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Astrologia

por Círculo do Graal, em 28.08.10

Dissertação para leitura no próximo domingo (9.00 h - 10.00 h, hora de Lisboa).

A dissertação pode ser lida integralmente via internet, ao fazer download da obra.

 

Arte régia é ela chamada e não sem acerto. Não, porém, por ser a soberana de todas as artes, tampouco por ser reservada aos reis terrenos, mas quem pudesse praticá-la deveras, estaria apto a assumir espiritualmente uma situação régia, tornando-se assim dirigente de muitas coisas que acontecem e que deixam de acontecer. Mas não existe um único ser humano terreno a quem sejam confiadas essas faculdades. Por isso todos os trabalhos nesse sentido permanecerão meras tentativas sem valia, duvidosas quando levadas a sério pelos que as praticam, criminosas quando a presunção e a fantasia doentia cooperam, substituindo a profunda seriedade.

O mero cálculo astrológico pouco pode, aliás, adiantar, porque às irradiações dos astros pertencem também as respectivas irradiações do solo da Terra, assim como também incondicionalmente a matéria fina viva, com todas as suas actividades, como por exemplo o mundo das formas de pensamentos, do carma, as correntes das trevas e da Luz na matéria, bem como outras coisas mais.

Qual o ser humano que pode vangloriar-se de haver abrangido de modo nítido e claro tudo isso, desde os abismos mais profundos até às alturas mais elevadas da matéria? As irradiações dos astros formam somente os caminhos e os canais através dos quais tudo o que é vivo na matéria fina pode chegar mais concentradamente a uma alma humana, a fim de ali se efectivar. Falando figuradamente, pode-se dizer: os astros assinalam as épocas em que os efeitos retroactivos e outras influências através da condução das irradiações podem fluir sobre o ser humano mais concentrada e cerradamente.

 

Às irradiações dos astros desfavoráveis ou hostis congregam-se na matéria fina as correntezas más pendentes destinadas ao respectivo ser humano; às irradiações favoráveis, por sua vez, apenas as boas, de acordo com a igual espécie. Eis porque os cálculos em si não são de todo destituídos de valor. Mas é condição indispensável que para um determinado ser humano haja, na ocasião das irradiações desfavoráveis, também efeitos retroactivos desfavoráveis ou, por ocasião das irradiações benéficas, efeitos retroactivos também benéficos. Do contrário, impossível será qualquer efeito.

Por outro lado, também, as irradiações dos astros não são por acaso fantasmagóricas, por si só ineficazes, sem ligação com outras forças, mas possuem também efeitos automáticos, dentro de certas restrições. Se para determinada pessoa só houver no mundo da matéria fina acções de retorno maléficas, prontas para actuar, tais actividades todavia ficarão bloqueadas, reprimidas ou pelo menos bastante represadas nos dias ou horas de irradiações astrais benéficas, segundo a espécie das irradiações. De idêntico modo, evidentemente, também ocorre com o inverso, de maneira que por ocasião dos efeitos retroactivos benéficos em actividade, o favorável será paralisado pela irradiação desfavorável, durante a época correspondente a essa irradiação.

Mesmo que, por conseguinte, os canais das irradiações siderais corram vazios pela falta de efeitos de igual espécie, funcionam ao menos como bloqueio temporário contra os eventuais efeitos recíprocos de espécie diferente em actividade, de modo que nunca permanecem de todo sem influência. Apenas não podem, justamente as irradiações de todo benéficas conduzir sempre algo de bom ou as irradiações más sempre algo de mau, se para a respectiva pessoa tal coisa não existir.

 

A esse respeito os astrólogos não podem dizer: “Então, portanto temos razão”. Pois esse ter razão é apenas condicional e muito restrito. Não justifica as afirmações muitas vezes arrogantes e os apregoamentos comerciais. Os canais vazios das irradiações dos astros podem muito bem acarretar interrupções, porém nada mais, nem de bem nem de mal. Deve-se admitir, por sua vez, que em certo sentido a interrupção temporária de maus efeitos retroactivos já é em si algo de bom. Pois proporciona, a quem se encontra fortemente acuado pelo mal, um tempo para tomar alento e com isso forças para prosseguir suportando. Além disso, devem justamente as irradiações frenadoras ocasionar ao espírito humano motivo para maior esforço, o que por sua vez acorda o espírito, fortalece-o e o deixa inflamar-se cada vez mais nos esforços para vencer esses obstáculos.

(…)

 

Abdruschin

 

Excerto da dissertação, Astrologia, da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da verdade, volume II.

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