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Uma nova lei

por Círculo do Graal, em 31.01.15

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

 

Eu vos disse: “Permitido vos é peregrinar através das Criações por vosso desejo, tornando-vos autoconsciente; contudo, não deveis causar sofrimento algum a outrem, a fim de satisfazer com isso a própria cobiça.”

Nada existe na Criação que não vos seja permitido usufruir, no sentido em que a Criação vos dá, isto é, com a mesma finalidade para o que foi desenvolvido. Mas em muitas coisas não conheceis as finalidades específicas, cometendo o erro de muitos exageros, que têm de acarretar dano ao invés de proveito. Assim, muitas vezes o querer experimentar, o querer conhecer e o usufruir, crescendo, se tornam em pendor, que por fim vos mantém agrilhoados, escravizando rapidamente a livre vontade, de modo que vos tornais, por vós próprios, servos ao invés de senhores!

Nunca vos deixeis subjugar pelos prazeres, porém tomai apenas aquilo que é necessário na vida terrena para a manutenção dos bens confiados a vós e respetivo desenvolvimento. Com o exagero impedis qualquer desenvolvimento, não importa tratar-se aí do corpo ou da alma. Com o exagero impedis da mesma maneira como com a omissão ou a imperfeição. Estorvais o grande desenvolver desejado por Deus! Tudo quanto quiserdes contrapor a esses erros, na melhor boa vontade de equilibrar, para reparar, permanece apenas serviço de reparação, deixando lugares remendados de feia apresentação e que jamais podem ter o aspeto de uma obra uniforme, sem remendos.

 

Na realização da promessa: “Tudo deve tornar-se novo”, não se encontra o sentido de transformação, mas de uma nova formação após o desmoronamento de tudo quanto o espírito humano entortou e envenenou. E visto nada existir que o ser humano, em sua presunção, ainda não tenha tocado nem envenenado, assim tudo tem que ruir, para então se tornar novo, mas não segundo a vontade humana, como até agora, e sim segundo a Vontade de Deus, que nunca foi compreendida pela ainda alma humana corroída devido à vontade própria.

A humanidade tocou em tudo quanto a vontade de Deus criou, todavia não reconheceu, conforme teria sido a obrigação de cada espírito humano. Tocou presunçosamente, considerando-se mestre e com isso apenas desvalorizou e conspurcou toda a pureza.

Que sabe afinal o ser humano sobre o conceito da pureza! O que ele já fez de modo injurioso e mesquinho da ilimitada excelsitude da verdadeira pureza! Turvou esse conceito, falsificou-o, arrastou-o aos seus baixios de suja cobiça, onde não conhece mais a intuição do seu espírito, seguindo exclusivamente os limites estreitos do sentimento, criado pelo seu raciocínio através do efeito retroativo de seu próprio pensar. Mas o sentimento deverá tornar-se novamente puro no futuro!

 

O sentimento é, com relação à intuição, aquilo que o raciocínio deve se tornar com relação ao espírito: um instrumento para a atuação na vida de matéria grosseira! Hoje, porém, o sentimento está sendo degradado e rebaixado a instrumento do raciocínio e com isso desonrado. Assim como com o pecado hereditário de um domínio do raciocínio, o espírito já fora rebaixado e algemado, o qual tem a intuição como expressão de sua atuação, da mesma forma o sentimento, mais grosseiro produzido, pelo raciocínio, teve que, simultânea e automaticamente, triunfar sobre a pureza da intuição espiritual, oprimindo-a e intercetando-lhe uma possibilidade de atuação sadia na Criação.

Aquele erro acarretou logicamente outro como consequência natural. Acontece assim que as criaturas humanas, hoje, também nisso seguram chumbo em lugar de ouro, sem se darem conta disso, e consideram esse chumbo como ouro, ao passo que nem conhecem mais a pura intuição.

Como, porém, o espírito deve ficar ligado com o raciocínio na graduação certa, o espírito dominando e conduzindo e o raciocínio servindo como instrumento na abertura do caminho e criando possibilidades para a execução da vontade do espírito na matéria, assim também deve a intuição, simultaneamente, agir conduzindo e vivificando, enquanto o sentimento, seguindo a condução, transmite a atuação para a matéria grosseira. Então o sentimento assumirá também, finalmente, formas mais nobres mui rapidamente, apagando depressa, no voo às alturas, o desmoronamento do lastimável conceito moral que só pode surgir devido ao domínio do sentimento da época atual!

[…]

Na matéria grosseira precisais mais mandamentos do que nos mundos de matéria fina, onde todos os espíritos humanos só podem conviver com a sua igual espécie, mesmo que essa igual espécie tenha muitas gradações, apresentando com isso múltiplas formas.

Pelo cumprimento deste conselho vós vos tornais agora livres de um pesado e inútil fardo com que a humanidade sempre de novo se sobrecarrega.

Não tomeis nenhum exemplo do Além, que está submetido a leis mais simples. Também os que lá se encontram têm de aprender primeiro na nova era prometida como a era do milénio. Não são mais inteligentes do que vós, e sabem também apenas aquilo que é necessário saber para seu plano. Por isso ainda terá de ser cortada essa ligação dos espíritas, lá onde somente traz desgraça, através de equívocos e tola presunção que já trouxe tantas interpretações erradas de muitas coisas de valor, confundindo com isso as massas ou impedindo-as agora de reconhecer a verdade.

 

Não vos deixes confundir, mas atentai em meu conselho. É para vosso auxílio e poderíeis desde já reconhecer facilmente o valor, se olhásseis mais atentamente em vosso redor! Não deveis agora, sem motivo, suprimir algo que acaso já existe. Com isso não se consegue nenhuma solução. Seria a tentativa de uma transformação errada e insalubre! Mas agora deveis agir nisso de modo diferente, não mais impensada e levianamente. Deveis construir de maneira totalmente nova. O velho rui por si mesmo.

E se eu ainda vos disser:

“Uma pessoa nunca deve conviver com uma outra, a quem não pode prezar!” Então tereis para vossa existência terrena aquilo, a fim de poder permanecer livre de carma. Tomai isto como princípio em vosso caminho.

 

Contudo, para poder subir, tem de existir em vós o anseio pelo puro e luminoso Reino de Deus! O anseio para isso soergue o espírito! Por conseguinte, pensai permanentemente em Deus e em Sua Vontade! Contudo, não formeis disso uma imagem! Teria de ser errada, porque o espírito humano não pode conceber o conceito de Deus. Por isso lhe é dado compreender a Vontade de Deus, a qual tem de procurar sinceramente e com humildade. Tendo reconhecido a Vontade, então nela reconhecerá Deus! Tão-somente esse é o caminho para Ele!

Até agora, entretanto, o ser humano ainda não se empenhou direito em compreender a Vontade de Deus, em encontrá-la; pelo contrário, tem anteposto sempre a vontade humana, exclusivamente! Vontade essa que se originou dele próprio, como corporificação dos desejos humanos e do instinto de autoconservação, o que está em desacordo com as automáticas vibrações ascendentes de todas as leis primordiais da Criação!

Encontrai, portanto, o caminho para a verdadeira Vontade de Deus na Criação; nisso, então, reconhecereis Deus!

 

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação, “Uma nova lei”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume III.

 

Leia a dissertação (17) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

 

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