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A Luta

por Círculo do Graal, em 12.01.13

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

De duas conceções do mundo, em rigorosa oposição uma à outra, não se podia falar até agora. A expressão luta é, portanto, inadequadamente escolhida para o que ocorre deveras entre os seres humanos de raciocínio e os que buscam com sinceridade a Verdade.

Tudo quanto aconteceu até agora consistiu em ataques unilaterais dos seres humanos de raciocínio; ataques esses que para os observadores serenos têm de parecer visivelmente infundados e muitas vezes ridículos. Contra todos aqueles que essencialmente procuram o desenvolvimento espiritual cada vez mais alto, mesmo conservando serena reserva, irrompem zombarias, hostilizações e até mesmo perseguição da pior forma. Há sempre alguns que experimentam com escárnio ou com violência fazer recuar os que se esforçam para cima, e tudo fazem para lançá-los em sonolências obtusas ou em marasmos hipócritas das massas.

 

Muitos acabavam se tornando com isso autênticos mártires, porque não somente a grande maioria humana como também os poderes terrenos estão do lado das criaturas humanas de raciocínio. E o que estas podem dar já se acha nitidamente indicado na palavra “raciocínio”. Isto é: limitação estreita da capacidade de compreensão, visando o puramente terreno, portanto, a ínfima parte da verdadeira existência.

Que isto não pode de maneira alguma trazer algo de perfeito, aliás nada de bom, para uma humanidade cuja existência se passa principalmente através de partes que as próprias criaturas humanas dominadas pelo raciocínio fecharam para si, é perfeitamente compreensível. Sobretudo quando se considera que exatamente a diminuta vida terrestre deve se tornar um momento decisivo para toda a existência, acarretando incisivas intervenções em outras partes que são para os seres humanos de raciocínio completamente incompreensíveis.

A responsabilidade dos seres humanos de raciocínio, já tão decaídos, cresce desse modo para dimensões enormes, contribuindo com forte pressão para comprimi-los cada vez mais depressa ao encontro do alvo escolhido, para que eles finalmente sejam obrigados a usufruir os frutos daquilo que propagaram com presunção e tenacidade.

 

Como seres humanos de raciocínio se deve compreender aqueles que se submeteram incondicionalmente ao seu próprio raciocínio. Julgaram-se estes, desde milénios, e de maneira esquisita, possuidores do direito absoluto de impor suas convicções restritas, usando da lei e da violência também sobre aqueles que desejam viver de conformidade com outras convicções. Essa arrogância totalmente ilógica reside por sua vez apenas na restrita capacidade de compreensão dos seres humanos de raciocínio, a qual não consegue elevar-se mais alto.  Exatamente a ligação lhes traz um assim chamado clímax de compreensão, facto pelo qual têm de surgir tais ilusões presunçosas, por acreditarem que se encontram realmente nas alturas máximas. De facto, para eles, assim o é, pois há ali um limite que não conseguem transpor.

[…]

O saber do desenvolvimento das religiões com todos os seus erros e falhas não leva os seres humanos para mais perto de Deus, o mesmo se dando com a interpretação intelectiva da Bíblia ou de outros escritos valiosos das diferentes religiões.

O raciocínio está e permanece ligado ao espaço e ao tempo, portanto preso à Terra, ao passo que a Divindade e por conseguinte também o reconhecimento de Deus e de Sua Vontade está acima do tempo, do espaço e de tudo quanto é transitório, nunca podendo por essa razão ser compreendido pelo limitado raciocínio.

Por esse simples motivo o raciocínio não é destinado para elucidar valores eternos. Contradizer-se-ia a si próprio. Assim, pois, quem nestes assuntos se vangloria de habilitações universitárias, querendo desprezar as pessoas que não se deixam influenciar, já comprova sua incapacidade e estreiteza. As pessoas que pensam intuirão logo a unilateralidade e se acautelarão com aquele que as põe de sobreaviso de tal maneira!

Somente os predestinados podem ser legítimos mestres. E predestinados são aqueles que trazem em si a capacitação. Tais dons de capacitação não requerem contudo formação universitária, e sim vibrações duma apurada capacidade intuitiva que consegue se elevar acima do tempo e do espaço, isto é, ultrapassar os limites da compreensão do raciocínio terreno.

 

Além disso, todo ser humano de interior liberto sempre dará valor a uma coisa ou a uma doutrina pelo que ela traz, e não por quem a apresenta. Esta última hipótese é, para aquele que examina, um testemunho de pobreza como não pode ser maior. Ouro é ouro, quer esteja nas mãos de um príncipe, quer nas dum mendigo.

Essa irrevogável realidade, porém, procura-se omitir e alterar com tenacidade, justamente nas coisas mais preciosas do ser humano espiritual. Evidentemente com tão pouco resultado como no caso do ouro. Pois aqueles que procuram deveras com sinceridade não se deixam influenciar por tais manobras de desvio em averiguar pessoalmente. Já os que se deixam influenciar através disso ainda não estão amadurecidos para o recebimento da Verdade, ela não é para eles.

Contudo, distante não está a hora em que deve começar uma luta que até aqui faltava. A unilateralidade acabará e virá um confronto rigoroso, destruindo todas as falsas presunções.

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação, “A Luta”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume I.

Esta dissertação (Pág. 93) pode ser lida em formato PDF, ao descarregar o livro.

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