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Uma palavra necessária

por Círculo do Graal, em 20.04.13

 

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Acautela-te, espírito humano, pois tua hora é chegada! Só para maldades te serviste do tempo que te foi outorgado para o desenvolvimento que tanto almejavas!

Acautela-te com a tão atrevida presunção de teu raciocínio que te arremessou nos braços das trevas, que hoje triunfantemente te cravam as garras!

Levanta o olhar! Estás no julgamento Divino!

Despertai e tremei, todos vós que por causa da estreiteza e visão restrita vos aglomerais ao redor do bezerro de ouro das coisas efémeras, como borboletas atraídas por falsos fulgores. Por vossa causa quebrou outrora Moisés, enfurecido e dececionado, as Tábuas das Leis de vosso Deus, destinadas a vos auxiliar na escalada para a Luz.

Esse quebrar foi o símbolo vivo de que a humanidade inteira não merecia conhecer a Vontade de Deus, aquela Vontade que ela repeliu num comportamento frívolo e numa presunção terrena, para dançar ao redor de um ídolo que ela própria fizera e assim dar livre expansão aos desejos próprios!

 

Mas agora se aproxima o fim no último efeito retroativo, as consequências, o revide! Pois nessa Vontade Divina, outrora tão levianamente rejeitada, deveis agora arrebentar-vos!

Aí não adianta mais nenhuma queixa, nenhum pedido, pois durante milénios vos foi dado tempo para reflexão! Mas jamais tivestes tempo para isso! Não quisestes, e ainda hoje vos cuidais demasiado sábios em vossa incorrigível presunção. Não quereis reconhecer que exatamente nisso se mostra a maior estupidez. E assim acabastes transformando-vos neste mundo nos vermes nocivos que outra coisa não sabem fazer senão injuriar com obstinação toda a Luz, porque em vossa teimosia, cavando só nas trevas, perdestes toda a possibilidade de soerguer livremente o olhar no perscrutar, para reconhecer ou suportar a Luz.

Com isso sois agora marcados por vós próprios!

 

Por conseguinte, recuareis cambaleando, ofuscados, tão logo a Luz torne a raiar, e afundareis irremissivelmente no abismo que já se abriu atrás de vós, a fim de tragar os então condenados!

E aí haveis de ficar atados inexoravelmente, para que assim, todos quantos se esforçam por encontrar a Luz possam achar, com reconhecimento bem-aventurado, o caminho livre dos estorvos de vossa presunção e de vossos desejos, que vos levam a aceitar lantejoulas ao invés de ouro puro! Afundai nesse pavor letal que vós próprios preparastes com incrível afinco! Doravante não devereis poder perturbar mais a Verdade Divina!

Como se afoitam os homúnculos por apresentar seu ridículo e aparente saber, trazendo-o para o primeiro plano, perturbando dessa maneira tantas almas que poderiam salvar-se, se não tivessem caído nas garras desses depredadores do espírito que, quais salteadores, espreitam no primeiro lance do caminho, aparentando seguir na mesma direção! Que é, porém, que oferecem realmente? Com grandes gestos e palavras vazias baseiam-se, vaidosos e ostensivos, em tradições cujo verdadeiro sentido nunca compreenderam.

A boca do povo emprega para isso uma boa expressão: Batem palha vazia! Vazia porque não levantaram do chão, concomitantemente, os grãos propriamente, já que para tanto lhes falta a compreensão. Tal estreiteza de compreensão está disseminada por toda a parte; com teimosia bronca repetem frases alheias, já que não podem dar nada de seu.

[…]

E quando, agora, o Juízo amolecer a humanidade, toda ela cairá depressa de joelhos na poeira! Contudo, imaginai já hoje de que maneira ela então se ajoelhará: em todo o seu estado miserável, e ao mesmo tempo ainda arrogantemente, pois novamente apenas lamentando e pedindo que lhe seja dado auxílio!

Que lhes seja retirada a pesada carga com que eles próprios se sobrecarregaram e que os ameaça esmagar! Tais são as suas súplicas! Ouvis bem? Pedem o afastamento do suplício e aí nenhum pensamento pela própria correção interior! Nem sequer um desejo sincero de mudança voluntária da falsa compreensão em que andaram, visando apenas coisas terrenas! Nem a mínima vontade de reconhecer seus erros e faltas de até então, e nem de condessa-las corajosamente.

E quando então o Filho do Homem, na grande aflição, se apresentar entre eles, tratarão logo de estender as mãos para ele, chorando, suplicando, porém, somente na esperança de que os ajude segundo seus desejos, isto é, que suspenda o sofrimento, conduzindo-os a uma nova vida!

Ele, porém, repelirá a maior parte desses pedintes como vermes venenosos! Pois todos esses que aí estão suplicando, depois de um tal auxílio, logo tornariam a cair em seus antigos erros, envenenando o ambiente. Ele acolherá somente aqueles que lhe pedirem forças, a fim de se erguerem finalmente para uma contínua melhora; aqueles que se esforçarem, cheios de humildade, para afastar a teimosia até então mantida, e saudarem alegremente a Palavra da Verdade que promana da Luz como salvação!

 

Uma compreensão da Mensagem do Graal, bem como, antes, da Mensagem do Filho de Deus, só lhes será possível, quando atirarem para o lado tudo quanto o espírito humano construiu por meio de sua compreensão vaidosa, e recomeçarem tudo desde o princípio! Têm, antes, que se tornar como as crianças! Uma transferência, saindo dos erros de até agora, é impossível. Faz-se mister formar tudo de novo, desde a base, crescendo e se fortalecendo pela simplicidade e humildade.

Se os seres humanos fossem ajudados de acordo com o que pedem na hora do perigo e da aflição, tudo seria depressa esquecido outra vez, assim que lhes fosse tirado o temor. Sem escrúpulos, em sua incompreensão, novamente começariam a criticar em vez de ponderar com acerto.

Uma tal perda de tempo será inteiramente impossível no futuro, pois a existência desta parte do mundo está correndo para o seu final. Para cada espírito humano significa agora: ou uma coisa – ou outra! Salvação dos emaranhados por ele criados ou sucumbir neles!

A escolha é livre. Mas as consequências da resolução são decisivas e imutáveis!

Como libertados de uma grande pressão, os salvos então respirarão e jubilarão, tão logo as trevas imundas e repelentes forem finalmente açoitadas pelos golpes de espada da Luz e atiradas às profundezas que lhes competem, junto com as criaturas que a elas quiserem apegar-se!

Então a Terra ficará purificada de todos os pensamentos pestíferos, reerguendo-se virginalmente, e a paz florescerá para todas as criaturas humanas!

 

Abdruschin

                        

Excerto da Dissertação, “Uma palavra necessária” da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume I.

Esta dissertação (Pág. 193) pode ser lida em formato PDF, ao descarregar o livro.

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