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O que separa tantos seres humanos da Luz?

por Círculo do Graal, em 02.02.13

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

 Como uma noite profunda paira sobre esta Terra a escuridão de matéria fina! Já há muito tempo. Constringe a Terra num cerco tão denso e compacto, que cada sentimento intuitivo e luminoso que tenta subir assemelha-se a uma chama que por falta de oxigénio perde a força e, logo minguando, se extingue.

Terrível é esse estado da matéria fina que atualmente se manifesta com seus piores efeitos. Quem pudesse contemplar apenas por cinco segundos tais acontecimentos privar-se-ia de toda esperança de salvação, tamanho o seu pânico!

E tudo isso foi ocasionado por culpa da própria humanidade. Por culpa da sua propensão para o que é baixo. Tornou-se assim a humanidade a sua própria e maior inimiga. E mesmo os poucos que de novo se debatem com sinceridade para escalar as alturas correm o perigo de serem arrastados juntamente para as profundidades, onde se precipitam os outros com sinistra rapidez.

Dá-se como que um enlaçamento a que se segue forçosamente a absorção mortal. Absorção pelo pântano visguento e abafadiço, onde tudo submerge silenciosamente. Não é mais um lutar, e sim apenas um silencioso, mudo e sinistro estrangular.

 

E o ser humano não se dá conta disso. O torpor espiritual o torna cego ante fenómenos tão maléficos.

Entretanto, o pântano exala suas emanações contínuas e venenosas que acabam fatigando lentamente os que ainda têm forças e estão despertos, a fim de que terminem também submergindo adormecidos e sem forças.

Eis como é atualmente na Terra. Com isso não estou apresentando um quadro, mas sim Vida! Como tudo quanto é matéria fina tem formas, criadas e vivificadas pelo sentimento intuitivo das criaturas humanas, tal processo se desenrola de facto continuamente. E esse é o ambiente que aguarda as pessoas quando elas têm que sair da Terra, não podendo ser conduzidas para os páramos mais luminosos e mais belos.

Entretanto, as trevas se concentram cada vez mais.

 

Aproxima-se por isso a época em que a Terra deverá por um espaço de tempo ser entregue ao domínio das trevas, sem imediato auxílio da Luz, porque a humanidade forçou isso com sua vontade. As consequências dessa sua vontade, na maioria, obrigou a que se chegasse a tal contingência. – Trata-se do tempo que a João foi permito entrever outrora, em que Deus encobre Seu semblante.-

A noite estende-se em redor. Todavia, no auge das dificuldades, quando tudo, até mesmo o que há de melhor, está ameaçado de submergir, irrompe simultaneamente a aurora! Mas a aurora traz primeiramente as dores de uma grande purificação imprescindível, antes que possa começar a salvação dos que buscam com sinceridade, pois não poderá ser estendida mão alguma aos que aspiram a coisas baixas! Têm de cair até aos abismos aterrorizantes, onde unicamente poderão ter a esperança de despertar através de tormentos, os quais provocarão nojo de si próprios.

[…]

Tempo virá, sem dúvida, em que os corações de todos os seres humanos serão tocados com punhos férreos, quando com terrível inexorabilidade será extirpada a arrogância espiritual de todas as criaturas humanas. Então cairá também toda a dúvida que impede agora o espírito humano de se dar conta de que nada de Divino existe dentro dele, e sim muito alto, acima dele. E que só pode estar com imagem puríssima no altar de sua vida íntima, imagem essa que ele contempla em humilde oração.

 

Não é erro apenas, mas sim culpa, sempre que um espírito humano declara querer ser também Divino. Uma tal presunção acarretará sua queda, pois equivale à tentativa de arrancar o cetro da mão de seu Deus e de rebaixa-Lo ao mesmo degrau em que se encontra o ser humano, e cujo degrau ele nem sequer conseguiu preencher até agora, por querer vir a ser mais, voltando seu olhar para a altitude que nunca poderá atingir, nem sequer reconhecer. Com isso não se importou com a realidade, fez-se não somente inútil na Criação, como pior ainda, tornou-se nocivo!

Por fim a sua própria disposição falsa se encarregará de lhe demonstrar com sinistra nitidez que ele, em sua atual conjuntura tão baixa, não significa sequer a sombra de uma Divindade. O acúmulo de todo saber terreno, que foi juntado penosamente em milénios, reduzir-se-á a nada perante seus olhos apavorados; desamparado, vivenciará em si de que maneira os frutos de suas aspirações terrestres se tornam inúteis, transformando-se às vezes até mesmo em maldição. Então, poderá lembrar-se de sua própria Divindade, se conseguir!

De modo obrigatório retumbará em seus ouvidos: De joelhos, criatura, diante de teu Deus e Senhor! Não tentes injuriosamente arvorar-te a ti próprio a Deus!

A obstinação do preguiçoso espírito humano não prosseguirá.

Só então poderá a humanidade pensar também em ascensão.

 

E será então o tempo em que ruirá tudo o que não estiver em solo firme. As existências fictícias, os falsos profetas e respetivos círculos que os rodeiam se desmantelarão por si mesmos! Com isso também se tornarão evidentes os falsos caminhos de até então.

E muitos, satisfeitos consigo mesmos, reconhecerão, atónitos, que se encontram rente a um abismo e, guiados erroneamente, estão deslizando rapidamente para baixo, quando supunham com presumido orgulho estarem se elevando e se aproximando da Luz! Que abriam portas de proteção, sem dispor de força suficiente para a defesa. Que atraíam perigos sobre si, que num curso normal seriam transpostos por eles. Feliz daquele que então encontrar o caminho certo para a volta!

 

Abdruschin

 

 

Excerto da Dissertação, “O que separa hoje tantos seres humanos da Luz?”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume I.

Esta dissertação (Pág. 113) pode ser lida em formato PDF, ao descarregar o livro.

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