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O Círculo do Enteal

por Círculo do Graal, em 28.07.12

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h)

Local: A nossa consciência

 

 

Já por diversas vezes falei do círculo enteal da Criação, que se fecha em redor das matérias, como transição do espiritual para o material. Esse enteal é, em si, uma espécie muito singular e forma propriamente o círculo final para a Criação inteira e, ao mesmo tempo, também a ponte para a Criação posterior. Imaginemos, mais uma vez, tudo quanto jaz fora da esfera Divina, portanto abaixo do Supremo Templo do Graal, em três grandes divisões: Como mais elevada e primeira delas, citamos a Criação primordial; como segunda, a Criação; e como terceira, a Criação posterior. Considerado rigorosamente, o Supremo Templo do Graal não pertence à Criação primordial, mas sim é algo inteiramente à parte, que está situado acima da Criação primordial. Ele está situado. Escolho exatamente esta expressão de propósito, pois ele não paira, mas sim está firmemente ancorado! Também a parte que se encontra fora da esfera Divina, onde se origina a Criação primordial, está firmemente ligada ao Supremo Templo do Graal na esfera Divina, como um anexo, e com isso ancorada inalteradamente no Divino. Até aí, partindo de cima, encontra-se um fluxo descendente e ascendente de ondas de Luz Divina. Somente no Supremo Templo do Graal se processa uma mudança nisso e começa então, fora do Templo, fluindo para baixo, o circular, que origina e movimenta todas as Criações. Elas também são seguradas aqui por ondas descendentes e ascendentes!

 

Assim é o grande quadro da forma de todos os movimentos. Sobre a Criação primordial já falei pormenorizadamente e mencionei as duas divisões básicas. São espírito-primordiais. Uma parte surgiu imediatamente formada e consciente, ao passo que a outra somente pode desenvolver-se para tanto. Exatamente assim é na Criação que, conceitualmente, por ser espiritual, separamos do espiritual primordial. Também esta se separa em duas divisões. A primeira pôde formar-se imediatamente e a segunda teve de desenvolver-se para tanto. Após esta vem, como remate, o já mencionado círculo daquele enteal, sobre o qual ainda não vos tornastes esclarecidos, porque sempre toquei somente de leve nele nas explicações de até agora. Queremos denominá-lo hoje como uma divisão especial da Criação: o círculo do enteal! Com relação a esse círculo deve ser entendido, de agora em diante, algo completamente diferente daquilo que denominamos simplesmente como os enteais. Os que até agora foram por mim assim designados são ondas de Luz que em sua atividade tornada em forma afluem para baixo e novamente para cima, e as quais, portanto, em linha reta ou em correntes, estão em ligação com o Supremo Templo do Graal. Não são as forças circulantes! Nisso jaz a diferença. Também as forças circulantes têm forma em sua atividade, porém são de uma espécie diferente, que só podiam surgir por cruzamentos de irradiações. Não sabeis ainda nada disso, conquanto já conheçais muitas.

 

Esse movimento circular tem sua origem, isto é, o seu início, na separação do positivo do negativo, portanto do ativo do passivo, que se processa no Supremo Templo do Graal e que no começo de minha preleção de hoje denominei como a mudança das correntezas, que se realiza no Templo mediante separação. Com o início do esfriamento das irradiações da Luz separa-se o positivo do negativo e formam-se por causa disso duas espécies de irradiações, enquanto que até o Supremo Templo do Graal só uma uniforme irradiação se encontra em atividade, formando a esfera Divina, onde tudo que se tornou forma encerra em si, unidos harmoniosamente, o positivo e o negativo! Imaginai tudo isso em quadro, conforme vos estou delineando em traços bem simples; assim compreendereis de maneira mais rápida e também mais segura. Só depois podereis tentar aprofundar-vos cada vez mais com a vontade de compreender. Se agirdes assim, então o conjunto se tornará pouco a pouco bem vivo diante de vós e podereis em espírito, como espetadores cientes, deixar passar diante de vós o flutuar e o tecer da Criação. Contudo, se quiserdes tentar o inverso e, logo ao escutar as primeiras palavras, procurar seguir-me com a força do vosso raciocínio, já ficareis retidos em minhas palavras frases e nunca podereis chegar a um alvo. Tendes de receber simplesmente e só depois, seguindo pouco a pouco os traços isolados, podereis fazer tudo ficar vivo em vós. Dessa maneira tereis êxito. Portanto, falemos hoje do círculo do enteal, que forma o remate para tudo quanto é móvel.

(…)

Todas as formas presas a lugares fixos na Terra não possuem alma própria, a qual, pois, teria de ficar demasiadamente dependente daquilo que se lhe aproxima, e dessa forma estaria exposta a qualquer arbitrariedade na matéria grosseira. Tal desequilíbrio é inteiramente impossível na sábia organização do Criador em Sua obra. Por isso tais formas não têm almas próprias, e sim servem apenas como moradas de seres que são totalmente independentes das formas, e apenas as protegem e tratam. A essas formas pertencem as plantas e as pedras! Dessa maneira vos advirá novamente uma revelação, que vos pode ser útil, e com a qual reconhecereis nitidamente falsas conceções. Apenas os seres independentes de lugar, portanto como os animais, que podem mover-se livremente de seus lugares, têm em si um núcleo próprio, móvel, que os conduz. Nos animais esse núcleo é a alma enteal; nos seres humanos é o espírito! Plantas e pedras, porém, servem apenas como moradas para enteais independentes e diferentes que, por conseguinte, não podem ser chamados almas das respetivas formas.

 

Abdruschin

 

Excerto da dissertação “O Círculo do Enteal” da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.

Esta dissertação (Pág. 441) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou descarregar o livro.

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