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Castidade

por Círculo do Graal, em 15.12.12

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

A castidade é um conceito tornado tão incrivelmente limitado pelos seres humanos, que nada resta de sua significação real, tendo sido mesmo arrastado por um caminho falso, e como consequência natural essa deformação trouxe para muitas pessoas uma opressão inútil e mesmo muitas vezes um inaudito sofrimento.

Perguntai onde quiserdes o que vem a ser a castidade e por toda a parte vos será dada como resposta a ideia duma castidade corporal, explicada de alguma maneira; em todo caso culmina nisso a conceção dos seres humanos terrenos.

Isso dá testemunho completo do restrito modo de pensar das criaturas humanas subordinadas ao raciocínio, que demarcou os limites de tudo o que é terrestre, por não poder alcançar mais longe com suas capacidades nascidas do terrenal.

Como seria fácil para o ser humano fazer-se passar por casto, criar para si uma reputação nesse sentido, enquanto se expõe ao sol duma autoglorificação vaidosa. Com isso, porém, não consegue dar um passo para as alturas, rumo aos jardins luminosos, que constituem o Paraíso, a meta final e bem-aventurada de cada espírito humano.

 

Nada adianta ao ser humano terrestre conservar casto seu corpo terreno e macular seu espírito, pois assim jamais conseguirá transpor as soleiras que dão acesso dum degrau a outro para cima.

A castidade é coisa bem diversa do que os seres humanos imaginam, muito maior, mais ampla, não exige que se coloquem contra a natureza, pois isso seria uma transgressão às leis que vibram na Criação de Deus, o que não pode ficar sem efeitos prejudiciais.

A castidade é o conceito terreno da Pureza, que é Divina. Em cada espírito humano o esforço para atividades materiais é um reflexo pressentido da evidência Divina. A Pureza é Divina, a castidade é a sua imitação pelo espirito humano, isto é, uma imagem espiritual que pode e deve se tornar visível na atuação terrena.

Isto deveria bastar como lei básica, para que cada espírito humano amadurecido cumprisse a castidade. Mas na Terra o ser humano, sob a pressão de diversos desejos egoísticos, tende a iludir-se a si próprio em algo que na realidade nem existe nele, somente para obter a satisfação de seus desejos.

 

O egoísmo caminha sempre na vanguarda e atordoa assim a vontade realmente pura! O ser humano nunca confessaria isso a si próprio e se deixa levar calmamente. Quando já não sabe mais o que alegar a si mesmo, então ele chama muitas vezes, sua inequívoca tendência, de contingência do destino, à qual tem de se submeter, para conseguir a satisfação de seus contestáveis desejos pessoais.

Por isso necessita, como apoio e regra, ainda de outras indicações que o ajudem a vivenciar e reconhecer o que realmente seja a castidade, de como reside na Vontade de Deus, que não quer na Terra nenhuma separação da natureza.

No Divinal a Pureza se acha estreitamente unida ao Amor! Por conseguinte, na Terra a criatura humana não deve também procurar separá-la, se quiser obter bênçãos.

Entretanto, também o Amor na Terra é apenas uma caricatura má daquilo que ele realmente é. Por isso, ele não pode, sem antes sofrer uma transformação, unir-se ao verdadeiro conceito da Pureza.

 

Dou com isso a todos quantos se esforçam por atingir a castidade uma indicação que proporciona o apoio de que o ser humano precisa na Terra para viver de tal maneira como está nas leis da Criação e como, portanto também é de agrado a Deus:

“Todo aquele que ao agir reflete que não deve causar dano a seu semelhante, o qual nele confia, nem empreender nada que possa oprimi-lo, então acabará agindo sempre de forma a permanecer espiritualmente sem carga de culpas e por essa razão poderá realmente ser chamado casto!”

As palavras singelas, compreendidas direito, podem guiar o ser humano através de toda a Criação, inteiramente protegido, e soerguê-lo aos jardins luminosos, sua Pátria verdadeira. As palavras são a chave para a atuação certa na Terra, pois a verdadeira castidade repousa nelas.

Jesus, Filho de Deus, expressou exatamente a mesma coisa com as seguintes palavras:
“Ama a teu próximo como a ti mesmo!”

 

Deveis, contudo, acautelar-vos de cair nos antigos erros humanos e de ajeitar outra vez o sentido das palavras e deformá-las parcialmente, para que sirvam os vossos interesses egoísticos, apaziguando-vos quando agis erradamente, embalando o descuido de vosso próximo ou até iludindo-o.

Assimilai tais palavras conforme em verdade devam ser assimiladas, e não como vos parecer comodo e consentâneo com vossos caprichos. Então elas serão para vós como a espada mais afiada em vossas mãos, com a qual podereis combater todas as trevas, bastando quererdes. Tornai vivas essas palavras dentro de vós de modo certo, a fim de abrangerdes a vida na Terra como vencedores jubilosos, cheios de gratidão!

 

Abdruschin

 

Dissertação, “Castidade”, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume I.

Esta dissertação (Pág. 71) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou descarregar o livro.

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