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Simbolismo no destino humano

por Círculo do Graal, em 30.11.13

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h – 10.00 h, TMG – Lisboa)

Se os seres humanos não se deixassem empolgar de maneira tão absorvente pelas necessidades e pelas muitas ninharias quotidianas, mas quisessem prestar também alguma atenção aos pequenos e grandes acontecimentos que se passam à sua volta, devia em breve chegar-lhes um novo reconhecimento. Surpreender-se-iam consigo mesmos e mal acreditariam que até então pudessem ter passado impensadamente por coisas tão marcantes.

Existem, de facto, razões de sobra para que, cheios de compaixão de si mesmos, meneiem as cabeças. Com um pouco de observação apenas, descortinar-se-lhes-á de súbito todo um mundo de acontecimentos vivos, severamente coordenados, deixando perceber nitidamente uma direção firme de mão superior: o mundo do simbolismo!

Este se acha profundamente enraizado na parte de matéria fina da Criação, e apenas suas derradeiras extremidades, quais ramificações, entram na parte terrena visível. É como num mar, que aparenta estar absolutamente calmo e cujo movimento contínuo não se percebe, só podendo isso ser notado nas beiradas, em seus últimos efeitos.

Não pressente o ser humano que é capaz, mediante reduzido esforço através de um pouco de atenção, observar com clareza a atividade do carma para ele tão incisivo e por ele tão temido. Possível lhe é tornar-se mais familiarizado com isso, com o que, pouco a pouco, o medo, muitas vezes brotado dos seres humanos que pensam, se desfaz com o tempo, perdendo o carma seu terror.

Para muitos poderá isso ser um caminho pelo qual poderão seguir para a escalada, tão logo aprendam a sentir, através dos fenómenos terrenalmente visíveis, as ondulações mais profundas da vida da matéria fina, com o que surge com o tempo a convicção da existência de efeitos recíprocos absolutamente lógicos.

Tão logo atinja tal ponto, o ser humano se adaptará lentamente, passo a passo, até que por fim reconheça a força propulsora, lógica e sem falhas da consciente Vontade Divina consciente em toda a Criação, portanto no mundo de matéria grosseira e de matéria fina. Contará de então por diante com ela e se submeterá a ela deliberadamente. Isto significa para ele um flutuar na força, cujos efeitos somente lhe podem ser proveitosos. Ela lhe serve, porque sabe utilizá-la, ao mesmo tempo que ele próprio se adapta corretamente.

Dessa forma o efeito recíproco apenas pode desencadear-se como portador de felicidade para ele. Sorrindo, verá se concretizar literalmente cada palavra bíblica que, em sua simplicidade infantil, às vezes queria se tornar uma pedra de tropeço que, por essa razão, para o seu cumprimento, muitas vezes lhe parecia difícil, porque, segundo a sua opinião de até então, exigia mentalidade de escravo. A exigência de obedecer, por ele sentida intuitivamente de modo desagradável, transforma-se pouco a pouco, ante seus olhos tornados lúcidos, na distinção mais alta que possa acontecer a uma criatura; numa verdadeira dádiva Divina, que encerra a possibilidade dum desenvolvimento enorme de força espiritual, consentindo uma cooperação pessoal e consciente na maravilhosa Criação.

As expressões: “Somente aquele que se rebaixa a si próprio será elevado”, o ser humano deve “humildemente curvar-se diante de seu Deus”, a fim de poder ingressar em Seu Reino, ele deve “obedecer”, “servir” e o que ainda mais existe de conselhos bíblicos, chocam de início um pouco a pessoa moderna, por sua maneira de expressão singela, infantil e no entanto tão acertada, porque ofendem seu orgulho inerente à consciência do saber intelectual. Não quer mais ser conduzida tão às cegas, mas ela própria, reconhecendo, quer cooperar em tudo conscientemente, a fim de adquirir, por convicção, entusiasmo interior, indispensável para tudo quanto é grande. E isto não é nenhum erro!

[…]

Assim, pois, o mínimo favor prestado aos seus semelhantes, um sentimento sincero de compaixão ao próximo, uma única palavra amistosa, podem formar remissões simbólicas para um carma, desde que interiormente seja formada como base a vontade sincera para o bem.

Isso tem que preceder, evidentemente, pois do contrário não se poderia falar duma remissão simbólica, porque tudo o que estivesse em refluxo então efetuar-se-ia de modo total em todos os sentidos.

Mas tão logo se inicie na criatura humana realmente a vontade sincera para a escalada, muito em breve poderá observar como, pouco a pouco, se manifesta mais e mais vida em seu ambiente, como se lhe fossem colocadas no caminho toda a sorte de coisas, as quais, no entanto terminarão sempre bem. Dá-lhe na vista até. Advirá, do mesmo modo, por fim, um período visível de mais calma ou quando todos os acontecimentos, nitidamente reconhecíveis, servem também para progresso terreno. Então passou a época das remissões.

 

Com alegre agradecimento pode entregar-se à ideia de que muita culpa se lhe desprendeu, que doutro modo devia ter penitenciado pesadamente. Deve então estar vigilante, a fim de que todos os fios de destino, que pela sua vontade e pelo seu desejar de novo ata, sejam apenas bons, para que também lhe possa atingir apenas o que é bom!

 

Abdruschin

                        

Excerto da Dissertação, “Simbolismo no destino humano”, da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II.

Leia a dissertação (Pág. 161) em formato PDF, sem custos, ao descarregar o livro.

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