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O Reino de Mil Anos

por Círculo do Graal, em 13.04.13

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Lendariamente flutua ele no pensamento de muitos seres humanos que se acham a par da promessa, todavia vago, sem forma, porque ninguém sabe fazer uma ideia real dele!

O Reino de Mil Anos! Pretensos conhecedores sempre de novo se empenharam em apresentar um esclarecimento sobre a maneira de efetivação da grande época de paz e alegria que aí deve existir. Nunca conseguiram, porém, uma aproximação da verdade! Todos andaram errados, porque nisso reservaram aos seres humanos um papel demasiadamente preponderante, como sempre acontece com tudo quanto as criaturas humanas pensam. Deixaram valer, além disso, as conceções anteriores, edificaram por cima delas, e por essa razão cada uma dessas edificações tinha de ser considerada já de antemão como errada, não importando como era constituída.

 

E depois o ser humano se esqueceu do essencial! Ele não contou com a condição igualmente prometida, de que antes do reino de paz de mil anos, tudo tem que se tornar novo no Juízo! Esta é a condição básica indispensável para o novo reino. No solo existente até agora ele não pode ser levantado! Antes, tudo o que é velho tem que se tornar novo primeiro!

Isto não significa, porém, que o que é velho tenha de se refortificar, na mesma forma de até então, mas sim a expressão “novo” condiciona uma transformação, uma transmutação do velho!

Em seu cismar o ser humano deixou de refletir sobre isto, nunca progredindo por essa razão em sua imaginação.

O que mais tem que se modificar antes no julgamento é o próprio ser humano, pois foi só ele que trouxe a confusão à Criação posterior. Dele decorreu, por seu querer erróneo, a desgraça no mundo.

 

A beleza, a pureza e a saúde originais, que sempre são a consequência duma vibração nas leis primordiais da Criação, foram se deformando e adulterando pouco a pouco, através do querer erróneo desta humanidade. Só puderam formar-se ainda caricaturas nesse desenvolvimento ininterrupto, em vez de amadurecer sadio em direção à perfeição!

 

Imaginai, pois, o oleiro sentado diante do torno e da argila, que em sua flexibilidade se deixa plasmar em todas as formas. O torno, porém, não é movido pelo próprio oleiro, e sim por uma correia de transmissão que, por sua vez, a força da máquina não deixa parar.

Mediante a pressão do dedo conforma-se então a argila em contínua rotação, rotação que a pedra executa tendo a argila em cima. De acordo, porém, com a pressão do dedo, assim se vai plasmando a forma, que pode sair bonita, feia, horrível.

De idêntica maneira age também o espírito do ser humano neste mundo, da Criação posterior. Ele exerce a direção segundo a sua vontade, isto é, a pressão, como espírito sobre parte do enteal, que forma a matéria fina e também a grosseira. O enteal é para o espírito o dedo que exerce a pressão, conforme sua vontade. A argila é a matéria fina e a matéria grosseira, todavia o movimento, que se dá independentemente do espírito humano, são os movimentos automáticos das leis primordiais da Criação, semelhantes a correntes, que impelem ininterruptamente para o desenvolvimento tudo o que o ser humano forma com a sua vontade.

 

Assim a vontade do espírito humano é responsável por muita coisa que se desenvolve na Criação posterior, pois ele exerce como espírito a pressão que determina a espécie da forma. Nada pode ele querer sem simultaneamente formar! Seja lá o que for! Por isso nunca pode se subtrair também à responsabilidade por tudo quanto tem formado. O seu querer, o seu pensar e o seu agir! Tudo toma forma na engrenagem deste mundo. Que o ser humano não o soubesse ou mesmo não quisesse saber, fica por sua conta, é sua culpa. Sua ignorância não altera o efeito.

Assim, mediante seu querer erróneo, sua obstinação e sua presunção, reteve não somente todo e qualquer desabrochar verdadeiro, como estragou a Criação posterior e, em lugar de agir beneficamente, só o fez de modo nocivo!

Advertências através de profetas, através do próprio Filho de Deus, foram insuficientes para modificá-lo, a fim de tomar o caminho certo! Não quis e nutria cada vez mais sua presunção de dominador do mundo, na qual já se ocultava o germe de sua ruína imprescindível, que cresceu com a presunção, que preparou as catástrofes que então terão de desencadear-se segundo as leis sempiternas da Criação, as quais o ser humano deixou de reconhecer, impedido por sua presunção senhoril.

 

Os horrores vindouros têm sua causa apenas na deformação das leis primordiais Divinas através do querer erróneo desses espíritos humanos na Criação posterior! Pois esse querer erróneo levou todas as correntes de força, que atuam automaticamente, para a confusão. Mas seu curso não pode ser alterado impunemente, uma vez que elas, assim emaranhadas e enredadas, depois se soltam em dado tempo violentamente. O desligar e o desemaranhar mostram-se nos efeitos a que chamamos catástrofes. Pouco importando se ocorrem em organizações estatais, em famílias, em pessoas individualmente ou povos inteiros, ou em forças da natureza.

Assim se desmorona por si mesmo tudo quanto é errado, julgando-se pela força que há nas correntes e que foram conduzidas erradamente pela presunção da humanidade, de modo diferente do que o desejado por Deus, pois essas correntes podem produzir somente bênçãos, quando andam por aqueles caminhos que lhes são previstos pelas leis primordiais, isto é, que foram determinados pelo Criador. Nunca de outra forma.

 

Por isso o fim poderia também ser previsto há milhares de anos, porque com a sintonização erradamente pretendida do ser humano, outra coisa nem podia suceder, visto que os efeitos finais de todos os fenómenos permanecem sempre ligados rigorosamente às leis primordiais.

Já que os espíritos humanos demonstraram absoluta incapacidade de reconhecer sua tarefa nesta Criação, pois eles próprios deram prova de não querer de modo algum executá-la, desdenhando-a e interpretando mal todas as advertências de enviados e de profetas, até mesmo a do próprio Filho de Deus, cunhando sua hostilidade através da crucificação, intervém Deus agora violentamente.

 

Por isso o Reino de Mil Anos!

 

Somente com violência pode ainda ser ajudada a Criação posterior, bem como a humanidade, que provou que com vontade livre nunca se decidiu a tomar o caminho certo que deve trilhar na Criação, a fim de nisso estar conforme a Vontade de Deus, atuando beneficamente como aquela criatura, que ela realmente é, por ser espiritual.

Por esse motivo ficará a humanidade agora no Juízo sem direitos, será deserdada por um tempo do direito mantido até agora, de com a sua vontade humana dominar, dirigindo e formando esta Criação posterior! Deserdada por mil anos, para que finalmente possa haver paz e esforços em direção à Luz, segundo as leis primordiais na Criação, contra as quais até agora o ser humano se colocou hostilmente.

A possibilidade e a garantia do reino de paz há muito almejado é dada, portanto, pela deserdação de todos os atuais direitos da humanidade na Criação posterior! Assim se encontra o ser humano diante de seu Deus! Disso deve ele agora prestar contas. Este é o sentido e a necessidade do Reino de Mil Anos de Deus aqui na Terra. Uma triste verdade que mais vergonhosa não podia ser para esta humanidade! Mas… é o único auxílio.

 

Assim, o Reino de Mil Anos será uma escola para a humanidade, onde deverá aprender como tem de se portar nesta Criação posterior, de que maneira pensar e agir, para cumprir corretamente a missão que lhe compete e assim ser feliz!

Para tal finalidade, fica a vontade humana, em sua função dominadora, impedida na Criação posterior por mil anos, depois que no julgamento for destruído o que ela semeou e conduziu erroneamente!

Durante mil anos imperará somente a Vontade de Deus, a que todo o espírito humano tem de se sujeitar, assim que conseguir passar no Juízo!

Caso advenha depois ainda uma falha, como até agora, então a humanidade tem de contar com a aniquilação total!

Assim é o Reino de Mil Anos e sua finalidade! A humanidade, em sua presunção e na ilusão de sua importância, imaginou isso de forma muito diferente. Mas aprenderá e terá de vivenciar como é realmente!

Também nisso reside apenas uma graça de Deus para ajudar aqueles cuja vontade é realmente pura!

 

Abdruschin

                        

Dissertação, “O Reino de Mil Anos”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume I.

Esta dissertação (Pág. 189) pode ser lida em formato PDF, ao descarregar o livro.

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