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Cristo falou...!

por Círculo do Graal, em 24.09.11

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h)

Local: A nossa consciência

 

Enfaticamente se ouve hoje, milhares de vezes, aquela expressão: Cristo falou! Com essa introdução quer se tornar sem efeito de início qualquer contradição. Todavia quem assim fala, quer com isso afastar de si também a própria responsabilidade; porém em vez de conseguir tal intento, assume dessa forma uma colossal responsabilidade… perante Deus! Contudo, não pensa sobre isso até que role sobre ele com ímpeto que deverá deixá-lo emudecer para sempre.

A hora se aproxima, já estão rolando as pedras da acção retroactiva! A maior, contudo, de todas se originou, para muitos espíritos humanos, nas palavras introdutoras: Cristo falou! A essas palavras segue-se, então, alguma sentença das “sagradas escrituras” que deve servir para consoladora tranquilização, para estímulo, e também para advertência e até para ameaça ou defesa e para a luta. É aplicada como bálsamo, como espada, como escudo e também como suave almofada de descanso! Tudo isso seria belo e grande, seria até mesmo o certo se as palavras citadas ainda vivessem no mesmo sentido como Cristo as pronunciara realmente! Mas, não é assim! As criaturas humanas formaram muitas dessas palavras por si mesmas na mais inexacta recordação, e aí não puderam reproduzir o mesmo sentido das palavras de Cristo. Precisais, pois, ver apenas como é hoje.

Quem desejar esclarecer algo da Mensagem do Graal que, aliás, está impressa e que por mim foi escrita, com suas próprias palavras ou escritos apenas de memória, este já hoje não transmite assim, como corresponde ao real sentido. Passando por uma segunda boca, por uma segunda pena, surgem sempre alterações, com novas palavras se torce o real sentido, às vezes o desfigura até com a melhor boa vontade de falar a favor.

Nunca é aquela palavra que Eu falei. Muito pior foi outrora, uma vez que o próprio Filho de Deus não deixou nada escrito de Sua Palavra e, a essa posteridade, tudo poderia ser transmitido apenas através de segundas e terceiras pessoas, somente muito depois da época, quando Cristo havia deixado a matéria grosseira! Tudo surgiu, primeiramente, da falha memória humana, os escritos, narrações e todas as palavras, as quais, agora, se acostumou antepor, sempre com certeza: Cristo falou! Já naquela época a obra de Lúcifer, elevando o intelecto humano a ídolo, tinha feito os preparativos em seu nefasto desenvolvimento, para que as palavras de Cristo não pudessem encontrar aquele solo que torna possível uma compreensão acertada.

Foi um artifício sem par, das trevas. Pois, a compreensão certa de todas as palavras que não falam da matéria grosseira só é possível pela colaboração, não enfraquecida, de um cérebro do sentimento intuitivo mas que no tempo de Cristo já se achava bastante desprezado em todas as criaturas humanas e, com isso, atrofiado, não podendo cumprir direito toda sua função. Com isso Lúcifer, outrossim, tinha a humanidade terrena em seu poder! E essa era a sua arma contra a Luz! Conservar recordações de modo inalterado só consegue o cérebro humano de sentimento intuitivo, isto é, o cerebelo, não porém o raciocínio do cérebro anterior! Aí o pecado hereditário da humanidade se vingou de modo profundamente incisivo nela própria que, levianamente, deixou atrofiar tanto o cerebelo, o único capaz de captar todos os acontecimentos e vivências como tais, em imagens e sentimentos intuitivos, de tal forma que, em qualquer tempo ressurgiriam, outrossim, com exactidão, como realmente eram, de modo inalterado, sem enfraquecimento, até.

O cérebro não consegue isso, por estar mais ligado ao conceito de espaço e tempo de matéria grosseira e haver sido criado não para a recepção e sim para a irradiação na matéria grosseira. Assim, pois, também se processou a retransmissão das descrições daquilo que foi vivenciado e ouvido durante o tempo terreno de Cristo, apenas misturado com as concepções terreno-humanas, preparadas de memória, de maneira inconsciente, não porém com aquela pureza que um vigoroso cérebro de sentimento intuitivo teria mantido e avistado. As garras dos vassalos de Lúcifer já haviam aberto seus sulcos profundos demais mantendo presos os escravos do intelecto inelutavelmente de modo que eles não puderam apreender ou segurar mais acertadamente o maior tesouro, a Mensagem de Deus, sua única possibilidade de salvação e deixaram-na passar inaproveitadamente. (…)

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação, Cristo falou! Da obra “Mensagem do Graal”, Na Luz da Verdade, III volume.

Esta dissertação (Pág. 68) pode ser lida em formato PDF, integralmente, ou toda a obra.

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