Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Destino

por Círculo do Graal, em 08.06.13

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

As pessoas falam sobre destino merecido e destino imerecido, recompensa e castigo, desforra e carma.

Tudo isso são apenas designações parciais duma lei existente na Criação: a lei da reciprocidade!

Trata-se de uma lei que existe na Criação inteira desde os seus primórdios, lei essa que foi entrelaçada inseparavelmente no vasto processo do evoluir eterno, como parte indispensável do próprio criar e do desenvolvimento. Como um gigantesco sistema de finíssimos fios de nervos, essa lei mantém e anima o gigantesco Universo, impulsionando permanente movimento, um eterno dar e receber!

Já de modo simples e singelo, porém tão acertado, disse Jesus Cristo: “O que o ser humano semeia, isso ele colherá!”

Estas poucas palavras transmitem, de modo tão brilhante, a imagem da atuação e da vida em toda a Criação, como dificilmente poderia ser explicado de outra maneira. O sentido de tais palavras se insere ferreamente na existência. De modo inabalável, intocável e incorruptível em seus efeitos contínuos.

 

Podereis vê-lo se quiserdes ver! Começai com a observação do ambiente em torno de vós. Aquilo a que chamais leis da natureza são, pois, as leis Divinas, são a Vontade do Criador. Sem demora reconhecereis quão permanentes são tais leis em suas incessantes atuações, pois se semeardes trigo, não colhereis centeio, e se semeardes centeio, não poderá surgir arroz!

Isso é tão evidente a todo o ser humano, que ele já nem medita sobre o fenómeno em si. Razão por que nem se torna consciente da severa e grande lei que aí reside. E todavia aí se encontra diante da solução de um enigma, que não precisava ser um enigma para ele.

Essa mesma lei, pois, que aqui podereis observar, atua com a mesma certeza e a mesma potencialidade também nas coisas mais delicadas que só estais aptos a averiguar mediante o emprego de lentes de aumento e, ainda continuando, no setor da matéria fina de toda a Criação, que é a sua parte mais extensa. Em cada fenómeno ela jaz inalteravelmente, até mesmo no desenvolvimento, o mais subtil, de vossos pensamentos, os quais, aliás, ainda são constituídos também de certa materialidade.

Como pudestes supor que justamente lá devesse ser diferente, onde vós queríeis que fosse? Vossas dúvidas outra coisa não são, na realidade, senão desejos íntimos não expressos!

 

Em todo o ser que se vos apresenta visível ou invisível, tudo se baseia em que cada espécie dá origem a sua mesma espécie, seja qual for a matéria. A mesma regra perdura para o crescimento, o desenvolvimento e a frutificação, bem como para a reprodução da mesma espécie. Esse acontecimento atravessa tudo uniformemente, sem qualquer diferença, sem nenhuma lacuna, não se detém diante de outra parte da Criação, mas conduz os efeitos como um fio inquebrantável, sem parar ou interromper.

 

Mesmo que a maior parte da humanidade, por estreiteza e arrogância, se tenha isolado do Universo, as leis Divinas ou da natureza não deixam de considerá-la como parte integrante, continuando a trabalhar serenamente de forma inalterada e uniforme.

A lei da reciprocidade estipula, outrossim, que tudo quanto a criatura humana semeia, isto é, ali onde ela der ensejo a uma ação ou a um efeito, também terá que colher!

O ser humano dispõe sempre apenas da livre deliberação, da livre decisão no início de cada ato, com referência à direção que deve ser dada a essa força universal que o perflui. Terá, portanto, que arcar com as consequências da atuação da força na direção por ele desejada. Apesar disso muita gente se apega à afirmação de que o ser humano não tem nenhum livre-arbítrio, se está sujeito a um destino!

Essa tolice só deve ter como finalidade um auto atordoamento ou uma submissão rancorosa por algo inevitável, uma resignação desgostosa, principalmente, porém, uma autodesculpa; porque cada um desses efeitos, que recai sobre ele, teve um início e nesse início estava a causa, em uma anterior livre resolução do ser humano, para o posterior efeito.

 

Essa livre resolução precedeu cada ação de retorno, portanto, cada destino! Com cada querer inicial o ser humano produziu e criou algo, no qual ele mesmo, mais tarde, em prazo curto ou longo, terá que viver. É, no entanto, muito variável quando isso ocorrerá. Pode ser ainda na mesma existência terrena em que teve início esse primeiro querer, assim como também pode ser depois de despir o invólucro de matéria grosseira, já portanto no mundo de matéria fina, ou então ainda mais tarde, novamente numa existência terrena na matéria grosseira.

As mudanças não alteram nada, não livram a pessoa disso. Permanentemente carrega ela consigo os fios de ligação, até que deles um dia venha a ser libertada, isto é, “desligada” deles, mediante o derradeiro efeito decorrente da lei da reciprocidade.

O plasmador está ligado à sua própria obra, mesmo que a tenha destinado a outrem!

Portanto, se hoje uma pessoa toma a deliberação de prejudicar uma outra pessoa, seja por pensamentos, palavras ou atos, com isso “inseriu no mundo” algo, não importando se é visível ou não, se, portanto, de matéria grosseira ou fina, tem força e com isso vida em si, que continua atuando e se desenvolvendo na direção desejada.

[…]

Através da permanente boa vontade em todos os pensamentos e ações, flui igualmente de modo retroativo, proveniente da fonte de força de igual espécie, um reforço contínuo, de modo que o bem se torne cada vez mais firme na própria pessoa, transborde dela, formando, a seguir, o ambiente de matéria fina correspondente, que a circunda como um invólucro protetor, semelhante à camada de atmosfera que rodeia a Terra, dando-lhe proteção.

Mesmo que advenham maus efeitos retroativos de antigamente para se desencadearem sobre tal pessoa, eles escorregam na pureza de seu ambiente ou invólucro, sendo assim dela desviada.

Caso, porém, apesar disso, as más irradiações penetrem nesse invólucro, ou serão imediatamente desfeitas ou pelo menos ficarão bastante enfraquecidas, de modo que os efeitos nocivos nem sequer poderão realizar-se ou apenas em escala bem reduzida.

 

Além disso, pela transformação ocorrida, também a criatura humana interior, propriamente dita, visada pelas irradiações de retorno, tornou-se muito mais delicada e leve, devido aos constantes esforços em direção à boa vontade, de modo que ela não se encontra mais de maneira igual frente à densidade maior de más e baixas correntezas. Semelhante ao telégrafo sem fios, quando o recetor não se acha sintonizado na frequência do aparelho transmissor.

A consequência natural disso é que as correntes mais densas, por sua espécie diferente, não podem agarrar-se e atravessam inócuas, sem maus efeitos, liquidando-se através de uma inconsciente ação simbólica, de cujas espécies mais tarde virei a falar.

Portanto, sem demora ao trabalho! O Criador vos colocou nas mãos tudo na Criação. Aproveitai o tempo! Cada momento encerra para vós a ruína ou o proveito!

 

Abdruschin

                        

Excerto da dissertação, “Destino”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II.

Leia a dissertação (Pág. 12) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor



Mensagens

Calendário

Junho 2013

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30





Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Favoritos