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Está Consumado

por Círculo do Graal, em 26.11.11

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h) Local:

A nossa consciência

 

Está consumado! Estas graves palavras do Filho de Deus foram acolhidas pela humanidade e apresentadas como conclusão da obra salvadora, como coroação de um holocausto que Deus ofereceu para toda culpa dos seres humanos terrenos. Por isso os fiéis cristãos deixam penetrar com estremecimento de gratidão o eco dessas palavras e com um alento aliviado se manifesta a agradável sensação de segurança que sentem. Todavia esse sentimento não tem aí nenhum fundamento legítimo, pois decorre exclusivamente de uma imaginação vazia. Mais ou menos oculta aí jaz sempre em cada alma humana uma temerosa pergunta: Como foi possível tamanho sacrifício da parte de Deus? A humanidade Lhe vale tanto? E essa temerosa pergunta é justificada; pois, provém do sentimento intuitivo e deve ser uma advertência! O espírito revolta-se contra isso e quer se pronunciar através do sentimento intuitivo. Por isso essa advertência jamais se deixa aplacar por palavras vazias que jazem na asseveração de que Deus é amor e que o amor Divino permanece incompreensível ao ser humano. Com tais palavras pretende-se encher lacunas, onde falta um saber.

 

Agora, contudo, o tempo para frases vazias passou. O espírito agora deve despertar! Tem que acordar pois não lhe resta outra escolha. Quem se satisfaz com evasivas em coisas que contém a bem-aventurança dos seres humanos se apresenta espiritualmente preguiçoso ante as questões mais importantes desta Criação e, com isso, indiferente e preguiçoso em face das leis de Deus que residem nesta Criação. Está consumado! Este foi o derradeiro suspiro de Jesus ao encerrar sua existência terrena e com isso também acabaram seus sofrimentos provocados pelos seres humanos! Não para as criaturas humanas, como estas em sua presunção irresponsável procuram se iludir, mas sim através dos seres humanos! Foi a expressão de alívio por ter o sofrimento chegado ao fim e com isso a confirmação especial da gravidade daquilo que já tinha sofrido. Com isso não quis acusar porque Ele, como corporificação do Amor, jamais acusaria; contudo, as leis de Deus, apesar disso, atuam imutáveis e inevitáveis por toda a parte, por conseguinte, também aqui. E aqui, em especial, duplamente pesado, pois este grande sofrimento sem ódio recai, segundo a lei, dez vezes sobre os autores desse sofrimento! O ser humano não deve esquecer que Deus também é a própria justiça em intangível perfeição! Quem duvidar disso peca contra Deus e blasfema contra a perfeição! Deus é lei viva e imutável de eternidade em eternidade! Como pode atrever-se aí uma criatura humana a duvidar disso, mediante o desejo de que a expiação de uma pessoa possa ser aceita por Deus sem que ela própria produzisse a culpa na Criação; que não fosse ela própria a causadora!

 

Algo assim nem mesmo terrenamente é possível, menos ainda no Divino! Quem entre vós, criaturas humanas, julgaria provável que um juiz terreno fosse capaz, de modo consciente, mandar executar uma pessoa absolutamente inocente da ação, em lugar de um assassino, deixando assim passar sem castigo o verdadeiro assassino! Nenhum entre vós consideraria certo tal absurdo! Referente a Deus, porém, permitis que as pessoas vos contem tal coisa sem vos opordes a isso mesmo que seja apenas interiormente! Aceitais isto até agradecidos e procurais sempre suprimir a voz como algo de injusto que se manifesta dentro de vós, para vos estimular o raciocínio a respeito! Digo-vos que o efeito da lei viva de Deus não atenta para as falsas conceções, às quais, nisso procurais vos entregar contra a vossa própria convicção. Pelo contrário; aquele recai agora, pesadamente sobre vós, trazendo simultaneamente seus efeitos ainda pelo ultraje de tal pensar errado! Despertai a fim de que não seja tarde demais para vós! Libertai-vos de conceções entorpecedoras, as quais jamais se deixarão pôr em harmonia com a Justiça Divina, do contrário poderá vos acontecer que, para vós, resulte sono de morte desse indolente dormitar, devendo ter como consequência a morte espiritual!

 

Tendes pensado até agora que o Divinal devesse se deixar escarnecer e perseguir impunemente, ao passo que vós, seres humanos terrenos, quereis reclamar para vós próprios a verdadeira justiça! A grandeza de Deus deve consistir segundo vós no facto de que Ele pode sofrer por vós e oferecer a vós ainda algo de bom em troca do mal que Lhe fazeis! Chamais a isso Divino, porque segundo as vossas conceções, apenas um Deus poderia realizar isso. Assim definis o ser humano muito mais justo do que Deus! Em Deus quereis reconhecer apenas a tudo quanto é inverosímil, contudo, só ali onde isso vos sirva da melhor forma! Nunca diferentemente! Pois, do contrário, logo gritais pelo justo Deus quando uma vez algo ameaça se voltar contra vós! Vós próprios deveis, pois, reconhecer como é pueril tal conceção unilateral! Devíeis corar de vergonha se fizésseis apenas uma vez a tentativa de refletir direito sobre isso! Segundo vossa opinião, Deus então, devido à Sua indulgência cultivaria e fortaleceria o que é vil e baixo! Vós insensatos, assimilai essa verdade: Deus age para com as criaturas, portanto também para convosco nesta Criação, exclusivamente, aliás, através das férreas leis que nela estão firmemente ancoradas desde o início! São inflexíveis, intangíveis e, Sua atuação, ocorre sempre com infalível segurança. É também irresistível e esmaga o que se lhe procurar antepor no caminho em vez de se inserir sabiamente em seu vibrar.

 

Saber, no entanto, é humildade! Pois, quem possuir verdadeiro saber jamais poderá excluir a humildade. São como uma só coisa. Com o verdadeiro saber urge, concomitantemente, a humildade como algo evidente. Onde não existir humildade jamais existe, igualmente, verdadeiro saber! Humildade, porém, é liberdade! Só na humildade reside a legítima liberdade de cada espírito humano! Tomai isso como guia! Nunca mais esqueçais aí que o amor de Deus não se deixa separar da justiça! Assim como Deus é o amor, também Ele é a justiça viva! Ele é, sim, a lei! Assimilai, finalmente, esse facto e colocai-o agora como base para sempre em todo o vosso pensar. Então, jamais perdereis o caminho certo à convicção da grandeza de Deus, e a reconhecereis em vosso redor bem como na observação da vida quotidiana! Por isso estejais espiritualmente alerta!

 

Abdruschin

 

Dissertação, Está consumado, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume III.

Esta dissertação (Pág. 134) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou toda a obra.

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