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No Reino dos Demónios e dos Fantasmas

por Círculo do Graal, em 26.03.11

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h)

Local: A nossa consciência

 

Para tal esclarecimento é necessário antes saber que o ser humano terrestre não se encontra na criação primordial mas numa criação posterior. A criação primordial é, única e exclusivamente, o reino espiritual que existe por si realmente, conhecido pelas criaturas humanas como o paraíso cujo ápice constitui o Supremo Templo do Graal, como o portal na direção do Divinal, que se encontra fora da criação.

O após-criação, porém, é o assim chamado “mundo” em seu eterno circular orbital abaixo da criação primordial, cujos universos solares individuais estão sujeitos à formação e à desintegração, portanto, ao amadurecer, envelhecer e decompor, porque não foram criados imediatamente pelo Divinal como a imperecível criação primordial, o paraíso.

O após-criação originou-se da vontade dos primordialmente criados e está sujeito à influência dos espíritos humanos em desenvolvimento, cujo caminho evolutivo trilha através desse após-criação. Essa também a razão das imperfeições aí, não encontradas na criação primordial que está aberta à influência imediata do Divino Espírito Santo.

 

Para consolo dos primordialmente criados desesperadíssimos por causa da imperfeição do após-criação que crescia e se fazia sentir cada vez mais, conclamava-se do Divinal: “Aguardai Aquele que Eu escolhi… para vosso auxílio!” Assim como, razoavelmente nítido, transmite a lenda do Graal como tradição provinda da criação primordial.

Agora, ao tema propriamente: Cada ação terrenal pode ser considerada como expressão exterior de um processo íntimo. Por “processo íntimo” se estende uma vontade espiritual de sentimento intuitivo. Cada vontade de sentimento é ação espiritual que se torna incisiva para a existência de um ser humano, pois, resulta em subida ou em descida. Em caso algum pode ser admitido no mesmo degrau com a vontade mental.

 

A vontade de sentimento intuitivo refere-se ao núcleo do ser humano propriamente, a vontade mental porém apenas um anel exterior, mais fraco. Contudo, ambos não precisam se tornar também terrenalmente visíveis, apesar de seus efeitos categóricos. A ação terrenal, de matéria grosseira, não é imprescindível para acumular um carma. No entanto, não existe atividade terreno-grosseiro-material alguma, a qual não haja sido precedida por uma vontade mental ou por uma vontade de sentimento intuitivo. A atividade terrenalmente visível, por isso, depende da vontade mental ou da vontade de sentimento intuitivo, mas não inversamente.

Para a existência de um espírito humano, para a sua subida ou descida, o realmente incisivo está, no entanto, ancorado de modo fortíssimo na vontade de sentimento intuitivo, que a criatura humana minimamente atenta, mas para cujos efeitos categóricos e que jamais falham, não há nenhuma fuga, nem qualquer paliação ou adulteração. Naquilo somente, reside o “vivenciar” real do espírito humano; pois, a vontade de sentimento intuitivo é a única alavanca para o desencadeamento das ondas de força espiritual, que se acha na obra do Criador aguardando apenas o estímulo da vontade de sentimento intuitivo dos espíritos humanos, a fim de levá-las então, imediatamente, à efetivação muitas vezes aumentada. Exatamente a esse tão importante fenómeno, importantíssimo até, pouca atenção tem dado até agora a humanidade.

Por tal motivo quero apontar sempre de novo para um ponto principal, aparentemente simples, mas que encerra tudo em si: A força espiritual que perpassa a obra da criação só pode obter ligação com a vontade de sentimento intuitivo dos espíritos, todo o demais fica excluído de uma ligação!

 

Já a vontade mental não consegue mais ligação alguma, muito menos quaisquer produtos da vontade mental. Este fato exclui toda a esperança de que a força principal propriamente na criação jamais possa ser posta em conexão com qualquer “invenção”! Contra isso, é passado um ferrolho inamovível. O ser humano desconhece essa força principal bem como os seus efeitos, embora esteja dentro dela.

O que este ou aquele pensador ou inventor imaginar sob força primordial, não o é! Aí se tratará de apenas uma energia mui subordinada, da qual poderão ser descobertas muitas ainda com efeitos surpreendentes, sem que com isso se aproxime sequer um passo da força propriamente, da qual o espírito humano se serve diariamente de modo inconsciente. Infelizmente como que brincando, sem dar atenção às medonhas consequências dessa desmesurada leviandade! Em sua absoluta ignorância tenta sempre desviar criminosamente a responsabilidade das consequências para Deus, o que no entretanto não o liberta da grande culpa com a qual se sobrecarrega pelo seu não-querer-saber.

 

Quero tentar apresentar aqui uma imagem clara. Uma pessoa, por exemplo, sente intuitivamente inveja. Diz-se comummente: “A inveja brota dele!” De início se trata de um sentimento intuitivo genérico muitas vezes nem claramente consciente ao espírito humano. Esse sentimento intuitivo, contudo, nem moldado ainda em determinados pensamentos, portanto, sem ter ainda “chegado” ao cérebro, por si só é aquilo que traz a chave, única capacitada de estabelecer ligação à força viva, formar a ponte para tanto.

Fluem então imediatamente dessa “força viva” existente na criação tanto para o respetivo sentimento intuitivo quanto seja a sua capacidade de recepção, condicionada pelo respetivo vigor do sentimento intuitivo. Só assim o sentimento intuitivo humano, isto é, espiritualizado se torna vivo em si e recebe a enorme capacidade geradora (não força criadora) no mundo da matéria fina, que faz o ser humano senhor entre todas as criaturas, a criatura suprema na criação. Esse fenómeno, contudo, deixa-o exercer imensa influência sobre todo o após-criação acarretando assim… responsabilidade pessoal, que criatura alguma além dele no após-criação pode tê-la, uma vez que somente o ser humano possui a faculdade determinante para tanto, a qual reside na constituição do espírito.

E somente ele, em todo o após-criação, contém espírito em seu âmago mais íntimo e obtém por isso como tal, exclusivamente também, ligação à suprema força viva que reside no após-criação.

(…)

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação, No Reino dos Demónios e dos Fantasmas, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume II.

 

A dissertação, bem como a obra completa, podem ser lidas em formato PDF.

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