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A ponte destruída

por Círculo do Graal, em 05.09.15

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h, TMG - Lisboa)

 

Lamentável é ver como o ser humano terreno se empenha diligentemente para seu retrocesso e, com isso, para sua queda, na crença errónea de que com isso caminha para cima.

O ser humano terreno! Ao nome dessa criatura associa-se um gosto amargo para tudo o que se realiza na Criação dentro da Vontade de Deus, e para os seres humanos seria aparentemente melhor se não fosse mais proferido, uma vez que em cada menção desse nome perpassa, simultaneamente, através da Criação inteira, uma indignação e um mal-estar, o que se estende como um peso sobre a humanidade terrena, pois essa indignação, o mal-estar, é uma acusação viva que se forma automaticamente e tem de colocar-se hostilmente contra toda a humanidade terrena.

 

Assim, o ser humano terreno, através de sua ação errada, que se tornou percetível nesta Criação como obstrutiva, estorvante e continuamente prejudicial, tornou-se hoje, por fim, um proscrito por si mesmo, em seu ridículo querer saber tudo melhor. Ele forçou, teimosamente, a sua expulsão, uma vez que se tornou incapaz de ainda receber simplesmente e com humildade as dádivas de Deus.

Ele quis tornar-se criador, aperfeiçoador; quis submeter a atuação do Todo-poderoso à sua vontade terrena.

Não existe palavra que possa designar acertadamente tal presunçosa arrogância em sua ilimitada ignorância. Aprofundai-vos nesse comportamento inacreditável; imaginai o ser humano terreno, como ele, com ares de importância, quer se colocar acima da engrenagem da obra maravilhosa desta Criação de Deus, para ele até agora desconhecida, a fim de dirigi-la, ao invés de ajustar-se nela obedientemente, como uma pequena parte dela… então, não sabereis se deveis rir ou chorar!

 

Um sapo, que se acha diante de um rochedo alto e quer ordenar que ele ceda diante de seus passos, não parece tão ridículo como o ser humano atual em sua megalomania perante o seu Criador.

A imaginação disso deve ter um efeito repugnante também para cada espírito humano que agora chega ao despertar no Juízo. Um horror, um calafrio e um pavor apossar-se-ão dele, quando, repentinamente, ao reconhecer a luminosa Verdade, chegar a ver tudo diante de si assim como realmente foi já desde muito, apesar de que ele até agora não tenha podido observar dessa maneira. Envergonhado, gostaria então de fugir para os confins de todos os mundos.

E o véu encobridor agora se rasgará, será despedaçado em trapos cinzentos, levados pelo vento, até que a irradiação da Luz possa fluir integralmente para dentro das almas profundamente torturadas pelo remorso e que, em humildade novamente despertada, queiram inclinar-se perante o seu Senhor e Deus, a Quem não puderam mais reconhecer nas confusões que o raciocínio, preso à Terra, provocou em todos os tempos em que lhe foi permitido dominar irrestritamente.

 

Contudo, tendes de viver deveras o asco ante o atuar e o pensar dos seres humanos terrenos, primeiramente junto a vós e também dentro de vós, antes que a libertação disso possa vir. Tendes de experimentar o asco da mesma forma, como a humanidade terrena sempre fez com todos os enviados da Luz, na sua hedionda infâmia, hostil à Luz. Não podereis chegar à libertação de outra forma!

É o único efeito recíproco libertador de vossa culpa, que agora vós próprios tendes de vivenciar, porque de outra forma ela não pode ser perdoada.

Entrareis nesse vivenciar já em tempo bem próximo, e quanto mais cedo isso vos atingir, tanto mais fácil se tornará para vós. Que ao mesmo tempo se abra, para vós, o caminho às alturas luminosas.

E outra vez a feminilidade terá de sentir primeiramente a vergonha, uma vez que a sua decadência a obriga agora a se expor a essas coisas. Ela mesma, levianamente, se colocou num degrau que obriga a se submeter aos pés de uma masculinidade embrutecida. Com ira e desprezo a masculinidade terrena olhará agora irritada para todas aquelas mulheres que não são mais capazes de dar aquilo a que foram destinadas pelo Criador, e do que o homem tanto necessita para sua atuação.

 

Isso é autorrespeito, que faz, de cada verdadeiro homem, um homem! Autorrespeito e não autoilusão. Autorrespeito, porém, o homem só poderá ter, levantando o olhar para a dignidade da mulher, a qual, ao protegê-la, lhe proporciona e mantém o respeito perante si mesmo!

Este é o grande, até agora não expresso mistério entre mulher e homem, que é capaz de incentivá-lo a grandes e puros feitos aqui sobre a Terra, que incandesce todo o pensar de modo purificador e, com isso, estende sobre toda a existência terrena um sagrado vislumbre do elevado anseio pela Luz.

Tudo isso, porém, foi tirado ao homem pela mulher, a qual sucumbiu depressa aos engodos de Lúcifer, mediante as ridículas vaidades do raciocínio terreno. Com o despertar do reconhecimento dessa grande culpa, o homem considerará a feminilidade apenas como aquilo que ela realmente teve de se tornar por sua própria vontade.

 

Ma esse ultraje doloroso é, por sua vez, apenas um grande auxílio para aquelas almas femininas que, sob os justos golpes do Juízo, ainda vêm, despertando e reconhecendo, que enorme roubo cometeram em relação ao homem, com a sua errada vaidade, pois empregarão toda a sua força a fim de recuperarem a dignidade assim perdida e que elas próprias lançaram de si como um bem sem valor, que as embaraçava no caminho escolhido para baixo.

Ainda não ficastes bem esclarecidos a respeito da impetuosidade das consequências prejudiciais que tiveram de cair sobre a humanidade terrena inteira, quando a feminilidade inteira procurou, em seu erróneo comportamento, romper diligentemente a maior parte das pontes que a ligavam com as correntes da Luz.

As consequências prejudiciais apresentam-se sob centenas de formas e sob múltipla configuração, agindo por todos os lados. Apenas precisais procurar colocar-vos no curso dos inevitáveis efeitos das leis da Criação. O reconhecer, então, não será, absolutamente, difícil.

 

Pensai mais uma vez no simples acontecimento que se processa na severa regularidade da lei:

Tão logo a mulher procure masculinizar-se em seu pensar a atuar, essa vontade já se efetiva correspondentemente. Primeiramente, em tudo o que da parte dela estiver intimamente ligado com a entealidade; depois, também com as matérias finas, bem como, após um bem determinado tempo, na parte mais fina da matéria grosseira.

A consequência é que nas tentativas de um atuar positivo, em oposição à missão de uma mulher terrena, todos os componentes mais finos de sua espécie feminina, por serem passivos, são repelidos e, por fim, se desligam dela, porque estes, perdendo pouco a pouco em força, devido à inatividade, são tirados da mulher pela igual espécie básica.

Assim, fica então destruída a ponte que capacita a mulher terrena, na sua espécie passiva, a receber irradiações mais elevadas e retransmiti-las à matéria mais grosseira, na qual ela, mediante seu corpo, está ancorada através de uma bem determinada força.

 

Contudo, essa é também aquela ponte de que uma alma precisa para a encarnação terrena no corpo de matéria grosseira. Faltando essa ponte, fica impossibilitada a entrada a cada alma no corpo em formação, pois ela mesma não consegue transpor o abismo que assim teve de surgir.

Se essa ponte, porém, for apenas parcialmente destruída, o que depende da espécie e da intensidade da masculinização desejada na atividade de uma mulher, podem não obstante encarnar-se almas que do mesmo modo não são completamente masculinas nem inteiramente femininas, constituindo, portanto, misturas sem harmonia e sem beleza, as quais, mais tarde, encerram toda a sorte de ansiedades insatisfeitas, sentindo-se constantemente incompreendidas na sua existência terrena, e vivendo, por isso, em constante inquietação e descontentamento com si mesmas e com seu ambiente.

 

Para tais almas, bem como para o seu posterior ambiente terreno, seria melhor se não tivessem encontrado oportunidade para uma encarnação, pois carregam-se dessa forma apenas de culpa e jamais remirão algo, porque na realidade não pertencem à Terra.

O ensejo e a possibilidade para tais encarnações, não desejadas pela Criação, e por conseguinte pela Vontade de Deus, apenas os oferecem aquelas mulheres que, em seus caprichos e em sua vaidade ridícula, bem como na sua indigna mania de um falso valor, se inclinam para uma certa masculinização. Não importa de que espécie seja.

Almas delicadas, legitimamente femininas, nunca chegam à encarnação através de tais mulheres masculinizadas e assim, pouco a pouco, o sexo feminino na Terra vai sendo completamente envenenado, porque essa aberração se espalhou cada vez mais, atraindo sempre novas almas dessa espécie, que não podem ser completamente mulher nem inteiramente homem, espalhando assim algo de ilegítimo e desarmonioso sobre a Terra.

 

Felizmente, as próprias e sábias leis da Criação delinearam, também nessas coisas, um limite bem definido, pois com um tal desvio, violentamente forçado pela vontade errada, surgem, primeiramente, partos difíceis ou prematuros, filhos doentios e nervosos, com desequilíbrio dos sentimentos e, por fim, ocorre após um bem determinado tempo a esterilidade, de maneira que um povo, que permite a sua feminilidade aspirar pela masculinidade a ela imprópria, está condenado a uma lenta extinção.

Naturalmente, isso não ocorre de hoje para amanhã, de modo a se tornar visível assim de chofre aos seres humanos contemporâneos, mas sim um tal acontecimento também tem de seguir o caminho do desenvolvimento. Mesmo que devagar, porém seguramente! E já é necessária a passagem de algumas gerações, antes que as consequências de um tal mal da feminilidade possam ser retidas ou remediadas, a fim de conduzir novamente um povo da decadência ao saneamento e salvá-lo da completa extinção.

 

É lei inabalável que lá onde o tamanho e a força de ambas as barras da Cruz da Criação não consigam vibrar em completa harmonia e pureza, onde, pois, o positivo masculino bem como o negativo feminino não estejam igualmente fortes e sem torção, entortando-se dessa forma também a Cruz isósceles, seguir-se-á a decadência e por fim também o descalabro, para que a Criação novamente se torne livre de tais absurdos.

Por essa razão povo algum pode ter uma ascensão ou ser feliz, se não apresentar a legítima e genuína feminilidade, em cujo séquito, tão-somente, pode e tem de se desenvolver a autêntica masculinidade.

 

De mil formas são as coisas que nesse sentido estragam a legítima feminilidade. Por essa razão também todas as consequências disso se apresentam completamente diferentes, mais ou menos incisivas em seus efeitos prejudiciais. Mas de qualquer forma apresentar-se-ão sempre!

Não quero falar aqui ainda das imitações levianas, por parte das mulheres, dos maus costumes dos homens, aos quais se conta, sim, em primeira linha o fumar, pois essa é uma epidemia completamente à parte, que constitui um crime em relação à humanidade, que um ser humano por enquanto nem ousa imaginar.

Ao reconhecer melhor as leis da Criação, a arrogância injustificada e impensada do fumante de entregar-se ao seu vício, inclusive ao ar livre, pelo que fica envenenada a dádiva de Deus do ar fresco e construtivo, que deve permanecer acessível a cada criatura, mui rapidamente desaparecerá, notadamente quando tiver de saber que esse mau costume forma os focos de várias doenças, sob cujo flagelo a humanidade de hoje geme.

 

Sem levar em consideração os próprios fumantes, a imposição de aspirar tal fumaça do tabaco impede nos bebés e nas crianças o desenvolvimento normal de alguns órgãos, principalmente a indispensável consolidação e fortalecimento do fígado, que é especialmente importante para cada pessoa, porque com o funcionamento certo e sadio ele pode impedir o foco do câncer, como o meio mais seguro e melhor para o combate desse flagelo.

A mulher de hoje escolheu na maioria dos casos um caminho errado. Os seus esforços enveredam para a desfiminização, seja no desporto, nos excessos ou divertimentos, principalmente na participação dos círculos de atividade positiva, que competem à masculinidade e com ela devem permanecer, se é que deva haver verdadeira ascensão e paz.

Assim, basicamente tudo sobre a Terra já se desviou, saiu do equilíbrio. Também as sempre crescentes discórdias, bem como os malogros, decorrem das obstinadas misturas, entre todos os seres humanos terrenos, das atividades positivas e negativas, condicionadas pela Criação como permanentemente puras, o que deve ter como consequência a decadência e o descalabro na confusão assim forçada.

 

Como sois tolos, seres humanos, por não quererdes aprender a reconhecer a simplicidade das leis de Deus, que na sua consequência lógica são facilmente observáveis.

Tendes, sim, sábios ditados, que de bom grado fazeis ouvir. Somente esta sentença já vos diz muito: Pequenas causas, grandes efeitos! Contudo, não os seguis. Em tudo o que acontece em torno de vós, que vos ameaça, aflige e oprime, nem pensais em procurar primeiro a pequena causa, para evitá-la, a fim de que os grandes efeitos sequer possam surgir.

Isto é demasiadamente simples para vós! Por essa razão preferis primeiramente atacar os efeitos graves, se possível com grande alarde, para que o feito seja plenamente avaliado e vos traga glória terrena!

 

Assim, porém, nunca alcançareis a vitória, mesmo que julgueis estar sobremaneira preparados para isso, se não vos dignardes a procurar com toda a simplicidade as causas, a fim de, evitando todas as causas, banir também as graves consequências para sempre!

E, por sua vez, não podereis encontrar as causas, se não aprenderdes a reconhecer com humildade as graças de Deus, Que vos deu na Criação tudo aquilo que pode vos preservar de qualquer sofrimento.

Enquanto vos faltar a humildade para receberdes, agradecidos, as graças de Deus, permanecereis emaranhados em vosso errado atuar e pensar, até à derradeira queda, que terá de levar-vos à condenação eterna. E esse último momento está diante de vós! Com um pé já vos encontrais passando a porta. O próximo passo vos fará cair numa profundidade infinita.

 

Refleti bem sobre isso, voltai e deixai atrás de vós a insípida existência terrena, sem forma e sem calor, que até agora tendes preferido levar. Tornai-vos finalmente aqueles seres humanos que a Vontade de Deus ainda quer tolerar futuramente na Criação. Com isso lutareis para vós mesmos, pois o vosso Deus, que em graças vos concedeu a realização de vosso anseio para uma existência consciente nesta Criação, não necessita de vós! Lembrai-vos disso em todos os tempos e agradecei a Ele com cada alento que vos é permitido executar devido ao Seu indizível Amor!

 

 

Abdruschin

 

Dissertação “A ponte destruída” da obra “Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal”, volume III.

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