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No limite da matéria grosseira

por Círculo do Graal, em 28.02.15

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

 

Milhões de seres humanos terrenos se consideram buscadores, mas não o são! Entre a busca humilde e a pesquisa arrogante existe grande diferença.

Mesmo assim eles se denominam buscadores da Verdade e até presumem já serem sábios nesse pesquisar.

Poder-se-ia classificar tal presunção, simplesmente, como ridícula e grotesca, se tantas vezes não tivesse perigos em si, facto que sempre ocorreu. Pois pesquisar, perscrutar, é apenas trabalho do intelecto. O que pode, porém, esse raciocínio, que provém de cérebros de matéria grosseira e por isso também sujeitos às leis primordiais da Criação de matéria grosseira, pesquisar do que é espiritual, do qual em espécie nada tem de análogo. Nesse único facto, inteiramente natural, já tem de malograr tudo!

 

Já no limite da parte fina da matéria grosseira o ser humano não pode prosseguir com a sua vontade de pesquisar.

A matéria fina é e permanecerá para o raciocínio humano uma espécie estranha, com a qual não pode estabelecer ligação. Sem ligação, porém, nunca pode haver uma compreensão, nem mesmo um enxergar ou um escutar, menos ainda um pesquisar, examinar ou classificar nos conceitos de matéria grosseira que ao raciocínio não podem faltar, como prova de que se encontra sob as leis de matéria grosseira, às quais permanece firmemente ligado.

Assim, cada “buscador” de até então, ou “perscrutador espiritual”, permaneceu sempre estreitamente ligado à matéria grosseira e nunca pôde ir além de seus limites mais finos, mesmo com reais feitos de valor. A lei primordial da Criação o retém ferreamente. Não há para ele qualquer possibilidade de prosseguir.

Por essa razão tinham também de malograr frequentemente, de modo tão calamitoso, muitas das chamadas comissões examinadoras, que se dignavam a “examinar” propriedades mediúnicas e os seus resultados, ou se sentiam incumbidas disso, no que se refere à sua legitimidade, a fim de pronunciar um julgamento, segundo o qual a humanidade devesse se orientar.

 

Calamitoso malogro esteve sempre ao lado desses examinadores, embora quisessem deixar parecer o contrário, acreditando também eles mesmos, certamente, no seu julgamento. A consequência das inflexíveis leis da Criação, porém, prova o contrário e fala contra eles. Qualquer outra argumentação é contra a imutabilidade das leis Divinas, portanto obra humana falsa e errónea, à qual a baixa vaidade e presunção da mais estreita limitação servem como motivo propulsor.

Pelo mesmo motivo também os tribunais terrenos enfrentam hostilmente todos os acontecimentos de matéria fina, porque simplesmente não estão em condições de se familiarizar com coisas que se encontram tão extremamente distantes da sua compreensão.

Isto, porém, é erro deles próprios, como consequência de seu estreitamento, que criaram para si devido à indolência de seu espírito, o qual deixam calmamente dormir, enquanto consideram o raciocínio terreno, que se origina da matéria grosseira, como seu espírito, prezando-o como tal. Não são sempre, absolutamente, erros daqueles a quem eles intimam. Não obstante, jamais hesitariam em julgar coisas que não compreendem, de modo contrário às leis Divinas! Mais ainda, devido a essa incompreensão, muitas vezes procuraram atribuir a reais fenómenos de matéria fina, bem como espiritual, o propósito de consciente mistificação, de fraude até!

[…]

Tudo quanto não utilizardes zelosamente de maneira certa, tem de se atrofiar e se perder para vós com o tempo. A adaptação auto atuante é mera consequência da lei da Criação do movimento! É apenas um de seus múltiplos efeitos. Tudo quanto não se move de maneira certa, naturalmente também o que não se mantém permanentemente no movimento necessário, tem de se atrofiar e por fim perder totalmente também qualquer forma de matéria grosseira, pois cada forma se molda somente segundo a espécie do movimento.

Não objeteis, acaso, que isso se contrapõe ao saber da frase de que o espírito molda o corpo. Nisso está apenas a confirmação, mostra a inamovibilidade dessa lei, pois cada vontade de um espírito é movimento, que prosseguindo gera outros movimentos!

Ide e procurai na natureza. Observai a própria Criação. Encontrareis peixes que não podem nadar, porque tiveram dificuldade para se manter nas correntezas fortes das águas, tendo por isso preferido permanecer no fundo. Atrofiou-se-lhes a vesícula natatória, perdendo-se também com o tempo totalmente. Tendes também as aves que não podem voar. Pensai nos pinguins, nos avestruzes e ainda em muitas outras. Desenvolve-se e conserva-se sempre apenas aquela parte, aquela capacidade, que também for utilizada, que, portanto, atua na lei do movimento necessário.

 

Vós, porém, despendestes milénios para agarrar-vos literalmente com todas as forças ao mais baixo e limitadíssimo reino da matéria grosseira, porque o considerastes como sendo tudo para vós; enterrastes-vos nele e agora não podeis mais olhar para cima! Para tanto perdestes a capacidade, desacostumastes-vos dela devido à indolência de vosso espírito, que não quer mais se movimentar em sentido ascendente, e hoje em muitos já não pode mais se movimentar!

Por isso agora torna-se também difícil para vós compreender a Palavra proveniente das alturas máximas, e para muitos será completamente impossível. Quem quiser medi-la exclusivamente com o raciocínio jamais reconhecerá o verdadeiro valor, pois terá então que arrastar para baixo a Palavra de Deus, para a compreensão de matéria grosseira, de nível inferior. Ele, que ainda pode pensar somente de modo restrito, diminuirá também a Palavra segundo a sua própria compreensão, portanto, não a reconhecerá e facilmente a colocará de lado, por não distinguir aquilo que realmente contém!

Contudo, nessa sua mesquinhez gostará de falar sobre ela e de criticá-la, talvez até quererá aviltá-la, pois tais pessoas fazem exatamente tudo aquilo que testemunha a estreiteza de seu querer saber, que fala nitidamente da incapacidade de um profundo pesquisar. Podeis presenciar a mesma coisa, diariamente, por toda a parte, como pessoas realmente estúpidas se julgam especialmente inteligentes e procuram falar sobre tantas coisas, a respeito do que uma pessoa sensata se cala. A estupidez é sempre importuna.

 

Observai, pois, todos aqueles que gostam de falar ostensivamente de acontecimentos de matéria fina ou até de acontecimentos espirituais. Logo percebereis que nada sabem realmente sobre isso. Principalmente aqueles que muitas vezes falam sobre o carma! Deixai tais pessoas dar-vos uma explicação sobre o carma. Ficareis atónitos ante a desordenada confusão que aí ouvireis.

E quem não fala a respeito, mas pergunta com humildade, primeiramente olhai-o mais de perto, antes de responderdes. A maioria dos que fazem perguntas a esse respeito quer somente descobrir no carma uma desculpa para si e para as suas fraquezas. Estão sequiosos por isso, a fim de, na crença em seu carma, conservar calmamente suas fraquezas e às vezes até impertinências, com a autodesculpa, de que a causa é seu carma, se lhes resultar algo desagradável disso. Com expressão hipócrita suspiram prazerosamente: “É meu carma, que tenho de resgatar!” Mesmo se com um pouco de consideração para com o próximo e um pouco de autoeducação pudessem modificar e evitar muita coisa, continuam com o suspirar, com o que se tornam tiranos do ambiente, destruindo a harmonia!

Não pensam e nem querem pensar que justamente assim acarretam um carma que os faz retroceder séculos!

 

Tagarelice, nada mais do que tagarelice é tudo isso, oriunda da falta de verdadeira boa vontade e da vaidade! É uma pena por todo o minuto que uma criatura humana sacrifica a tais indolentes do espírito. Não vos importeis com eles e tomai a sério uma coisa: quem realmente sabe, jamais tagarelará!

Ele não utiliza seu saber para conversa, nem o oferecerá para isso! Apenas dará resposta a uma pergunta séria e mesmo assim de modo hesitante, até ficar ciente de que se trata de vontade realmente sincera que impele o indagador a isso.

A conversa das criaturas humanas a esse respeito é, na maior parte, apenas som vazio, pois a compreensão de todos os seres humanos terrenos não pode ultrapassar os limites da matéria grosseira, devido aos erros que cometeram na Criação e que os mantêm embaixo devido à indolência de seus espíritos, espíritos que confundiram com raciocínio terreno, criando assim para si próprios a limitação inferior.

 

Deixai, doravante, ó criaturas humanas terrenas da época atual, de formar juízo sobre coisas que não podeis compreender!

Demasiado pesada é a culpa, que com isso atirais sobre vós. Não menos pesada do que aquela que outrora os seres humanos lançaram sobre si, quando por bronca cegueira jogaram muitos milhares ao sofrimento e à miséria, tirando de muitos também a vida terrena com a morte pelo fogo, após dias cheios de martírios. Perante a lei do Senhor é o mesmo se hoje acusardes tais pessoas de fraude ou apenas de grosseira mistificação!

Esforçai-vos, finalmente, em cumprir vossos deveres para com vosso Deus e em reconhecer as leis de Deus, antes de quererdes julgar! Não tendes direito algum de esperar por perdão. Vós mesmos perdestes o direito a isso, devido a vossa própria lei de que o desconhecimento não pode proteger ninguém do castigo!

Olho por olho, dente por dente, assim sucederá agora com aquelas criaturas humanas que não querem de modo diferente e não ouvem a lei do Senhor!

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação, “No limite da matéria grosseira”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume III.

 

Leia a dissertação (21) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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