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Conceito de família

por Círculo do Graal, em 28.04.12

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h) 

Local: A nossa consciência

 

 

Doce lar! Nessas palavras encontra-se um som que indica claramente como deve ser um lar, que o ser humano constitui aqui na Terra. A expressão já é bem certa, como tudo o que a palavra dá aos seres humanos, contudo, também aqui o ser humano torceu o sentido claro e o arrastou consigo na decadência. Despojou-se assim de um apoio após outro, que lhe podiam dar segurança na existência terrena, e tudo quanto havia de puro na origem foi fortemente turvado pelas conceituações erradas das criaturas humanas e muitas vezes até criminosamente transformado num charco, que evoluiu numa vala comum das almas. Disso faz parte também o conceito de família em sua forma de até agora, que tão frequentemente é louvado e salientado como algo nobre e íntegro, de elevado valor, como algo que proporciona ao ser humano grande apoio, que o fortalece e beneficia, tornando-o um respeitável cidadão terreno, que, seguro e protegido, está capacitado para a luta pela existência, como hoje os seres humanos gostam de denominar cada vida terrena. Mas como sois tolos, ó seres humanos; como é estreita e limitada vossa visão sobre tudo, principalmente sobre aquilo que se refere a vós e à vossa peregrinação através das Criações. Exatamente o conceito de família tido por vós em tão alta conta é uma daquelas armadilhas que, com grande precisão, exige numerosas vitimas e também as consegue, pois muitas pessoas são, sem a menor consideração, arremessadas para dentro através das leis não formuladas dos hábitos humanos e retidas nelas por milhares de braços, até que, atrofiando-se animicamente de modo lastimável, se entrosem indefesas na massa inerte que as arrasta para as profundezas de apagadas impessoalidades!

(…)

O conceito de família, conhecido e valorizado hoje por todos é, em seu significado mais amplo, como um perigoso sedativo para cada espírito humano, que o cansa e paralisa. Segura e impede a necessária ascensão do espírito, porque aos membros individuais é afastado do caminho exatamente tudo aquilo que lhes pode auxiliar, a fim de se fortalecerem. São criadas e cultivadas plantas de estufa, espiritualmente cansadas, mas não espíritos fortes. São milhares as espécies de hábitos prejudiciais e estorvantes que o conceito de família erradamente aplicado acarreta como consequências más. Deveis aprender a reconhecê-las mui rápida e facilmente, quando vos tiverdes tornado aptos a considerar tudo do ponto de vista certo, que terá de trazer vida e movimento para a massa até agora inerte dos aglomerados familiares paralisantes, que se revolvem de modo represante e obstrutivo no circular automático da Criação desejado por Deus, e no movimento sadio do espírito, paralisando e envenenando todo o radiante vigor, enquanto se prendem, concomitantemente, com milhares de garras, em volta de espíritos humanos que se esforçam para o alto, a fim de que estes não lhes escapem nem tragam, na rotina quotidiana, qualquer inquietação que tivesse de perturbá-los em sua vaidosa presunção. Vereis com espanto como vós próprios ainda vos encontrais presos em muitos desses fios, qual uma mosca na tela de uma aranha mortífera. Se apenas vos movimentardes, se tentardes vos libertar disso para atingir vossa autonomia espiritual desejada por Deus, uma vez que também tereis de assumir sozinhos a responsabilidade, vereis então com horror de que maneira ampla já a tentativa de vosso movimento subitamente se faz valer, e só nisso podereis então reconhecer quão múltiplos são esses fios, nos quais os hábitos errados vos envolveram inexoravelmente! Medo então cairá sobre vós com esse reconhecimento, que somente podeis encontrar no vivenciar. Mas o vivenciar tê-lo-eis rapidamente, irromperá ao redor de vós, tão logo vosso ambiente veja que tomais a sério a transformação do vosso pensar e sentir, que vosso espírito quer despertar e trilhar seus próprios caminhos, que lhe estão previstos para o desenvolvimento, bem como, ao mesmo tempo, ainda para a libertação e redenção, como efeito recíproco de decisões anteriores. Ficareis surpreendidos, sim, assustados, ao verdes que de bom grado estariam dispostos a perdoar-vos qualquer erro mais grosseiro, tudo, mesmo o pior, menos, porém, os esforços para vos tornardes livres espiritualmente e ter nisso convicções próprias! Mesmo se nem quiserdes falar a tal respeito, se deixardes os outros em paz, vereis que nada disso é capaz de alterar algo, porque eles não vos deixam em paz! Se, no entanto, observardes e examinardes com toda a calma, então isso somente terá de fortalecer-vos no reconhecimento de todo o errado que os seres humanos trazem em si, pois mostram-no bem claramente na maneira como se apresentam no zelo subitamente despertado de reter-vos. um zelo que só desabrocha devido à inquietação do não rotineiro e que vem do ímpeto de continuar na costumeira mornidão e de nela não serem perturbados. É o medo daquilo, de se verem repentinamente colocados diante de uma verdade, que é completamente diferente daquilo em que até então se embalavam em indolente vaidade.

 

Abdruschin

 

Excerto da dissertação, “Conceito de família”, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.

Esta dissertação (Pág. 335) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou descarregar o livro.

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