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Ressurreição do Corpo Terreno de Cristo

por Círculo do Graal, em 29.01.11

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h)

Local: A nossa consciência

 

João, 20-11;18

“E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, porque choras? Quem buscas? Ela cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer, Mestre). Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai: mas vai dizer para os meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que Ele lhe dissera isto.”

 

Perfeito é Deus, o Senhor! Perfeita a Sua Vontade, que está n`Ele e d`Ele emana para gerar e conservar a obra da Criação. Perfeitas são portanto também as leis que em Sua Vontade perpassam a Criação. Perfeição, no entanto, exclui de antemão qualquer desvio. É esta a base que justifica deveras a dúvida a propósito de tantas asseverações! Várias doutrinas se contradizem, porque ao mesmo tempo que ensinam acertadamente a perfeição de Deus estabelecem asserções absolutamente opostas, exigindo que se creia em coisas, que excluem a perfeição de Deus e de Sua Vontade que se encontra nas leis da criação. Com isso se disseminou em muitas doutrinas o germe de doença. Verme corroedor que um dia deverá fazer ruir toda a estrutura. Tal desmoronamento é tanto mais inevitável ali onde de tais contradições foram feitas as colunas mestras, não apenas pondo em dúvida a perfeição Divina mas até mesmo negando-a diretamente! Essa negação da perfeição de Deus faz parte de credos dogmáticos por exigência, que só então possibilitam a entrada nas comunidades.

 

Temos aí a conversa sobre a ressurreição da carne com referência à ressurreição do corpo terreno do Filho de Deus, o que a maioria das pessoas aceita impensadamente, sem deixar o menor vestígio de uma compreensão. Outros por sua vez se apropriam de tal asserção com uma ignorância totalmente consciente, por não disporem do preceptor que pudesse dar uma explanação correta sobre isso. Que quadro triste se oferece aí ao observador sereno e sincero. Quão lastimável se apresenta diante dele tal grupo, que muitas vezes até, orgulhosamente, se considera partidário fervoroso de sua religião, crentes ortodoxos demonstrando zelo ao olhar precipitadamente com ignorante desdém para quantos pensam de modo diverso, sem pensar que exatamente isto deve ser considerado como comprovação infalível de incompreensão irremediável. Quem, sem indagar, aceita e confessa como convicção própria assuntos importantes, mostra com isso ilimitada indiferença, porém, nenhuma verdadeira fé. Nesse aspeto tal pessoa está diante d`Aquele que ele costuma chamar de Altíssimo e de Santíssimo, o que lhe deve constituir o conteúdo e o apoio para toda a existência. Com isso ele não é um elo vivo de sua religião, a quem possa advir ascensão e libertação, mas um metal ressoante, apenas um chocalho vazio e tininte, alguém que não compreende as leis de seu Criador e nem se empenha por reconhece-las. Para todos que assim agem isso significa uma parada e um retrocesso no caminho que deve conduzi-los, para fins de evolução e beneficiamento, através da matéria rumo à Luz da Verdade. Também a concepção errada da ressurreição da carne é, como qualquer outra concepção errónea, um estorvo gerado artificialmente que eles levam consigo para o além, diante do qual ali têm eles que ficar parados e não prosseguem, porque não podem se libertar daquilo sozinhos; pois, crença errada pende firmemente neles atando-os de tal modo que qualquer livre visão para a verdade luminosa lhes é cortado. Não ousam pensar diferentemente, e por isso não progridem.

(…)

A perfeição equivale porém a inalterabilidade. Resulta disto que é completamente impossível uma torção nessas leis básicas ou da natureza. Por outras palavras: em circunstância alguma podem ocorrer excepções que contradigam a todos os fenómenos em sua naturalidade. Portanto não pode ocorrer nenhuma ressurreição da carne que, como grosseiro-material, incondicionalmente permanece ligada à matéria grosseira! Uma vez que todas as leis primordiais têm promanado da perfeição Divina, um novo ato da Vontade de Deus jamais poderá se desenvolver em forma diferente do que a dada desde os primórdios da Criação. Se algumas doutrinas se fecham a esta evidência, que resulta incondicionalmente da perfeição de Deus, provam então que os seus fundamentos estão errados, que estão construídos sobre o intelecto humano adstrito ao espaço e ao tempo e, consequentemente, não podem ter alguma pretensão à Mensagem de Deus, a qual não mostraria qualquer lacuna, uma vez que essa só pode advir da perfeição da própria Verdade que é completa e, igualmente, compreensível em sua grandeza singela. Antes de mais nada é natural, porque a natureza, assim chamada pelas criaturas humanas, originou-se da perfeição da Vontade Divina, conservando ainda hoje de maneira inalterada sua vitalidade, mas também não podendo com isso estar sujeita a excepção alguma.

(…)

Uma vez que fica excluído, como cada ciência pode verificar na própria criação, é errado e constitui uma dúvida à perfeição de Deus quando se deva afirmar que esta carne de matéria grosseira tenha ressuscitado e, após quarenta dias, ingressado num outro mundo. Se a carne realmente deva ressuscitar, isto só poderá ocorrer quando a alma, ainda ligada por um cordão de matéria fina ao corpo de matéria grosseira por algum tempo, for chamada de volta a esse corpo (*). Devido às leis naturais só é possível se dar isso enquanto persistir esse cordão. Uma vez desligado tal cordão um ressuscitar, isto é, uma chamada à alma de volta ao corpo de matéria grosseira de até então seria impossível. Isso igualmente está sujeito estritamente às perfeitíssimas leis da natureza e o próprio Deus não conseguiria por ser contra as Suas próprias leis perfeitas, contra a Sua Vontade perfeita que atua de modo automático na natureza. Exatamente devido a essa perfeição, nunca poderia Lhe ocorrer ideia tão imperfeita que só constituiria um ato de arbitrariedade.

(…)

O próprio Jesus, no entanto, não fez quaisquer escritos nos quais, unicamente, se pudesse basear de modo incondicional e categórico. Nunca teria dito ou escrito algo que não concordasse com as leis de Seu Pai, as leis Divinas da natureza ou a Vontade Criadora de modo pleno e integral. Disse Ele próprio, pois, expressamente: Vim para cumprir as Leis de Deus!

(…)

O conceito geral “ressurreição da carne” encontra sua justificativa nos nascimentos terrenos, que não cessarão enquanto houver criaturas humanas terrenas. È uma grande promessa a da concessão de repetidas vidas terrenas, de renovadas encarnações com o fito de um progresso mais rápido e indispensável resgate de efeitos retroativos de espécies inferiores, equivalendo a um perdão dos pecados. Uma prova do incomensurável Amor de do Criador, cuja graça se encontra na concessão de oportunidade renovada às almas desencarnadas, que malbarataram, total ou parcialmente, seu tempo terreno e por isso chegaram imaturas para uma escalada, de se envolverem com um novo corpo de matéria grosseira, ou manto, pelo que sua carne deixada festeja uma ressurreição na nova carne. Com isto a alma desencarnada vivencia uma nova ressurreição na carne! Que bênção se encontra nessa realização de tão elevada graça que permanentemente se repete, não abrangendo tudo com a vista o espírito humano somente mais tarde poderá compreender!

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação, Ressurreição do corpo terreno de Cristo, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume II.

(*) Dissertação: A Morte

A dissertação, bem como a obra completa, podem ser descarregadas em formato PDF.

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