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A moderna ciência do espírito

por Círculo do Graal, em 19.01.13

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Moderna ciência do espírito! Quanto não se acha reunido sob essa bandeira! Quanto não se encontra aglomerado e quantas lutas não se travam aí em baixo! Trata-se de uma arena de sérias pesquisas, pouca sabedoria, grandes planos, vaidade, estupidez e muitas vezes também duma vazia fanfarronice e, mais ainda, de interesses comerciais sem escrúpulos. Não raro florescem dessa balbúrdia a inveja e o ódio sem limites, redundando por fim em pérfidas vinganças da mais baixa classe.

Em tais circunstâncias, não é de admirar, por conseguinte, que muitas pessoas se esquivem de todo esse pandemónio, como se fossem se envenenar, caso entrassem em contacto com isso. E nem se diga que não têm razão, pois inúmeros adeptos da ciência do espírito nada mostram em sua co0nduta que atraia ou empolgue deveras; pelo contrário, tudo neles desperta nos outros as maior cautela.

É curioso que todo o domínio da denominada ciência, confundida muitas vezes pelos malévolos ou pelos ignorantes com as ciências ocultas, constitua ainda hoje uma espécie de terra livre, onde qualquer pessoa pode introduzir suas ideias e confusões, desimpedida e irrefreadamente, sem incorrer em castigo.

Vale por isso. Contudo, as experiências já ensinaram bastantes vezes que isso não é assim!

 

Inúmeros desbravadores nesse domínio, que tiveram a suficiente leviandade de ousar alguns passos por aí adentro, contando apenas com conhecimentos imaginários, tornaram-se vítimas indefesas de seu descuido. E não deixa de ser lamentável que tantas vítimas tenham caído, sem que com isso pudesse ser proporcionado o mínimo lucro para a humanidade!

Cada um desses casos, propriamente, deveria ter sido uma prova de que o caminho tomado não é o certo, visto ocasionar só malefícios e até destruição, e nunca bênção alguma. No entanto, com uma teimosia toda especial são mantidos esses falsos caminhos e feitos sempre novos sacrifícios; ante cada grãozinho de qualquer evidência reconhecida na gigantesca Criação, levanta-se enorme gritaria e escrevem-se inúmeras dissertações, que devem espantar muitos pesquisadores sinceros, porque aí se torna nitidamente sensível um tatear incerto.

Todas as pesquisas empreendidas até agora, na realidade, podem ser chamadas de uma perigosa brincadeira com um fundo de boa intenção.

O setor da ciência do espírito, encarado como campo livre, nunca poderá ser percorrido impunemente, enquanto previamente não se souber levar em conta as leis espirituais em toda a sua amplitude. Toda e qualquer oposição consciente ou inconsciente, isto é, a “não-observância” das mesmas, o que equivale a uma transgressão, atingirá, por efeito de retorno inevitável, os ousados, frívolos ou levianos que não as consideram exatamente ou que não conseguem considerá-las.

 

Querer percorrer o extraterreno com meios e possibilidades terrenas outra coisa não é senão deixar uma criança, ainda não desenvolvida e ainda não familiarizada com os perigos terrenos, numa mata virgem, onde apenas um adulto, correspondentemente aparelhado, em sua força plena e com toda a cautela, tenha probabilidades de passar incólume.

Não é diferente com relação aos modernos cientistas do espírito em seu atual modo de trabalhar, mesmo quando se tenham na conta de sinceros e que só por causa da ciência se atrevem a tanto, a fim de ajudar os seres humanos a transpor uma fronteira onde desde há muito estacionam, batendo na porta.

Como crianças esses pesquisadores se quedam ali, desamparados, tateando, ignorando os perigos que a qualquer momento podem sobrevir ou através deles irromper sobre outras pessoas, tão logo com suas experiências incertas cavem uma brecha ou abram uma porta na muralha de natural proteção que, para muitos, melhor fora se permanecesse fechada.

Tudo isso só pode ter a designação de leviandade, e não de ousadia, enquanto os que querem avançar assim não souberem exatamente se têm o poder de dominar imediatamente de modo total todos os perigos que se apresentarem, não apenas em defesa própria, mas também alheia.

De maneira a mais irresponsável agem os “pesquisadores” que se entregam a experiências. Sobre os crimes da hipnose, repetidas vezes já foram feitas referências. (*)

[…]

 

Abdruschin

 

(*) Dissertação “O Crime da Hipnose”, vol II.

 

Excerto da Dissertação, “A Moderna ciência do espírito”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume I.

Esta dissertação (Pág. 97) pode ser lida em formato PDF, ao descarregar o livro.

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