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Espiritismo

por Círculo do Graal, em 17.08.13

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Espiritismo! Mediunidade! Acaloradamente são discutidos os prós e os contras. Não é tarefa minha dizer algo sobre os adversários e seu afinco em negar. Seria desperdício de tempo pois cada ser humano que raciocina logicamente necessita somente ler o tipo dos assim chamados exames ou pesquisas, para, por si só, reconhecer que eles atestam completo desconhecimento e categórica incapacidade dos “examinadores”.

Porquê? Se eu quero pesquisar a terra, tenho que me orientar de acordo com a terra e sua constituição. Se, porém, pretendo investigar o mar, outra coisa não me resta senão me orientar de acordo com a constituição da água e servir-me dos meios de auxílios correspondentes à constituição da água.

Querer aplicar às águas, perfuradoras ou enxadas ou mesmo pás, pouco proveitoso me seria em minhas pesquisas. Ou porventura terei que negar a água, por não opor resistência à entrada da pá, ao contrário do que acontece com a terra, de consistência mais compacta e a mim mais familiar? Ou por não me ser possível, tampouco, andar a pé sobre ela, como habitualmente em terra firme?

Adversários dirão: é diferente, pois a existência da água vejo e sinto; isto, portanto, ninguém pode negar!

Quanto tempo faz que se negava energicamente os milhões de seres multicolores numa gota de água, de cuja existência já agora cada criança sabe? E porque se negava? Somente porque não eram vistos! Só depois que se inventou um instrumento adequado, foi que se pôde reconhecer, ver e observar esse novo mundo.

 

O mesmo se dá com o mundo extramaterial, o assim chamado Além! Tornai-vos conscientes! E então podereis fazer um julgamento! Depende de vós e não do “outro mundo”. Tendes em vós, além do vosso corpo de matéria grosseira, ainda a matéria do outro mundo, ao passo que os que se acham no Além não possuem mais da vossa matéria grosseira.

Exigis e esperais que os que se acham no Além se aproximem de vós (dando sinais etc.), conquanto desprovidos de todo de matéria grosseira. Esperais que eles vos comprovem sua existência, enquanto vós mesmos, que sois constituídos não só de matéria grosseira, como também da substância que eles dispõem, aguardais sentados em atitudes de juízes.

Construí vós, pois, a ponte que vós podeis estender, trabalhai enfim com a mesma matéria que também está à vossa disposição e tornai-vos dessa forma videntes! Ou calai-vos se não compreendeis e continuai a nutrir apenas o que é de matéria fina.

Dia virá em que o que é de matéria fina terá que se separar do que é de matéria grosseira, ficando por terra extenuado, por se ter desabituado totalmente ao voo, pois também tudo isso está sujeito às leis terrenas coimo o corpo terrenal.

 

Somente movimento produz força! Não necessitais de médiuns para reconhecer o que é de matéria fina. Basta observardes a vida que encerra a vossa própria matéria fina. Concedei-lhe, mediante a vossa vontade, o que necessita para se fortificar. Ou acaso pretendeis contestar também a existência de vossa vontade, uma vez que não a podeis ver nem palpar?

Quantas vezes sentis os efeitos da vossa vontade em vós mesmos. Vós os sentis bem, mas não podeis vê-los nem pegá-los. Tanto nos momentos de elevação, de alegria ou de sofrimento, de ira ou de inveja. Logo que a vontade atua, tem ela que possuir também força, que produz uma pressão, porque sem pressão não pode haver efeito nem perceção. E onde há uma pressão, tem que atuar um corpo, algo de consistente da idêntica matéria, do contrário não poderá originar-se qualquer pressão.

Portanto, deve haver formas sólidas duma substância que não podeis ver nem apalpar com vosso corpo de matéria grosseira. E assim é a matéria do Além, que somente podeis perceber com a igual espécie, também inerente a vós.

Esquisita é a disputa a favor e contra uma vida depois da morte terrena, chegando aliás muitas vezes até o ridículo. Quem se dispuser com intento sereno, imparcial e neutro, a refletir e a observar, logo concluirá que na verdade tudo, mas tudo mesmo, fala deveras a favor da probabilidade de um mundo extramaterial, mundo esse que a atual criatura humana mediana não consegue perceber. São tantos os acontecimentos que sempre e sempre advertem a esse respeito, que não podem ser postos à margem simplesmente como inexistentes.

 

No entanto, a favor de um cessar incondicional após a morte terrena, nada mais existe senão o desejo de muitos que com isso gostariam de esquivar-se de qualquer responsabilidade espiritual, onde não pesam inteligência ou habilidades, mas apenas o verdadeiro intuir.

Contudo, agora, aos adeptos do espiritismo, do espiritualismo e assim por diante, ou como queiram denominar-se, vindo tudo a dar na mesma, isto é, em grandes erros!

Os adeptos são muitas vezes bem mais perigosos, muito mais nocivos à verdade do que os adversários!

São apenas poucos dentre milhões que permitem que se lhes diga a verdade. A maioria deles está emaranhada numa gigantesca trama de pequenos erros, que não lhes deixa encontrar o caminho de saída rumo à verdade singela. Onde se encontra a culpa? Estaria nos do Além? Não! Os nos médiuns? Também não! Apenas no próprio ser humano individual! Ele não é bastante sincero nem severo contra si próprio, não quer derrubar opiniões preestabelecidas, teme destruir uma imagem que ele próprio formou a respeito do Além, a qual lhe deu durante muito tempo, em sua fantasia, sagrados calafrios e certo bem-estar.

E ai daquele que nisso tocar! Cada um dos adeptos já está com a pedra pronta para lhe arremessar! Agarra-se deveras nisso e está disposto a chamar, mais facilmente, os do Além de mentirosos ou de espíritos gracejadores, ou a taxar de insuficientes os médiuns, em vez de primeiramente iniciar um sereno exame de si próprio, refletindo se a sua conceção por acaso não teria sido errónea.

Onde deveria eu começar aí a exterminar as muitas ervas daninhas? Seria um trabalho sem fim. Por isso seja destinado, aquilo que aqui falo, apenas para aqueles que realmente procuram com sinceridade, pois somente esses devem encontrar.

[…]

Os do Além estão de facto em condições de reconhecer em que direção, quanto a uma determinada coisa, está o certo e o errado, mas então terá o ser humano com os seus meios terrenos de auxílio, isto é, com o raciocínio e com sua experiência, que ponderar de que modo poderá seguir o rumo certo. Terá que harmonizar isso com todas as possibilidades terrenas! Essa é sua tarefa.

Mesmo quando um espírito muito decaído consegue ensejo para falar e influir, ninguém poderá declarar que ele mente ou procura orientar errado, mas transmite aquilo que vive, procurando convencer os demais disso. Nada poderá dar de diferente.

Assim, há numerosos erros nos conceitos dos espíritas.

O “espiritismo” tem sido muito difamado, não por si próprio, mas por causa da maior parte dos adeptos que, já após poucas experiências e no mais das vezes precárias, presumem, entusiasticamente, que o véu já lhes foi removido, desejando então proporcionar aos outros uma ideia da vida de matéria fina por eles mesmos imaginada, criada por uma fantasia desenfreada e correspondendo em primeiro lugar e de modo exato aos próprios desejos. Raramente, contudo, tais perspetivas se coadunam de todo com a verdade!

 

Abdruschin

                        

Excerto da Dissertação, “Espiritismo”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II.

Leia a dissertação (Pág. 63) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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