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Indolência do Espírito

por Círculo do Graal, em 16.03.13

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Tornando-se audíveis na Terra, batem agora através do Universo as badaladas das doze horas no relógio do mundo! Amedrontada, a Criação retém seu fôlego; atemorizadas, encolhem-se todas as criaturas, pois a Voz de Deus soa para baixo e exige! Exige prestação de contas de vós que recebestes a permissão de viver nesta Criação!

Administrastes mal o feudo que Deus em Seu Amor vos deu. Serão excluídos todos os servos que só pensaram em si e nunca em seu Senhor! E todos quantos procuraram se tornar senhores.

 

Vós, criaturas humanas, estais receosas diante das minhas palavras, porque não considerais a severidade como Divina! Entretanto isso é somente vossa culpa, porque até hoje considerastes tudo o que é Divino, tudo o que veio de Deus, como sendo Amor condescendente, perdoando tudo, uma vez que assim fostes instruídos pelas igrejas!

Essas falsas doutrinas eram, porém, apenas considerações do raciocínio que encerravam em si, como alvo, a pesca coletiva das almas humanas terrenas. Para cada pesca se faz necessário uma isca, que atue atraindo o que se tem em vista. A escolha acertada duma isca é essencial para qualquer pesca.

 

Visto que eram visadas as almas humanas, organizou-se habilmente um plano, de acordo com as fraquezas delas. O chamariz devia corresponder à fraqueza principal! E essa fraqueza principal das almas era a comodidade, a indolência de seu espírito!

A igreja sabia muito bem que o sucesso para ela seria grande, se soubesse desde logo ir largamente ao encontro dessa fraqueza e não exigisse que dela abdicassem!

Com esse reconhecimento certo, tratou de aplainar logo para os seres humanos um caminho largo e comodo que devia supostamente conduzir até à Luz e apresentou-o como engodo à humanidade, que preferiu outorgar um décimo do fruto de seu trabalho, cair de joelhos, murmurar orações cem vezes a gastar um só momento num esforço espiritual!

A igreja dispensou-os, por isso, do trabalho espiritual, perdoando-lhe todos os pecados, se os seres humanos fossem obedientes nas coisas terrenas e exteriores, executando o que a igreja exigia deles terrenamente!

 

Seja, pois, em visitas às igrejas, em confissões, na quantidade das orações, nos tributos, presentes ou legados, não importa, a igreja se satisfez com isso. Deixou os fiéis na ilusão de que, para cada coisa que outorgassem à igreja, lhes ficava reservado também um lugar no reino do céu.

Como se a igreja dispusesse desses lugares para distribuir!

As realizações e obediências de todos os fiéis os ligam, porém, apenas com sua igreja, não com seu Deus! As igrejas ou seus servos não podem retirar nenhum grão da culpa duma alma humana, ou sequer perdoar-lhe! Tampouco canonizar uma alma, intervindo com isso nas perfeitas e eternas leis primordiais de Deus, que são inamovíveis!

Como podem ousar os seres humanos opinar e também decidir sobre coisas que repousam na Onipotência, na Justiça e na Onisciência de Deus! Como podem se atrever os seres humanos a querer fazer crer uma coisa dessa aos seus semelhantes! E não menos criminoso é por parte dos seres humanos terrenos aceitar credulamente tais atrevimentos, que tão nitidamente encerram o aviltamento da grandeza de Deus!

[…]

As igrejas anunciam, com as palavras de Cristo, segundo o Evangelho de João:

“Quando, porém, vier Aquele que é o Espírito da Verdade, Ele vos guiará em toda a Verdade. E quando o mesmo vier, castigará o mundo por seus pecados e por causa da Justiça! E trará o Julgamento. Eu, porém, voltarei ao Pai e daí em diante não me vereis mais. Saí do Pai e vim ao mundo. Torno a deixar o mundo e regresso para junto do Pai!”

 

Tais palavras são lidas sem compreensão nas igrejas, porque pelo Filho de Deus já foi claramente dito que virá um outro que não ele, para anunciar a Verdade e para trazer o Julgamento. O Espírito da Verdade, que é a Cruz Viva! E todavia também nesse ponto a igreja ensina errado e contra essas palavras claras.

Apesar de que também Paulo escreveu outrora aos coríntios: "O nosso saber é imperfeito. Quando, porém, vier o que é perfeito, então cessará o que é imperfeito!”

Com isso mostra o apóstolo que a vinda Daquele que anunciará a Verdade perfeita deve ainda ser esperada e a promessa do Filho de Deus a tal respeito não deve ser relacionada com a conhecida efusão da força do Espírito Santo que então já se dera, quando Paulo escreveu estas palavras.

Com isso ele atestava que os apóstolos não tomaram essa efusão de força como a realização da missão do Consolador, do Espírito da Verdade, conforme atualmente, no Pentecostes, de modo estranho, muitas igrejas e fiéis procuram interpretar, porque tais coisas não cabem de modo diferente em sua organização de crença, mas sim formariam uma lacuna que deveria causar perigosos abalos a essa falsa construção.

 

Contudo, nada lhes adianta, pois é chegado o tempo do reconhecimento de tudo isso, e tudo quanto é falso desmoronará!

Até agora ainda não pôde haver nenhum verdadeiro Pentecostes para a humanidade, não lhe pôde chegar o reconhecimento no despertar dos espíritos, em virtude de ter entregue a tantas falsas interpretações, nas quais principalmente as igrejas têm grande participação!

Nada lhes será perdoado na grande culpa!

E agora vos encontrais, seres humanos, surpresos diante da Palavra Nova, e muitos dentre vós nem mais estão capacitados para reconhecer que ela vem das alturas luminosas, porque ela é tão diferente do que tínheis imaginado! É que vive ainda em vós, em parte, o tenaz embotamento em que vos envolveram igrejas e escolas, para que permanecêsseis obedientes adeptos e não desejásseis o estado de alerta do próprio espírito!

 

O que Deus exige, isso foi até agora indiferente aos seres humanos terrenos! Digo-vos, porém, ainda uma vez:

O largo e comodo caminho, que as igrejas até agora se esforçaram por mostrar enganosamente em prol da própria vantagem, é falso!

Com as arbitrárias ilusões de absolvição aí prometidas, ele não leva à Luz!

 

Abdruschin

                        

Excerto da Dissertação, “Indolência do Espírito”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume I.

Esta dissertação (Pág. 173) pode ser lida em formato PDF, ao descarregar o livro.

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