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A Diferença na Origem entre o Homem e o Animal

por Círculo do Graal, em 26.11.10

Génesis, 2, 4;17

“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida: e o homem foi feito alma vivente.”

 

Para bem se esclarecer a diferença na origem entre o homem e o animal se faz mister uma divisão mais pormenorizada da criação, do que até agora. As expressões correntes como “alma colectiva” do animal em face do “eu” individual do ser humano, não obstante ser coisa bem acertadamente pensada, não são suficientes. Mas delineia-se aí mui largamente apenas o geral e o que se acha mais rente ao terrenal, porém não se menciona a diferença propriamente. Necessário se faz aqui conhecer o desenvolvimento da criação que está explicado na dissertação “Desenvolvimento da Criação”.

 

Divino

Divino-Inenteal = Deus

Divino-Enteal

 

Espírito-Enteal

Espírito-Enteal-Consciente

Espírito-Enteal-Inconsciente

 

Enteal

Enteal-Consciente

Enteal-Inconsciente

 

Matéria

Matéria Fina

Matéria Grosseira

 

O ser humano tem sua origem espiritual no espírito-enteal-inconsciente. O animal, por sua vez, tem sua origem enteal no enteal-inconsciente. O núcleo vivificador do ser humano é espírito. Ao passo que o núcleo vivificador do animal é somente enteal. Um espírito neste caso se encontra acima do enteal; a origem interior do ser humano por consequência também é mais alta do que a do animal, ao passo que ambos têm em comum apenas a origem do corpo de matéria grosseira. No entretanto o espírito do ser humano com o tempo foi aperfeiçoando mais o seu corpo, de origem meramente animal, do que era possível ao enteal do animal.

 

A doutrina do desenvolvimento natural dos corpos de matéria grosseira, começando dos corpos dos animais mais ínfimos até o corpo do ser humano, é portanto certa. Mostra sob todos os aspectos o trabalho progressivo e sem lacunas da vontade criadora em a natureza. Um sinal de perfeição. Cometeu-se nessa doutrina apenas um erro, aliás grave, por não ter ido além da matéria grosseira. Quando se diz que o corpo humano, isto é, o manto de matéria grosseira do ser humano, descende do corpo do animal, que já existia antes do ser humano, está certo. Estes corpos, contudo, não constituem nem o homem nem o animal, mas fazem parte disso apenas por serem necessários na matéria grosseira. Querer se concluir disso, porém, que também a vida interior do ser humano descende do animal, é um erro desencaminhador e imperdoável que deve despertar discórdia. Devido a essa discórdia surge também em tantas pessoas o hígido sentimento intuitivo contra semelhante acepção errónea. Por um lado se sentem atraídas pela veracidade da acepção na parte referente aos corpos, por outro lado, porém, repelidas por causa da grosseira negligência que quer sem mais nem menos entretecer conjuntamente a origem interior.

 

A ciência de facto até agora mal era capaz de outra coisa senão afirmar que o ser humano no desenvolvimento natural por fim teve que descender do animal semelhante ao macaco, que em sua forma mais se aproximou do corpo humano, porque ela até agora somente conseguiu ocupar-se com aquilo que é material. Preponderantemente até, apenas com a matéria grosseira que constitui uma parte bem pequena da criação. E mesmo dessa só conhece ela as exterioridades mais grosseiras. Na realidade, portanto, pouquíssimo, a bem dizer nada. Hoje consegue ela utilizar, afinal, elementos de mais-valia, mas lhe ignora as especificidades, tendo que obrigatoriamente se contentar pois com algumas palavras estrangeiras colocando-as no lugar do conhecimento. Tais palavras designam exclusivamente a classificação provisória de algo existente e já utilizável, mas cuja natureza essencial não se conhece, e muito menos ainda a origem.

(…)

A diferença essencial entre o homem e o animal se encontra portanto exclusivamente em seu íntimo. O animal depois de despir o corpo de matéria grosseira só pode regressar ao enteal, ao passo que o homem volta ao espiritual, que se acha bem mais acima. Consegue o ser humano, em certo sentido, descer muitas vezes ao nível do animal, no entanto, sempre terá que permanecer ser humano, já que lhe é impossível se esquivar à responsabilidade que tem seu germe em sua origem espiritual; todavia o animal, com sua origem enteal, não pode nunca se elevar à condição de homem. A diferença entre os corpos existe pois apenas na forma e no desenvolvimento mais nobre da criatura humana, levado a efeito pelo espírito depois que penetrou no corpo de matéria grosseira. (*)

 

Abdruschin

 

Excerto da dissertação, A diferença na origem entre o homem e o animal, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da verdade, volume II.

(*) A Criação do Ser Humano

A obra pode ser descarregada integralmente em ficheiro PDF.

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