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A mulher da Criação posterior

por Círculo do Graal, em 02.03.13

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Toca-se com estas palavras o lugar mais doentio da Criação posterior. Aquele ponto que necessita da maior transformação, da depuração mais radical.

Se o homem da Criação posterior se tornou escravo do seu próprio raciocínio, mais ainda pecou a mulher.

Aparelhada com a maior delicadeza de sentimentos intuitivos, devia sem o mínimo esforço elevar-se à limpidez das alturas luminosas e formar a ponte para a humanidade inteira rumo ao Paraíso. A mulher! Ondas de Luz deviam perpassar por ela. Toda a sua conformação física, de matéria grosseira, está aparelhada para isso. A mulher necessita apenas querer com sinceridade, e todos os descendentes de suas entranhas terão de ser fortemente protegidos e rodeados pela força da Luz, já antes de seu nascimento! Nem podia ser de outra forma, porque cada mulher, em sua riqueza de sentimento intuitivo, pode quase sozinha condicionar a espécie do espírito da prole! Por isso ela, em primeiro lugar, permanece responsável por todos os descendentes!

 

É também, além disso, ricamente presenteada, através de ilimitadas possibilidades de influência sobre o povo todo, sim, sobre toda a Criação posterior. O ponto de partida de seu poderio mais forte é a casa, o lar! Somente aí é que reside sua força, seu ilimitado poder, e não na vida em público! No lar e na família se torna rainha, devido às suas aptidões. Do lar silencioso e íntimo se estende sua incisiva influência sobre todo o povo do presente e do futuro, abrangendo tudo.

Nada existe onde sua influência não se faça sentir incondicionalmente desde que ela permaneça lá, onde as aptidões femininas nela inerentes desabrochem em toda a plenitude. Contudo, somente quando a mulher é realmente feminina é que cumpre a missão que lhe foi estipulada pelo Criador. Então se torna completamente aquilo que pode e deve ser. E somente a verdadeira feminilidade educa silenciosamente o homem que quiser conquistar os céus, apoiado nessa serena atuação que contém poder inimaginável. E este então, movido por íntima naturalidade, procurará proteger de bom grado e alegremente a legítima feminilidade, tão logo ela se mostre verdadeira.

Todavia a mulher do mundo de hoje calca sob os pés seu poder verdadeiro e sua alta missão, passa cegamente por isso, destrói criminosamente todas as coisas sagradas que traz em si e, em lugar de atuar de modo construtivo, age destruindo, como o pior veneno na Criação posterior. Empurra o marido e também os filhos consigo, para o abismo.

Reparai na mulher de hoje! Deixai, pois, cair sobre ela um raio de luz com toda a inexorabilidade e objetividade que constituem sempre as condições complementares da pureza.

Dificilmente reconhecereis ainda os altos valores da autêntica feminilidade, nos quais se pode desenvolver aquela força pura que só é outorgada à sensibilidade mais fina da feminilidade, para que seja utilizada apenas beneficamente.

Um homem jamais poderá desenvolver aquela maneira eficaz de atuar. O tecer sereno daquela força invisível que o Criador deixa perfluir o Universo atinge primeiro e plenamente a mulher, com sua intuição mais delicada. O homem a recebe apenas parcialmente e a transforma em ações.

E da mesma forma como a força viva do Criador permanece invisível a todas as criaturas humanas, enquanto, todavia, sustém o Universo todo, nutrindo-o, movendo-o e impelindo-o, assim deve ser o tecer da verdadeira feminilidade; para isso ela foi criada, essa é sua elevada, pura e maravilhosa finalidade!

A expressão “mulher fraca” é ridícula, porque animicamente a mulher é mais forte do que o homem. Não em si, propriamente, mas por causa de ligação mais estreita com a força da Criação, que lhe propicia a mais delicada capacidade de intuição.

 

Entretanto, é exatamente isso que a mulher hoje procura esconder; faz tudo para embrutecê-la ou suprimi-la totalmente. Devido à vaidade ilimitada e à estupidez, ela renuncia aos dotes mais belos e valiosos que lhe foram atribuídos. Torna-se assim uma criatura expulsa da Luz, para a qual permanecerá fechado o caminho de regresso.

Em que se transformaram, pois, essas imitações de uma feminilidade régia! Com horror deve-se desviar delas. Onde é que se nota na mulher de hoje ainda o verdadeiro pudor, que representa a intuição mais delicada da nobre feminilidade! Está tão grotescamente desfigurada, que terá de ser entregue ao ridículo.

A mulher de hoje se envergonha, sim, de usar um vestido comprido, se a moda exigir um curto, mas não se envergonha de em festas despir cerca de três quartos do seu corpo, expondo-o aos olhares de todos. Aliás, não apenas aos olhares, e sim também às mãos, infalivelmente, durante a dança! E inescrupulosamente também se despiria ainda mais, se a moda exigisse, e até mesmo, provavelmente, tiraria tudo, segundo as experiencias atuais!

Isto não é afirmação excessiva. Disso tivemos até agora coisas bem degradantes. Não foi infelizmente uma expressão falsa, pelo contrário, bem verídica, quando se disse: “A mulher começa a se vestir para ir dormir!”

 

Delicados sentimentos intuitivos estipulam, além do mais, o sentido da beleza! Indubitavelmente. Se atualmente ainda se quiser julgar daí as delicadezas dos sentimentos intuitivos femininos, as coisas vão mal. O tipo dos vestidos divulga com bastante frequência e alarde exatamente o contrário, e essas pernas com meias transparentes de uma mulher ou até mesmo duma mãe dificilmente se coadunam com a dignidade feminina. O corte de cabelo à moda de homem e o moderno esporte feminino não desfiguram menos a legitima feminilidade! A vaidade é a inevitável acompanhante das futilidades da moda, que realmente nada deixa a desejar em perigos para o corpo e para a alma, e assim também, em grande parte, para a simples felicidade da família. Quantas mulheres há que preferem muitas vezes lisonjas grosseiras e aliás injuriosas de um individuo à-toa, ao atuar fiel do esposo!

Poder-se-ia assim apresentar muito, muitíssimo mais, como testemunho visível de que a mulher de hoje está perdida para a sua verdadeira missão nesta Criação posterior! E assim também todos os altos valores que lhe foram confiados e sobre os quais ela agora tem de prestar contas. Maldição recaia sobre essas criaturas ocas! Não são acaso vítimas das circunstâncias, pelo contrário, forçaram tais circunstâncias.

 

As grandes preleções a respeito do progresso em nada alteram o facto de que os propagadores desse tal progresso, juntamente com os seus fiéis seguidores, afundam cada vez mais e mais. Todos eles já enterraram seus verdadeiros valores. A maior parte do mundo feminino já não merece usar o nome honrado de mulher! Elas nunca poderão tornar-se homens, de modo que acabam ficando na Criação posterior apenas como zangões, que devem ser extirpados, segundo as leis indesviáveis da natureza.

A mulher da Criação posterior, entre todas as criaturas, é a que menos se encontra no lugar em que devia estar! Tornou-se, em sua espécie, a figura mais triste de todas as criaturas! Tinha, sim, que apodrecer na alma, por estar sacrificando levianamente seus mais nobres sentimentos intuitivos, sua força mais pura, à vaidade exterior e ridícula, e com isso zomba, sorridente, da determinação de seu Criador. Com tal superficialidade lhe será denegada a salvação, pois palavras as mulheres iriam rejeitar ou nem mais poderiam entender e assimilar.

Assim primeiro terá de surgir dos horrores a nova e verdadeira mulher, a qual deverá se tornar a medianeira e com isso também a base para uma nova vida e atuação humana desejadas por Deus na Criação posterior, mulher essa que se tornou livre do veneno e da podridão.

 

 

Abdruschin

                        

Dissertação, “A Mulher da Criação Posterior”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume I.

Esta dissertação (Pág. 163) pode ser lida em formato PDF, ao descarregar o livro.

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