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Adoração a Deus

por Círculo do Graal, em 19.10.13

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Pode-se dizer sem receio que o ser humano, sobretudo ainda não compreendeu de maneira alguma a evidência, para ele essencial, de uma adoração a Deus, menos ainda a praticou.

Observai como vem sendo feita até hoje a adoração a Deus! Conhece-se somente um pedir ou, falando ainda melhor, um esmolar! Apenas aqui e acolá acontece, por fim, que se elevem orações de gratidão provenientes realmente do coração. Isso, no entanto, só se dá, como grande exceção, sempre quando e onde uma pessoa receba inesperadamente uma dádiva toda especial ou seja salva subitamente de um grande perigo. Para ela se torna necessário que haja aí o inesperado e o súbito, se aliás chegar uma vez a se dedicar a uma oração de agradecimento.

Da mesma forma, as coisas mais extraordinárias podem cair-lhe no colo sem merecimento; no entanto, jamais ou apenas mui raramente, terá a ideia de pensar em agradecimento, tão logo tudo corra de maneira serena e normal.

Se a ela, bem como a todos que ela ama, for sempre outorgada saúde de modo surpreendente, e se não tiver preocupações terrenas, dificilmente dar-se-á ao trabalho de uma sincera oração de agradecimento.

 

A fim de provocar em si um sentimento mais forte, o ser humano necessita sempre, infelizmente, de um impulso todo especial. Espontaneamente, quando as coisas lhe vão bem, nunca se dá ao trabalho disso. Ele o tem talvez na boca aqui e acolá, ou vai à igreja a fim de, nessa oportunidade, murmurar uma oração de agradecimento, mas nem lhe acode à mente estar presente com toda a sua alma, mesmo que seja apenas por um único minuto.

Somente quando uma verdadeira aflição se lhe depara é que então mui rapidamente se lembra que existe alguém capaz de ajudá-lo. O medo o impele finalmente a balbuciar uma oração! Isso, no entanto, será sempre apenas um pedir, mas nenhuma adoração.

Assim é o ser humano que ainda se considera bom, que se tem na conta de religioso. E esses são poucos na Terra! Exceções dignas de louvor!

 

Imaginai diante de vossos olhos o quadro deplorável! Como ele se apresenta a vós, seres humanos, ao olhardes acertadamente! Quão miserável, no entanto, encontra-se tal pessoa diante de seu Deus! Mas assim, infelizmente, é a realidade! Podeis virar-vos e revirar-vos do modo que quiserdes, os factos permanecem, tão logo vos esforceis em investigar a fundo, excluindo qualquer dissimulação. Haveis de ficar um tanto apreensivos, pois nem o pedir e nem o agradecimento pertence à adoração.

Adoração é veneração! E essa não encontrareis realmente por toda essa Terra! Contemplai as celebrações ou festividades que devem ser em louvor a Deus, onde, excecionalmente, se deixa de pedir e mendigar. Aí estão os oratórios! (*) Procurai os cantores que cantam em adoração a Deus! Observai-os quando se preparam para tanto num auditório ou igreja. Todos eles querem realizar algo, a fim de agradar aos seres humanos. Deus aí lhes é bastante indiferente. Justamente Ele, a quem, isso devia ser dedicado! Olhai o dirigente! Ele exige aplausos, quer mostrar aos seres humanos do que é capaz.

Prossegui, ainda. Contemplai as majestosas edificações, igrejas, catedrais que em louvor a Deus… deviam existir. O artista, o arquiteto e o construtor lutam apenas pelo reconhecimento terreno, cada cidade vangloria-se com essas edificações… para honra de si mesma. Têm até que servir para atrair forasteiros. Mas não acaso para adoração a Deus, ao contrário, para que acorra à localidade dinheiro em decorrência do movimento aumentado! Apenas o impulso pelas exterioridades terrenas, para onde olhardes! E tudo isso sobre o pretexto de adoração a Deus!

 

Existe, sim, aqui e acolá, todavia, uma pessoa cuja alma costuma abrir-se na floresta ou nas montanhas, lembrando-se aí, passageiramente, também da grandeza do Criador de toda a beleza em seu redor, porém de modo bem distante e em segundo plano. Verdade é que a alma s expande, mas não para um voo de júbilo aos páramos, porém… ela se expande literalmente no prazer do bem-estar.

Isso não deve ser confundido com um voo às alturas. Não deve ser taxado diferentemente da satisfação de um glutão perante uma mesa ricamente sortida. Só erroneamente se poderá tomar como adoração semelhante arrebatamento da alma; permanece sem conteúdo, exaltação, sensação de bem-estar próprio, que aquele que assim intui considera agradecimento ao Criador.

Mero acontecimento terrenal. Também muitos desses entusiastas da natureza consideram exatamente essa embriaguez como sendo adoração certa a Deus, e cuidam-se assim muito acima de quantos não têm as possibilidades de desfrutar essas belezas de formações terrenas. É um grosseiro farisaísmo, oriundo unicamente da sensação do próprio bem-estar. Lantejoula sem nenhum valor.

[…]

Cada Mensagem de Deus devia ser partilhada por vós, isto é, tornar-se uma parte de vós! Deveis procurar compreender o sentido corretamente!

Não deveis considerá-la como algo à parte, que fique afastado de vós, e ao que costumais aproximar-vos com tímida reserva. Assimilai a Palavra de Deus em vosso íntimo, para que cada um saiba de que forma terá de viver e se conduzir, a fim de atingir o Reino de Deus!

Portanto, acordai finalmente! Aprendei a conhecer as leis na Criação. Para tanto não vos ajudará em nada qualquer inteligência terrena nem o insignificante saber de observações técnicas; algo tão mínimo é insuficiente para o caminho que vossa alma deve tomar! Tereis que elevar o olhar muito acima da Terra e reconhecer para onde vos conduz o caminho depois desta existência terrena, a fim de que nisso vos chegue simultaneamente a consciência do porquê e para que finalidade estais nesta Terra.

E, por sua vez, exatamente assim como vos encontrais nesta vida, se pobre, se rico, sadio ou doente, em paz ou em luta, alegria ou sofrimento, aprendereis a reconhecer a causa e também a finalidade, e com isso ficareis alegres, agradecidos pelo vivenciar que até agora vos foi dado. Aprendereis a apreciar valiosamente cada segundo e, acima de tudo, a aproveitá-lo! Aproveitá-lo para a escalada rumo à existência cheia de alegria, à felicidade grandiosa e pura!

 

E por vos terdes emaranhado e desnorteado em demasia, veio-vos outrora, por intermédio do Filho de Deus, a Mensagem de Deus como salvação, uma vez que as advertências transmitidas pelos profetas não tinham encontrado ouvidos. A Mensagem de Deus vos indicava o caminho, o único para a vossa salvação do pântano que já vos ameaçava asfixiar! O Filho de Deus procurou guiar-vos por meio de parábolas! Os que queriam acreditar e os perscrutadores acolheram-nas com os seus ouvidos; mais adiante, contudo, elas não iam. Nunca procuraram viver de acordo.

Sempre permaneceram duas coisas distintas para vós, a religião e a vida quotidiana. Vós sempre ficastes de lado, ao invés de dentro! Os efeitos das leis na criação explicados pelas parábolas permaneceram totalmente incompreendidos por vós, porque nelas não os procurastes!

Agora vem na Mensagem do Graal a interpretação das leis para a época atual, na forma para vós mais compreensível. São na realidade exatamente a mesma que Cristo trouxe outrora, na forma adequada de então. Ele mostrava como os seres humanos devem pensar, falar e agir, a fim de, amadurecendo espiritualmente, conseguirem ascender na Criação. Aliás, a humanidade não precisava mais. Não há nenhuma lacuna nisso na Mensagem de outrora.

 

Todo aquele que finalmente se orienta por ela em seus pensamentos, palavras e ações, pratica com isso a mais pura adoração a Deus, pois esta repousa exclusivamente na ação!

Quem se submete de bom grado às leis, age sempre com acerto! Com isso prova seu respeito pela sabedoria de Deus, curva-se jubiloso à Sua Vontade que reside nas leis. Dessa forma vem a ser auxiliado e protegido pelos seus efeitos, libertado de todo o sofrimento e soerguido para o reino luminoso espiritual, onde se torna visível a cada um, sem turvação, a Onisciência de Deus em jubiloso vivenciar, e onde a adoração a Deus consiste na própria vida! Onde cada respiração, cada intuição, cada ação se apoia na mais alegre gratidão e assim permanece como um constante prazer. Nascido da felicidade, semeando felicidade e, por isso, colhendo felicidade!

A adoração a Deus na vida e no vivenciar reside unicamente na observação das leis Divinas. Somente com isso será assegurada a felicidade. Assim deverá ser no reino vindouro, o Milénio, que se denominará o Reino de Deus sobre a Terra!

 

Abdruschin

 

(*) Peças musicais religiosas

                        

Excerto da Dissertação, “Adoração a Deus”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II.

Leia a dissertação (Pág. 114) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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