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Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h)

Local: A nossa consciência

 

João, 14-5,6 (…) 26

“Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Disse-lhes Jesus: Eu Sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por Mim.” (…) Mas, aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”

 

Jesus, vindo do Divinal, usou com direito essas palavras, porque, abrangendo tudo visualmente, podia unicamente Ele esclarecer-nos. A Sua Mensagem, que se não deixa d´Ele próprio separar, mostra em meio à confusão das falsas concepções o caminho claro para cima, à Luz. Isso significa para todos os espíritos humanos a possibilidade de se soerguerem, ou a ressurreição da matéria em que eles estão mergulhados para o próprio desenvolvimento progressivo. Tal ressurreição para cada um é vida. Escutai, uma vez, atentamente: tudo quanto é baixo e tudo quanto é mal, portanto tudo quanto se chama trevas se encontra na matéria apenas, tanto na grosseira como na fina! Quem aprende isto acertadamente, esse já lucrou muito com isso. Logo que o ser humano pense de modo mau ou baixo, ele se prejudica, a si próprio, de maneira descomunal. A energia principal de sua vontade flui então em direção do que é baixo como uma irradiação magnética emitida e atrai, devido ao próprio peso, a matéria fina mais densa, por causa da densidade também mais obscura, pelo que o espírito humano de quem se originou a vontade ficará envolto por essa espécie densa da matéria. Também quando o sentido humano é preponderantemente dirigido para as coisas terrenas, como que tomado por alguma paixão que não seja apenas imoralidade, jogatina ou bebedeira, mas também pode ser uma acentuada predileção por qualquer coisa terrenal, um invólucro de matéria fina mais ou menos denso então envolverá seu espírito, pelo fenómeno que já mencionei. Esse invólucro denso, e por isso também escuro, retém o espírito de qualquer possibilidade do escalar e assim permanece enquanto esse espírito não alterar o modo de seu querer.

Só a vontade sincera e um sério esforço pelo espiritual elevado podem afrouxar semelhante invólucro e por fim dissolve-lo totalmente porque, não recebendo mais suprimento de forças dos elementos homólogos, irá aos poucos perdendo o apoio, acabando por tombar dissolvido e libertando assim o espírito para a escalada.

 

Por matéria fina não se tem em mente acaso um refinamento dessa matéria grosseira visível, mas é uma espécie totalmente estranha a essa matéria grosseira, de outra estruturação, mas que não obstante pode ser chamada de matéria. É uma transição para a entealidade, da qual se origina a alma do animal.

Permanecendo na matéria, os seres humanos, um dia, de acordo com a natureza da coisa, terão que ser arrastados à decomposição de tudo quanto é material, a que aquela está sujeita, porque eles devido ao seu invólucro não poderão mais se desligar em tempo da matéria. Eles que, para seu desenvolvimento, mergulharam conforme o desejo próprio na matéria, nela permanecerão atados se não se mantiverem no caminho certo! Não conseguirão emergir dela, o que significaria uma ressurreição ao encontro da Luz. Sirva de explicação mais detalhada que todo desenvolvimento de um germe espiritual que anela pela ego-consciência pessoal condiciona um mergulhar na matéria. Só pelo vivenciar na matéria poderá desenvolver-se àquilo. Nenhum outro caminho lhe fica aberto para tanto. Mas não será acaso forçado a isso, pelo contrário, ocorrerá apenas quando nele despertar o anseio próprio para isso. Seu desejar impulsiona-o então ao encontro do indispensável processo evolutivo.

Saído do assim chamado paraíso do inconsciente e com isso, também, saindo do irresponsável. Se as criaturas humanas, na matéria, perderem o caminho certo que conduz de volta novamente, para cima, para a Luz, por causa de desejos erróneos, permanecerão vagando na matéria. Tentai, pois, olhar para os fenómenos na matéria grosseira. O formar e o decompor em vossos arredores mais próximos e a vós visíveis. Observai no germinar, crescer, amadurecer e decompor, o formar-se, portanto, o conglomerar-se dos elementos básicos, o amadurecer e o retornar novamente para os elementos básicos mediante a decomposição, isto é, pela desintegração das formas na putrefação. Vedes isto nitidamente na água, igualmente nas pedras pela assim chamada decomposição, nas plantas e nos corpos tanto animais como humanos. Contudo, como aqui nas coisas pequenas, assim ocorre também exatamente nas coisas grandes e, por fim, de modo igual, em todos os fenómenos universais. Não somente na matéria grosseira que é visível ao olho do ser humano terreno, mas também na matéria fina, no assim chamado além, que todavia ainda nada tem que ver com o Paraíso.

(…)

Cristo como sempre escolheu Suas palavras olhando desse alto miradouro, portanto, de cima para baixo, descrevendo assim um processo absolutamente natural com o emergir da semente espiritual que descera à matéria. Imaginai uma vez que vós próprios estejais acima da matéria. Abaixo de vós jaz estendida, qual campo de cultivo, a matéria geral em suas muitas espécies. Vindo de cima, os germes espirituais descem, à matéria. Pouco a pouco, depois de longo tempo, emergem daí, com muitos intervalos, espíritos humanos completos que se tornaram conscientes pelas experiências vivenciais materiais, podendo deixar para trás tudo quanto é material com o anseio em se esforçar para as alturas. Estes festejam assim a ressurreição tendo saído da matéria! Mas nem todos os germes reaparecem na superfície, amadurecidos. Vários destes ficam para trás, devendo inutilmente perecer. Tudo é exatamente assim como num campo de trigo. Assim como em relação ao grão de trigo, todo o misterioso formar propriamente se processa na terra para isso necessário, identicamente em relação ao germe espiritual, o formar principal se dá dentro da matéria geral. Cristo, por meio de cada uma de Suas frases, por imagens, esclarece sempre algum fenómeno na criação.

Se, pois, disse: “Ninguém chega ao Pai a não ser através de Mim”, é o mesmo. Quer dizer tanto, como: “Ninguém acha o caminho a não ser através daquilo que digo”. Um significa o mesmo que o outro. Da mesma forma quando diz: “Trago-vos em minha Mensagem a possibilidade de ressurreição da matéria, e com isso, também a vida”; ou “Eu com a minha Palavra Sou para vós a ressurreição e a vida”. Devem os seres humanos apreender o sentido, mas não se confundirem sempre de novo com fraseologias.

(…)

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação Eu Sou a Ressurreição e a Vida, ninguém chega ao Pai a não ser por Mim! da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume II.

A dissertação, bem como a obra completa, podem ser lidas em formato PDF.

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