na Terra somente em sonho pode vivenciar tão rapidamente, porque as algemas do cérebro foram aí tiradas parcialmente do espírito pelo sono, assim, nas partes mais luminosas do Universo, como espírito não mais tão fortemente algemado e mais tarde completamente livre, ele se encontra sempre nesse vivenciar ativo e rápido. Para o vivenciar real de mil anos terrenos não precisará mais tempo do que um dia!

 

Abdruschin

                        

Dissertação, “E mil anos são como um dia!”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II.

Leia a dissertação (Pág. 421) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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