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Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

As tendências tanto do aprendizado do ocultismo, como da assim chamada reforma da vida, escolheram um elevado alvo; alcançá-lo significaria uma época mais adiantada no desenvolvimento da humanidade. O tempo da concretização desses valiosos alvos de facto virá. Os esforços que agora surgem para esse fim, somente fazem parte do processo de fermentação dessa nova era.

Enquanto os guias das tendências ocultistas, imbuídos das melhores intenções, tomaram um caminho totalmente errado no terreno para eles próprios desconhecido, que nada de diferente alcança a não ser abrir livre passagem para as trevas, expondo a humanidade a perigos aumentados do Além, outrossim, os assim chamados reformadores da vida, para conseguirem seu alvo digno de louvor, ultrapassam-no de muito, em relação à época atual!

As atividades de ambas as partes devem ser empreendidas diferentemente. Os exercícios espirituais exigem desde a base uma maneira mais elevada do que até aqui tem sido feito. Há de se enveredar aí por um caminho totalmente diferente, a fim de poder chegar às alturas. O atual caminho leva exclusivamente ao cipoal inferior do Além, onde a maior parte dos seguidores é inteiramente enlaçada pelas trevas e arrastada para baixo.

 

O caminho certo tem de conduzir para o alto desde o início, e não deve perder-se primeiro em ambientes inferiores e no máximo de nível idêntico. Os dois caminhos não têm nenhuma semelhança, já são completamente diferentes desde sua espécie básica. O caminho certo logo eleva interiormente; segue, portanto, já desde o início para cima, sem tocar antes no ambiente de matéria fina equivalente, muito menos ainda no inferior, pois isso é desnecessário, uma vez que no sentido normal só deve haver um aspirar da Terra para cima. Por isso seja feita novamente uma séria advertência com relação a todo o acrobatismo do espírito.

Necessita o espírito durante sua existência terrena, imprescindivelmente, de um corpo sadio e robusto, terrenalmente em estado normal, para o pleno cumprimento de sua finalidade de existir. Alterando-se esse estado do corpo, tal alteração perturba a harmonia deveras necessária entre o corpo e o espírito. Só essa proporciona um desenvolvimento sadio e eficaz do espírito, impedindo excrescências doentias.

O corpo sadio e não oprimido, devido ao seu estado normal, harmonizará sempre com o espírito de modo absolutamente natural, proporcionando-lhe assim uma base firme na matéria, na qual o espirito não se encontra sem finalidade, e dando-lhe outrossim o melhor auxílio para cumprir de modo integral essa sua finalidade de autodesenvolvimento e concomitante beneficiamento da Criação.

 

Cada corpo gera determinadas irradiações que o espírito necessita categoricamente para a sua atividade na matéria. Antes de tudo é a tão misteriosa força sexual, que fica independente do instinto sexual. No caso de uma alteração da harmonia entre o corpo e o espírito, essa força que atua transpassando e irradiando é puxada para outra direção e assim enfraquecida em sua finalidade real.

Isso ocasiona um estorvo ou paralisação do cumprimento na existência do espírito na matéria. A consequência disso é que também o espírito não pode atingir um desenvolvimento normal e, por essa razão, terá de recair enfraquecido, incondicionalmente, em qualquer ponto posterior de sua desejada escalada, por ter de recuperar uma grande parte do seu curso evolutivo, devido à natureza da coisa. Pois o que ele negligencia na matéria grosseira, não pode recuperar na matéria fina, porque lá lhe faltam, para tanto, as irradiações do corpo de matéria grosseira. Terá que voltar, para preencher essa lacuna.

Nesses acontecimentos também se encontra uma tão nítida objetividade, um fenómeno tão natural e simples, que nem pode ser diferente. Qualquer criança certificar-se-á disso claramente, achando lógico, se tiver compreendido acertadamente as leis básicas. Preciso ainda de toda uma série de dissertações, para trazer tão perto da humanidade a Criação grandiosa, de forma que ela mesma possa ver todos os fenómenos em suas naturalíssimas sequências, regressiva e progressivamente, na incomparável e maravilhosa conformidade de leis.

 

Esse desvio da força sexual indispensável ao espírito na matéria pode dar-se de diversas maneiras. Por excesso das práticas sexuais ou apenas por seu excitamento. Bem como pelo aprendizado do ocultismo ou pelos falsos exercícios espirituais, quando o espírito chama a si violentamente essa força do corpo amadurecido, para desperdiçá-la nessa espécie de atividade errada e inútil. Em ambos os casos uma aplicação errada que, com o tempo, acarretará também enfraquecimento do corpo.

O corpo enfraquecido, por sua vez, não pode produzir mais irradiações tão fortes como o espirito realmente necessita, e assim um adoece pelo outro mais e mais. Chega-se desse modo a uma unilateralidade que sempre se processa em detrimento da finalidade correta, acarretando por isso danos. Não quero entrar aqui em pormenores sobre outros desvios, onde o espirito, identicamente, necessita demais da força sexual para finalidades erradas, dispondo por isso de menos para a finalidade principal, assim como na leitura de livros que deixam surgir um falso mundo na fantasia e outras coisas mais.

 

Em todos esses casos o espírito chega imaturo no mundo da matéria fina e leva consigo também um corpo de matéria fina fraco. As consequências de tais pecados terrenos intervêm em todo o ser de maneira tão incisiva, que cada ser humano terá de pagar por isso com peso multiplicado. Tal negligência, tal atuação errada durante o tempo terreno se aderem a ele de modo embaraçador, tornando-se-lhe cada vez mais pesado, até que ele, como já foi dito, num certo ponto de sua escalada não pode mais prosseguir, e então recai para lá onde sua atuação errada se iniciou. Até o limite onde ainda possuía sua harmonia.

A força de um espirito desenvolvido por aprendizado do ocultismo, com prejuízo do corpo, é também apenas aparente. O espirito então não é forte, mas sim como uma planta de estufa, que mal pode resistir aos ventos, muito menos ainda às tempestades. Um tal espirito é doente, e não evoluído. O estado equivale a uma febre produzida artificialmente. Também o doente febril pode dispor temporariamente de energias extraordinárias, para então recair ainda mais na fraqueza. Mas o que para o doente febril representa apenas segundos e minutos, para o espirito equivale a decénios e séculos. Chegará um momento em que tudo isso se vingará amargamente.

 

Por toda a parte a harmonia é a única coisa certa. E unicamente o caminho do meio proporciona harmonia em tudo. A beleza e a força da harmonia têm sido tão frequentemente cantadas. Por que não se quer deixá-la valer aqui, mas destruí-la categoricamente?

Todo o aprendizado do ocultismo no modo de ser de até agora é errado, mesmo que o alvo seja elevado e necessário.

Totalmente diferente é com os guias e os adeptos das assim chamadas reformas da vida. O caminho aqui é certo, sim, mas se quer fazer já hoje, aquilo que só será adequado em gerações, por essa razão o efeito final é hoje não menos perigoso para a maioria dos seres humanos. Falta a transição necessária. A época para o início está aí! Todavia, não se deve sem mais nem menos saltar com os dois pés para dentro; pelo contrário, deve-se conduzir a humanidade lentamente. Para isso decénios não bastam! Conforme se pratica hoje, ocorre, na realidade, mesmo com aparente bem-estar do corpo, um enfraquecimento devido à velocidade da transição. E o corpo assim enfraquecido jamais conseguirá se fortalecer de novo!

 

Alimentação vegetal! Produz, mui acertadamente, o refinamento do corpo humano, um enobrecimento, também o fortalecimento e grande saneamento. Com isso o espírito também é soerguido. No entanto, tudo isso não é já para a humanidade de hoje. Sente-se a falta de uma direção ponderada nessas tendência e lutas.

Para o corpo de hoje não basta, em circunstância alguma, uma alimentação vegetal assim de imediato, como se fazem tentativas tão frequentemente. Está muito bem quando aplicada temporariamente, e talvez durante anos com doentes; indispensável até para curar algo ou, fortalecendo unilateralmente, ajudar em alguma parte; isto, porém, não perdurará. Deverá então ser reiniciada lentamente a alimentação a que hoje os seres humanos estão tão acostumados, se é que o corpo deva manter sua plena força. A aparência de bem-estar engana.

Certamente é muito bom quando também os sadios uma vez se utilizem durante algum tempo exclusivamente da alimentação vegetal. Sem dúvida sentir-se-ão bem com isso e, igualmente, sentirão um livre impulso do seu espírito. Mas isso é causado pela mudança, como qualquer mudança refresca também espiritualmente.

 

Mantendo, porém, subitamente a alimentação unilateral de modo permanente, não notarão que na realidade se tornam mais fracos e mais sensíveis para muitas coisas. A serenidade e o estado de equilíbrio, na maioria dos casos, não constituem força alguma, antes uma fraqueza de bem determinada espécie. Apresenta-se agradável e não opressiva, por não ter sua origem numa doença.

O estado de equilíbrio é semelhante ao equilíbrio da ainda sadia velhice, com exceção do enfraquecimento do corpo. Está, pelo menos, muito mais próximo dessa espécie de fraqueza, do que da fraqueza de uma doença. O corpo não pode aí, pela falta repentina daquilo a que está habituado desde milénios, reunir aquela força sexual da qual o espírito necessita para o pleno cumprimento de sua finalidade na matéria.

Muitos fervorosos vegetarianos notam-no pela leve moderação no instinto sexual, o que saúdam alegremente como progresso. Isso, porém, não é de modo algum o sinal do enobrecimento de seu espírito através da alimentação vegetal, mas sim a diminuição da força sexual, que terá de acarretar igualmente a diminuição de seu impulso espiritual na matéria.

 

Existem aí erros sobre erros, porque o ser humano quase sempre só vê diante de si o mais próximo. Certamente é de se saudar e constitui um progresso quando o instinto sexual inferior se torna muito mais moderado, pelo enobrecimento do espírito, do que é hoje. Certo também é que o ingerir da carne aumenta o instinto sexual, mas não devemos medir aí pela humanidade de hoje, pois nela o instinto sexual tem sido cultivado em excesso, unilateralmente e de modo doentio, sendo hoje de todo antinatural. Isso, porém, não se deve lançar, exclusivamente, na conta do uso da carne.

A moderação do instinto sexual, absolutamente, não depende da diminuição da força sexual. Pelo contrário, esta é capaz de amparar, auxiliadoramente, o espírito humano, libertando-o da dependência hoje manifesta do instinto grosseiro. A força sexual é até o melhor meio para isso.

A transição, como primeiro degrau, é limitar-se exclusivamente à carne branca. Quer dizer: aves, vitela, cordeiro e outras, ao lado da alimentação vegetal aumentada.

“Não descudai de vosso corpo”, quero clamar para um grupo, advertindo! Para outro grupo, o contrário: “Pensai no espírito!” Então o que estiver certo ainda amadurecerá das confusões da época atual.

 

Abdruschin

                        

Dissertação, “Aprendizado do ocultismo, alimentação de carne ou alimentação vegetal”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II.

Leia a dissertação (Pág. 348) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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