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A Rainha primordial

por Círculo do Graal, em 16.05.15

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h, TMG - Lisboa)

 

Desde muito vibra nos seres humanos um saber a respeito da Rainha primordial, designada por alguns também Mãe primordial ou Rainha do céu. Há ainda muitas outras denominações e, como sempre, os seres humanos imaginam com a denominação algo bem determinado, que corresponde mais ou menos à respetiva denominação, a qual somente serve para despertar um quadro no espírito.

Tal quadro se orienta sempre naturalmente de acordo com a respetiva espécie de uma denominação e não por último também fortemente de acordo com o caráter e grau de cultura da pessoa que, ao ouvir, deixa surgir em si o quadro. Sempre, porém, cada denominação diferente deixará surgir também um quadro diferente. Nem pode ser de outra maneira com o espírito humano. A denominação verbal desperta um quadro, que, por sua vez, forma a seguir o conceito. Nessa sequência jaz o círculo de movimentação do ser humano terreno ou, melhor dito, do espírito humano encarnado na Terra.

                                                                                   

Após partir desta Terra, cai para ele também a denominação verbal, como é condicionada e conhecida durante a permanência na Terra, permanecendo-lhe ainda o quadro, que nele então tem de formar o conceito.

A palavra terrena e o quadro que surge no espírito são, portanto, para o espírito humano, os meios auxiliares para a formação do conceito. A tais meios auxiliares juntam-se ainda finalmente a cor e o som, para completarem direito o conceito. Quanto mais alto o espírito humano subir na Criação, tanto mais forte sobressaem a cor e o som em seus efeitos; na realidade, não são duas coisas separadas, mas sim uma só. Para o ser humano parecem ser duas, porque em sua condição terrena não está capacitado a abrangê-las como uma só coisa.

A coparticipação da cor e do som na formação de um conceito também já encontramos aqui na Terra, nesta matéria grosseira, mesmo que proporcionalmente seja esboçado somente de modo fraco, pois muitas vezes, na formação do conceito a respeito de uma pessoa, a escolha das cores para seu ambiente e seu vestuário, mesmo que inconsciente na maioria dos casos para os seres humanos, representa um papel que não deve ser subestimado.

 

E no falar, através da entonação alternada, utilizada involuntariamente ou também de maneira propositada, fica este ou aquele dito formalmente sublinhado, evidenciado e, conforme se diz muito bem: “acentuado”, a fim de despertar com o que foi dito uma “impressão” bem determinada, o que não significa outra coisa senão querer deixar surgir com isso o conceito certo nos ouvintes.

Na maioria dos casos isso também é alcançado, porque de facto facilita aos ouvintes, com a entonação correspondente, formarem uma melhor “noção” referente ao dito.

De maneira diferente não é também quanto ao efeito das diversas denominações a respeito da Rainha primordial. Com a denominação Rainha primordial surge uma imagem bem diversa da que decorre com a denominação Mãe primordial. Também a expressão Rainha primordial cria desde logo uma certa e justificada distância, ao passo que a expressão Mãe primordial quer ligar mais intimamente.

De mais a mais, tudo a esse respeito terá de permanecer sempre para os seres humanos um vago conceito, visto cada uma de suas tentativas para discernimento só poder redundar em imensa restrição e diminuição do que é verdadeiro, não lhe transmitindo aquilo que é!

[…]

Todavia, quero falar-vos da Rainha primordial!

No Divino, entre os arcanjos e aqueles que se tornaram autoconscientes, os eternos, denominados anciãos, e que têm sua existência diante dos degraus do trono de Deus, lá, onde o Supremo Templo do Graal se acha na esfera Divina, ocorre necessariamente uma transformação que abrange mundos.

Não deveis imaginar o quadro pequeno demais. Distâncias que abrangem Universos existem entre os arcanjos e o ponto de saída da esfera Divina, onde o Supremo Templo do Graal no Divino está ancorado desde a eternidade, onde, portanto, é o limite do efeito imediato das irradiações de Deus.

Os degraus do trono de Deus até aí já abrangem por si só distâncias de Universos e, na verdade, também Universos.

Conforme vós próprios podeis concluir após alguma reflexão sobre minha dissertação “Mulher e Homem”, é necessário que, em cada transformação na Criação exista incondicionalmente a feminilidade, como ponte! Essa lei não é transgredida nem na esfera Divina.

Os anciãos eternos no Divino, que no limite da esfera Divina puderam tornar-se autoconscientes porque a grande distância da imediata proximidade de Deus o permitiu, não poderiam existir, tampouco poderia haver a formação dos arcanjos, se antes não houvesse a Rainha primordial, na qualidade de feminilidade primordial, como medianeira para essa transformação e formação, como ponte necessária.

 

Naturalmente isso nada tem a ver com a maneira e o pensar terrenal de matéria grosseira. Não há nisso nada de pessoal, absolutamente, mas encerra acontecimentos bem maiores, que certamente jamais podereis imaginar. Precisais procurar seguir nisso, conforme vos é possível.

Elisabeth é a primeiríssima corporificação das irradiações Divino-enteais, que como única dentro delas tomou a forma feminina mais ideal. Ela é, portanto, a configuração primordial da irradiação do Amor de Deus, que nela se manifesta como primeira forma!

Jesus é a forma do próprio Amor vivo e inenteal de Deus, como uma parte de Deus.

Apenas falo dessas coisas para que não vos surja nenhuma imagem falsa e para que ao menos possais pressentir a conexão além daquele ponto onde vós, em vossa compreensão progressiva, tendes de permanecer estacionados, se tomardes como base que as leis também mais acima continuam uniformes, já que elas promanam de lá. São até mais simplificadas, porque somente mais tarde, seguindo para baixo, nas muitas apartações, também têm de fragmentar-se e por isso parecem muito mais ramificadas do que são na realidade.

 

Quando vos digo que cada intuição, cada movimento lá em cima se torna um acontecimento, que faz irradiar o seu efeito para todos os mundos, descendo sobre bilhões de personalidades menores, ao lado de tudo o que é material, assim estas palavras deficientes que eu vos posso dar a respeito são somente palavras de vosso próprio idioma, com as quais tendes de procurar formar uma imagem.

A grandeza real do facto em si é completamente impossível de reproduzir em palavras, mal pode ser esboçada.

Lá se encontra, portanto, a Rainha primordial.

Ela tem sua origem no Divino, possui o grande Divino-enteal dos arcanjos e traz em si, apesar disso, a autoconsciência na forma mais pura. Ao lado dela encontram-se os arcanjos e, mais para baixo, os eternos jardins de todas as virtudes, nos quais age uma configuração principal em cada um, e como o mais alto deles o jardim da pureza, do “lírio puro”, aos pés da Rainha primordial, emanado de suas irradiações.

 

Na parte mais baixa dessa esfera Divina encontram-se então os anciãos, que somente são chamados dessa maneira porque são eternos e assim sempre foram, desde a eternidade, da mesma forma que o Supremo Templo do Graal no Divino, como ancoragem da irradiação de Deus, a qual, tal como Ele, foi e é eterna, como também é Elisabeth, a rainha primordial da feminilidade.

Todavia ela é virgem! Apesar de ser chamada Mãe primordial e Parsival chamá-la de mãe. Um mistério Divino, que o espírito humano jamais conseguirá compreender, por se achar demasiado distante de tudo isso e assim tem de permanecer sempre. Ela é no Divino a imagem primordial de toda a feminilidade, de acordo com a qual se formou a feminilidade dos primordialmente criados, como cópias.

 

Abdruschin

 

Excerto da dissertação, “A Rainha primordial”, da obra “Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal”, volume III.

 

Leia a dissertação (32) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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